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quinta-feira, 18 de março de 2010

SP Third Time + Guarapa

Visitei Guarapari - ES, pela quarta vez, entre dezembro e janeiro, e fiquei 19 dias fora, na praia, com minha família (pais, irmão e avós). Aproveitei para conhecer Vila Velha (duas praias, Convento da Penha, Fábrica da Garoto e shopping) e Vitória (feirinha e shopping). Foi uma viagem mais para descansar e realmente não fazer nada. No Natal fizemos um churrasco no condomínio e Ano Novo foi na praia do Morro, com direito a parquinho de diversões. O condomínio que ficamos é muito bom e final de ano enche muito. A piscina ficava cheia de corpos jovens e bonitos – adorava ficar lá tomando banho de piscina ou apenas lendo um livro.
As praias que recomendo em Guarapari, na ordem das que mais gostei, são:
- Praia dos Padres: entre Nova Guarapari e Meaípe, é uma praia pequena, dentro de uma propriedade particular. Em algumas épocas é bastante freqüentada por surfistas. É linda! Foi nessa praia que tenho uma das minhas melhores lembranças da viagem.
- Praia do Morro: a principal de Guarapari e a mais badalada. Se você gosta de gente, esse é o lugar! Dependendo do dia, tem ótimas ondas. E no final direito da praia tem uma trilha bem legal, que leva a outras praias e a umas pedras!
- Praia dos Castelhanos: depois de Meaípe. Fui por dois dias. Em um deles, a água estava bem parada, no outro dia, eu peguei as maiores ondas de toda a viagem. A praia é ótima!
- Praia de Peracanga: em Nova Guarapari, é um pouco mais familiar, mas bem bonitinha. Tem dia que enche também. Na ponta esquerda da praia, onde tem mais ondas, avistei uma tartaruga nadando perto de mim.
- Praia de Bacutia: ao lado da anterior, é o point dos jovens e bonitos! Simples assim. Todas as pessoas bonitas de Guarapari estão nessa praia.
- Praia de Setiba: no caminho para Vitória. É bem cheia, mas bem legal também!


