terça-feira, 9 de dezembro de 2008

KYLIEX2008 [1/2]

Voltando um pouco no relato...
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- Cheguei na fila do Credicard um pouco cansado, frustrado e me sentindo uma "caquinha" (não tive tempo de tomar banho, trocar de roupa...). Tinha tudo para ser uma noite ruim. Mas lógico que não foi!
- Na espera, podíamos ouvir a passagem de som no Credicard, e de onde estávamos, havia uma porta que quando alguem entrava/saía dava para ver o palco. Justamente quando fui comprar uma água, o pessoa disse que viu a Kylie por lá. Que coisa, não?
- Quando o pessoal começou a se ajeitar para entrar na casa de espetáculos, eu fui mais para frente ficar com o meu amigo Matheus - ele estava com outros amigos mais próximo da entrada. Como não sou bobo, corri pra lá.
- Com o grupo do Matheus acabei conhecendo outras pessoas legais, mas todos viciados em Kylie, sabendo de tudo! O mais chegado acabou sendo o Thiago, que aparece na história mais depois de show.
- Entretanto, contudo, todavia, quando os guardinhas foram revistar, disseram que eu tinha que guardar minha sombrinha num lugar lá. E a mulherzinha ainda demorou arrumar as coisas! Resultado: demorei mais ainda entrar. Mas tudo bem...
- Estavam vendendo coisas da Kylie - acho que CD, calendário e o tão cobiçado Tour Book. 1° - eu pensei "vou comprar na saída pra não amassar", como fiquei sabendo que aconteceu com o de alguns. 2° - na saída, eu pensei mais racionalmente e vi que não tinha muito dinheiro, se comprasse o Tour Book ficava na rua. 3° - o Tour Book havia acabado! Droga! Eu ia dormir na rua!
- Quando entrei, fiquei entre o meio e a lateral direita do palco, junto ao Matheus e a Sandy, justamente na minha frente tinha um homem de 1,89 (ouvi ele dizendo) e na direção do palco só tinha pessoas altas. Eu nos meus 1,74 (por aí) estava lascado. E nem estava tão longe do palco, se fosse um fila indiana, seria a oitava pessoa de distância do palco (mais ou menos).
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- Me senti um pouco deslocado às vezes. Todo mundo era fã da Kylie a séculos! Eu não me considero fã e sim um grande admirador! E conhecia a Kylie a pouco tempo. Tinha tudo para ser um poser, mas não era! Inclusive eu soube cantar todas as músicas no show, o que não vi muitos fazerem, modéstia à parte...
- Outra coisa que me incomodou, foi quando fui comprar água e vi cambistas agindo. Cadê a polícia numa hora dessas? É um absurdo esse abuso por parte deles. Inflacionar os preços (que já não são baratos) é uma palhaçada. Mas quem sou eu para fazer alguma coisa? Apenas faço minha parte, não comprando nada deles.
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Tantas coisas a mais para contar... contudo, acho que já dá para ter uma idéia do clima no local!
Enquanto isso, fiquem com um gostinho do show...
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Can't get you out of my Head - Kylie Minogue
Reparem o quanto ela fica surpresa com o público brasileiro! E eu estou no meio daquelas pessoas no final do vídeo!

SP - Sábado (08/11) [2/2]

A manhã e a maior parte da tarde tinham sido muito boas, apesar de conforme a tarde ia avançando a minha tensão aumentar.
Lu ficou no meio do caminho para o Credicard. Ela iria a um show do Skank a noite também e foi muito atenciosa ao dizer que se precisasse de algo era pra chamá-la - mesmo estando do outro lado de SP!
Gus e eu seguimos. A viagem de ônibus demorou uns 45 minutos! Chegamos no terminal e fomos dar uma volta por perto para ver se achávamos algum lugar para eu passar a noite.
Andando um pouco encontramos um hotel/motel que cobrava R$40 a pernoite, mas tinha que pagar adiantado. Como eu ia encontrar um amigo, talvez ele soubesse de algo mais rentável e seguro, então resolvi não reservar e ir direto para a casa de espetáculos. Qualquer coisa haviam outros hotéis por perto, segundo o Gus. No caminho para o Credicard conversamos, enquanto ele nos guiava.
Eram 17h quando chegamos! Antes de ir para SP pensava em chegar às 9h. Quando soube que iríamos ao Ibirapuera, quis chegar lá por volta das 14h. Aham!
A fila já estava longa, devia ter pelo menos umas 200 pessoas na minha frente. Outro problema: estava com minha mochila nas costas (não sabia onde ia dormir e para aonde iria no dia seguinte), e descobrimos que lá não tinha lockers, ou algo do tipo. Como ver um show com uma mochila daquela! Iam acabar me roubando, tirando que ia ser super desconfortável.
Mais uma vez o salvador Gus agiu e se ofereceu para levar minha mochila. Obrigado! Peguei o necessário e ele partiu para sua casa.
Assim que cheguei na fila, outro Bruno, com sua mãe, também se enfileiraram e já começamos a conversar. Os dois foram muito prestativos e simpáticos - pena que perdi contato, tenho que ligar para ele depois. Boa companhia na espera até às 20h - quando o portão abriria. Logo, formamos um grupão de umas 8 pessoas.
Meu amigo Matheus, que havia conhecido a poucos dias na comunidade da Kylie, estava a caminho do Credicard, com a Sandy. Outras pessoas adoráveis, que alegraram minha espera das 20h às 22h20 - quando o show começou.