Em fevereiro, fui à São Paulo pela terceira vez, com mais dois amigos de Brasília – Thyago, viajante e participante da comunidade do Eber, e Stênio. Os motivos eram três: ir a uma boate, ir ao show da Beyoncé e ir ao Hopi Hari.
Na ida, de ônibus, eu e Thyago passamos por uma situação terrível: nosso ônibus foi assaltado. Na verdade, a maioria dos ônibus está sendo assaltada entre o final de GO e MG. Não vou relatar o acontecido, mas me levaram celular, relógio, câmera fotográfica, dinheiro e mochila – restaram as roupas. Ninguém se feriu e os ladrões foram até gente boa, tratando todo mundo bem e deixando cartões, documentos, cheques, chip’s de celular, etc. Tirando o susto e o fato de ter que fazer uma pequena dívida pra curtir a viagem, tudo deu certo. Fiz tudo o que queria.
Na sexta-feira, dia em que chegamos, fui direto para o albergue Casa Club Hostel Bar (Vila Madalena. R$35 a diária – com um bar embaixo bem badalado), que era o hostel mais próximo do Morumbi (40min de ônibus) e em um dos melhores bairros (amei a Vila Mada!), a 1km da boate que fomos. Depois de tomar um banho e comer, fui buscar meu ingresso do show no Shopping Morumbi e conhecer o caminho até o estádio Morumbi. Acabei encontrando o Thyago no final da tarde, pois foi buscar o ingresso também. À noite, quando o Stênio chegou, fomos fazer nosso primeiro programa – ir à boate gay Bubu. A melhor de São Paulo! O lugar é simplesmente fantástico e nenhum lugar em Brasília chega perto de lá. São duas pistas bombantes (uma pop e outra eletrônica), além do lounge. Ficamos de 1h às 4h dançando sem parar. Não vejo a hora de voltar. Dica: na Sexta Fun! a entrada custa R$40 – eu e o Stênio consumimos pouco e na saída cobraram somente o valor da entrada. Achamos o máximo. “Eles nem viram o que consumimos!” Viemos a descobrir depois que era 40 reais “consumação” – poderíamos gastar até esse valor em bebidas! Isso é o que dá ser da roça e não freqüentar baladas que prestem! Obs.: foi a primeira boate que fui na vida! Comecei com o pé direito, definitivamente.
Sábado foi dia de show da Beyoncé. Cheguei ao estádio às 9h30 da manhã, sozinho, já que não tinha notícias do Thyago e o Stênio tinha ido buscar o ingresso dele. Logo fiz amizade na fila com um pessoal de SP mesmo. O que eu fiquei triste é que a fila estava enorme, bem diferente de quando fui ao show da Madonna. Depois de horas debaixo de um sol escaldante, às 15h, abriram os portões para entrar no estádio. O primeiro terço da Pista é insuportável, muito apertado e, debaixo do sol, estava terrível – só vale a pena se estiver perto da grade. O Stênio desistiu e foi para trás, e acabei indo também quando o Thyago chegou. Eis que nossas preces foram atendidas e o sol sumiu. Um chuvisco seria ótimo! Mas não. A prece de 60 mil pessoas pedindo um chuvisco gerou uma tempestade! O chão inundou, telões foram destruídos – eu JUREI que o show fosse ser cancelado! Então resolvemos nos abrigar dentro do estádio. Meus amigos de fila, que hora nenhuma arredaram o pé da muvuca, nem debaixo de chuva, acabaram chegando à grade da Pista. Inveja! Meia hora antes de o show começar, depois de torcer toda a roupa e da chuva ter parado, Eber e Jenni finalmente chegaram e fomos para o gramado. Acabamos ficando no meio da Pista e vimos todo o show pelo telão, basicamente. Ivetinha abriu o show, mas nem deu para prestar muita atenção, pois os telões ainda estavam sendo arrumados e nós procurávamos um bom lugar. O que falar do espetáculo da Beyoncé? É fantástico como deveria ser o show de uma diva! Só perde para Madonna e Kylie. Ela é a negra mais linda que já vi, com altas caras e bocas, e a melhor dançarina, sem falar na voz arrasadora. As melhores partes para mim foram os interludes de Sweet Dreams e Single Ladies (que mostra vários fãs dançando, além de famosos como o Justin Timberlake e Obama); as músicas Radio, Get me Bodied, Diva... Bem, todas! Em um dos vídeos, mostra-a criancinha cantando – desde pequena uma artista. Eu queria que me tivesse acontecido uma dessas quatro coisas:
1- Estar no corredor, dentro da área Vip, por onde ela passa para ir ao palco separado, e pegar na mão dela!
2- Que ela me perguntasse “What’s your name? [...] What’s my name?” e ter respondido “Beyoncé, girrrrrl!”. Além de ganhar uma toalhinha com o suor dela.
3- Que ela me visse, na parte que começa a descrever alguns fãs, por exemplo: “I see you... with your white T-shirt and a brazilian flag in your hand...”.
4- Ser meu aniversário, para que ela cantasse Happy Birthday to me...
Por fim, no domingo, boa parte dos meus amigos da comunidade ‘Eber, quero fazer um mochilão’ se encontrou para um Orkontro no Hopi Hari! Outro sonho realizado. Foi um dia fabuloso, em que nos divertimos muito em brinquedos como a Torre Eiffel (que o Stênio jura que nunca mais vai na vida), com seus 69 metros de queda em 3 segundos; Montezum, a maior montanha-russa de madeira da América Latina; Looping, unanimidade para todos; e, como não poderia deixar de ser, o Skycoaster – 53 metros de altura, 20 metros de queda livre, com velocidade que chega a 120km/h e passa a 2 metros do chão. Loucura total! Eu quase morri do coração, mas valeu a pena! O dia terminou na pizzaria que foi o primeiro lugar que sai em SP.
Lu, Clayton, Isa, Deise, Lu de Melo, Eber, Gus, Vana e Elvis – adorei rever alguns de vocês e conhecer alguns de vocês! Obrigado por toda a ajuda (incluo aqui também a Manu, que mesmo não a vendo, ligou pra mim). Espero voltar em breve e passar mais um dia maravilhoso na vossa presença!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [3/3]

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Vamos ao que importa. C-A-N-D-Y, Candy Shop! Piração TOTAL! Nas primeiras músicas é mais uma procura de um lugar bom para ver o show, já que não estávamos na frente mesmo, não adiantava ficar morrendo tanto. Por falar em frente, devo ter ficado há uns 50 metros do palco. Para ter noção, assisti ao show inteiro vendo ela e não olhando para os telões. Eu estava realmente perto, já que depois de horas, fui apertando e fiquei praticamente na grade - só uma pessoa na minha frente. O ruim é que durante o show, algumas pessoas da área VIP subiam em cima das outras e atrapalhava um pouco a visão – lógico que os xingamentos eram muitos - dos outros.
O show é simplesmente FANTÁSTICO! Todo mundo deveria, pelo menos uma vez na vida, ver um show da Madonna. Assistir ao DVD deveria ser obrigado e, se possível, ao vivo, para ver toda a potência daquela mulher.
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O primeiro bloco é energizador. Uma bala (doce) sendo fabricada e Madonna aparecendo em um trono criam todo o clima do início do show, com todo mundo enlouquecendo. Human Nature ficou massa, com Madonna cantando “Oops, I didn’t know I couldn’t talk about sex” (Oops, eu não sabia que não podia falar de sexo) e com imagens da Britney Spears pirando dentro de um elevador nos telões. Vogue para mim foi um dos pontos altos! A nova versão com samples de 4 Minutos PER-FEI-TO! (ver vídeo abaixo)
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O interlúdio com Die Another Day mostra uma Queen pugilista e querendo quebrar tudo nos telões. No começo do segundo bloco, Into the Groove apresenta Madonna pulando corda como uma menininha na escola – sem errar – e termina com Music contagiando todo mundo. Infelizmente Hearbeat não foi a melhor parte do show como eu desejava. Em She’s not me, ela se rebela contra outras versões dela mesma, e chega a beijar a Madonna Noiva de Like a Virgin. Muito engraçado ela tendo um ataque frenético no final.
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O terceiro bloco começa com Devil Wouldn’t Recognize You. É a parte mais linda de todos os shows que já vi. Ela está em cima de um piano, com um capuz preto cantando, enquanto o barulho de chuva ao fundo cria o clima, e água escorre nos telões cilíndricos ao seu redor. Morumbi calou e admirou nessa hora! Sem o capuz, Mad se mostra uma quase espanhola, entoando músicas como Isla Bonita, Doli Doli, Spanish Lesson e You Must Love Me, que também é uma das partes mais lindas! Uma banda a acompanha em parte desse bloco, e uma mulher faz a dança das sete saias.
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O vídeo polêmico e crítico da turnê dá início ao último bloco. Vilões como Hitler são contrapostos a heróis, como Obama, enquanto samples de Beat Goes On dizem: “Get stupid!” (Seja estúpido), mostrando um homem vendendo por uma pichincha o mundo, que está completamente se degradando. 4 Minutes (com o Justin nos telões) e Ray of Light (agora realmente com lights iluminando o céu de São Paulo). Like a Prayer para muitos é a melhor parte do show. Para mim, a briga é feia com Vogue, mas sem dúvidas fica pelo menos em segundo lugar. Foi espetacular!
A música escolhida pelo público foi Like a Virgin. Chocante ver o Morumbi inteiro entoando a mesma canção - "Like a virgin, touched for the very first time"! Arrepiante mesmo! E não poderia terminar de melhor forma do que com Give it to me.
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Isso tudo o que falei não é NADA do que aconteceu lá. Leia mais abaixo a cobertura do site Madonna Online que ia registrando simultaneamente o que acontecia. Fala exatamente tudo o que aconteceu!!
Na saída, aproveitei e comprei o Tourbook da Mad – lindíssimo por sinal! Compro uma água porque não agüentava mais (lá no estádio estava R$3 um copinho) e vou encontrar o Gus, às 0h30, sorrindo, bobo com tudo o que tinha visto!
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Sem dúvidas, é o melhor show do mundo!
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15 horas no Morumbi. 7 horas em pé. E nenhum arrependimento!
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Show do dia 18.12 – Minuto a Minuto:
http://www.madonnaonline.com.br/noticias/noticia_rss.asp?cod=5290
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Dica:
Assista ao DVD Confessions Tour para conhecer Madonna! É uma briga feia com S&S Tour para saber qual é o melhor show... VEJAM o teaser:


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Dica 2:
O DVD Sticky & Sweet Tour deve sair no final do ano, enquanto isso veja um possível trecho do que pode estar no DVD. Vogue:


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Observação:
Nenhuma das fotos são minhas. Eu não levei a câmera porque não ficaria muito perto, iria correr o risco de ser roubado, além de que ia acabar vendo o show pela telinha da máquina e não o espetáculo ao vivo. Não me arrependo, já que consigo fotos muito melhores pela internet, não é verdade?!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [2/3]

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Corri. Corri muito. Não tive tempo de raciocinar direito, eu só buscava um lugar com cabeças baixas, para não atrapalhar a visão na hora do show. Por sinal, nem dei atenção para uma loira pulando corda no palco. Achei um lugar bacana, há um metro da grade que delimitava Pista VIP e Pista. Procurei os companheiros de fila, chamei um para perto de mim, localizei outro de longe. Quando tudo acalmou. “Quem era aquela loira no palco? Era a Madonna?”. Todos ao meu redor: “ERA!!!”. Eu perdi Madonna ensaiando! Droga! Mas não tinha problema, logo mais veria ela novamente. São 17h, o show começa às 20h, 22h acaba... Aham!
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Começava o martírio!
Fiz amizade com mais uma galerinha ao redor, que seriam companheiros de dor de pé até o final. O céu continuava nublado e todos orando para não piorar. Parecia que nem ia encher o estádio, mas aos poucos tudo foi lotando.
Esperamos!
Esperamos mais um pouco!
Esperamos mais um pouquinho!
E esperamos!
E oramos para não chover!
E esperamos mais um tempo!
Esperamos só um tempinho!
O palco continuava coberto pelo plástico, para caso chovesse antes do show. Os técnicos arrumavam os últimos detalhes. O tempo passava e nós esperávamos.
A única distração era: ver os famosos da área VIP!
Logo o pessoal já encontrou o Rafael Augusto, do site Madonna Online. Depois, um amigo da fila pirou ao ver o estilista Alexandre Herchcovitch. Alguns dançarinos da Queen Mad apareceram no palco, filmaram a galera e sumiram. Karina Bacci foi super simpática, pousou para fotos, acenou. Paula Lima, Gabriela Duarte, Ellen Jabour também passaram perto de nós. A – lindíssima – Giane Albertoni estava (acho que) meio alta, e ficou jogando uns negócios (achei que era balinha) para o pessoal da Pista. Pena que ela não estava exatamente na nossa frente. Mais tarde fui descobrir que ela distribuía uns buttons exclusivos do camarote. Fiquei sabendo porque uma mulher – acho que famosa, mas não sei quem! – começou a dar também, eu pedi, e ela toda educada pediu para o segurança entregar um para mim! E outro amor foi a apresentadora Fernanda Young, que conversou com a galera, dizendo estar envergonhada por chegar ao show tarde (devia ser umas 20h) e ficar em um lugar melhor do que nós que ficamos lá por horas (eu, estava lá há, aproximadamente, 11h naquele momento). Ela completou dizendo que os verdadeiros fãs éramos nós. Assino embaixo!
20h. O show é para começar. Mas na verdade é o DJ Paul Oakenfold quem começa. Muita gente reclama do setlist, que é muito batido. Para mim, não tem problemas. Começa a chuviscar. “Chuva, vai embora!”. Ela obedece, e não cai mais nenhuma gota no dia. São Pedro ajudou hoje! Infelizmente o show não vai ser gravado como em Buenos Aires!
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Já tinha preparado o Gus para um possível atraso, mas não tanto – 2h! O show só começou às 22h, o horário que deveria estar acabando. Porém não era hora de ficar preocupado e sim de curtir cada segundo! Pensei muito na minha amiga Angélica, que queria estivesse lá comigo! Fiquei com dó de um rapaz que passou mal e, na hora que pulou a grade para sair, as luzes apagaram e começou a batida de Candy Shop. O coitado deve ter querido se suicidar nesse momento! Deve ter visto o show dos "canfundó" do estádio, acompanhado dos guardinhas. Morumbi no escuro. É agora que um dos meus sonhos está sendo realizado!