Não comentei até agora, mas o show era da cantora Kylie Minogue!
A conheci no seu último álbum "X". Tinha umas músicas, mas não ouvia muito. Mas, coincidentemente, estava me viciando em suas músicas quando soube que ela faria um show no Brasil. Havia até apresentado uma música dela em um trabalho de inglês.
Não poderia ter sido em melhor momento! Era a primeira vez que ela vinha à América Latina.

Conhecer meus amigos + ver show de KYLIE MINOGUE! = Não tem como não ir para SP!

Depois de muita espera, meu pé estar doendo já, e estar lotado o Credicard - pelo menos a pista, as outras partes encheram na hora do show -, um DJ aparece para começar a aquecer a galera. Nada demais. As músicas que mais animavam eram justamente as da Kylie.

Quase 22h30, finalmente:


Lights flashing
Sound clashing
Mind blowing
Body rocking
Eyes locking
Lips touching
Hearts pumping
Pressure rising
Breath taking
Rump shaking
Music makes you lose control
Playing on your SPEAKERPHONE
Track repet go on and on!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SP - Sábado (08/11) [1/2]

Um dia de muitas emoções!

Ibira para os íntimos. A programação do dia começava lá. Acordamos, nos arrumamos e partimos. Tati teve que ir para faculdade de novo. Rafa programou seu GPS (que não tem uma boa fama, Joici que o diga) e fomos buscar o Eber. Até o aparelho funcionou, a “casa do Boss” ficava a apenas uma rua de distância do que o GPS dizia. De lá fomos procurar o Parque do Ibirapuera.
Acho que quando o Rafa decidiu desligar o GPS achamos mais facilmente (haha). A Lu – a única que podia ir – nos encontraria mais tarde, já que ela mora perto do parque, e só não foi mais cedo porque tinha tarefas domésticas a cumprir. Andamos, conversamos, nos divertimos. Como o Rafa estava com sua máquina potente, eu nem tirei fotos direito com a minha. Foi uma manhã muito agradável!
Mais para o final da manhã, depois de ter rodado boa parte do parque e ter estado nos últimos minutos à beira de um dos lagos conversando, vendo o Eber alimentar os patos com Amendupã de pimenta mexicana (rsrs) e comendo também, a Lu resolveu aparecer. Fomos buscá-la na entrada 6 (se não me engano) e a reconheci de longe. A japa querida! (chamada de falsificada por uns - se é ou não, não importa, amo-a! hehe). Um amor de pessoa!
Resolvemos ir a um Centro Cultural (passamos por ele na ida), porque o Eber queria ver se encontrava uns livros. O Gus nos esperaria por lá. Quando pensamos que não - mais chuva em SP! Tentamos nos abrigar, mas mesmo assim ainda deu para molhar. E a chuva só foi para isso mesmo, porque logo parou.
Rodamos um pouco e conseguimos achar o bendito lugar de novo. Já eram aproximadamente 14h, ninguém tinha almoçado. Esse era o horário que eu tinha planejado para chegar (no máximo!) no Credicard Hall, para o show de mais a noite. Começava a me dar um leve nervosismo. Para piorar, não sabia onde iria passar a noite. Na casa do Rafa, antes de dormir, pesquisamos uns hostels, mas todos longes do Credicard.
Eber pesquisava os livros com o Rafa, enquanto eu, Gus e Lu tentávamos pensar numa solução. A hora passava. O pessoal resolveu ir embora - o Eber não achou o que queria. Havíamos tentado usar a internet, mas tinha que fazer um cadastro e esperar a hora livre (às 16h!).
Fomos para o carro, mais uma vez, agora com a presença do Gus. Tentei ligar para uns hostels. Consegui um - R$30. Mas só o táxi para chegar lá era mais R$30. Não daria mesmo! O anjo Gustavo disse que me levaria ao Credicard e, como ele já morou lá por perto, me mostraria uns hotelzinhos fuleiros, mas que dá para dormir - se eu não me importasse. Claro que não! Nessa altura do campeonato toparia qualquer coisa. Eu só precisava ter um ponto de segurança.
Eu, Gus e Lu ficamos na Av. Brigadeiro (acho eu) para pegarmos o ônibus (Lu desceria no meio do caminho), os outros se foram. Detalhe: isso depois de rodar um tempão procurando o caminho para casa! GPS não servia para nada. Outra chuva tinha recomeçado. Uma coisa só. E a hora passando!
Pegamos o ônibus. Próxima parada: Terminal Santo Amaro (se não me engano mais uma vez!).

Questão pessoal: Assumo que fiquei um pouco assustado essa tarde com a possibilidade de ficar sem ter aonde dormir. Tentava me convencer que não seria nada demais ver o dia amanhecer em alguma parada por aí. E conforme a hora ia passando, eu ia ficando mais tenso. Essa possibilidade me fez mais tolerante a contratempos - um pouco ao menos! E percebi outras coisas pessoais que precisaria adequar na minha vida.

Não temos o controle de tudo! E nem tudo sai como queríamos!