Sticky and Sweet Tour – Madonna – 2008:
http://www.madonnaonline.com.br/tours/stickysweet.asp
(tudo sobre a última turnê da Madonna – vídeos, fotos, curiosidades)

Informação:
Ingresso Meia Pista – R$168

Teaser da Tour:
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Ps.:
As fotos são do Morumbi, mas não são do dia 18, do show que eu assisti, mas óbvio que estava idêntico!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [1/3]

Hoje é um grande dia! Vou ao meu primeiro show da Dancing Queen – Madonna Louise Veronica Ciccone, para mim, Queen Mad! O bom é que a minha ansiedade não se reflete no meu sono, e tive uma noite que recarregou todas as minhas energias.
O coitado do Gus acordou cedo, mais que o normal, para me levar mais ou menos até o local do estádio. Enquanto eu passaria o dia na fila, ele ia trocar parte da nossa grana e encontrar uns amigos. Combinamos que ele me buscaria à noite, desci no local que ele me indicou e segui as indicações. Facilmente cheguei ao Morumbi. Enorme! Logo vi um banner gigante indicando os portões de entrada. O meu era o Portão 4. O outro que dava para a pista era o Portão 2. Uma menina me confirmou o caminho até a entrada e lá fui eu. Andei, andei. Fui contornando o estádio pela esquerda, passei pelo meu portão e nem vi, quando me dei conta tive que voltar, e qual não foi minha surpresa: a fila estava minúscula! Eram 9h.
Cheguei já confirmando se era aquela a fila, tamanho o meu descrédito. Felizmente era! O motivo? Como eram dois portões para a Pista, o pessoal da Times for Fun (F***, na verdade) tinha vendido todos os ingressos do Portão 2 (onde a fila estava gigante) para só depois vender o do Portão 4 – por isso a minha estava menor. Para piorar, disseram que o palco estava do lado sul do estádio, mais perto da entrada do Portão 2. Ou seja, o outro pessoal ia tomar a frente toda. Em mais um momento de felicidade, quando entramos descobrimos que era preciso dar uma volta para chegar à pista, e que nessa volta, nós estávamos mais perto! Mas depois volto nessa parte.
Antes é bom dizer que o dia estava realmente nos ajudando. Apesar de todos os dias terem chovido em SP, no dia do show o céu ficou nublado a manhã inteira, nos protegendo do sol. À tarde, o céu abriu um pouco, mas o estádio já fazia sombra!
Voltando a falar do pessoal da fila, muita gente acha que não tem porre maior do que ficar horas numa fila para ver um show de longe e apertado. Sobre a fila, posso dizer que é um dos melhores momentos! Fazer novos amigos, conversar sobre várias coisas, principalmente sobre o artista do show, no caso Madonna!, e ainda no caso de um grande show, como foi o dela, ficar se divertindo com as figuras que amam chamar atenção da imprensa, dando entrevistas, cantando, etc.
Não sou uma pessoa que faz contato facilmente, mas nesse dia dei sorte de já encontrar um grupo super bacana e comunicativo. Muita gente de São Paulo, mas também tinha gente do Rio e de Belo Horizonte no grupo. No final, já estávamos em umas 15 pessoas, tirando outros que trocamos algumas palavras. Ficamos exatamente de 9h às 17h na fila.
Tinha uma mulher que tinha visto parte do show no Rio de Janeiro, dia 15, onde a Madonna caiu e um toró encharcou todo mundo! Tinha o Edy que foi no show da Madonna em 93 – The Girlie Show – e quando viu uma “loira baixinha” no palco gritando “bunda suja”, perguntou quem era aquela louca xingando todo mundo! Hahaha
Lembro de cada um que passou aquela tarde na fila comigo, mesmo que tenha esquecido o nome ou perdido o contato. Em janeiro vim descobrir que cheguei a aparecer por um segundo no programa da Ana Maria Braga – Mais Você – com o André e o Edy na fila. Este último, por sinal, era a maior figura, não podia ver uma câmera que já ia abrir seu pôster e pular! Foi no celular dele que consegui falar em casa pela primeira vez. Bem, fomos filmados por várias pessoas, mas só achei esse vídeo.
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Vídeo - Show da Madonna no programa Mais Você, da Ana Maria Braga
PS.: Eu apareço sentado no chão em 03:23 - é exatamente um segundo.
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Quando os portões abriram para entrar no estádio, foi a hora que nos perdemos. Não dava para esperar, saí correndo para pegar um bom lugar...
Naquela tarde, literalmente pessoas passaram (entraram e saíram) pela minha vida. E sempre serão lembradas em uma das melhores tardes da minha vida!
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Besteira Nada a Ver
A Ana Maria realmente ama a Madonna, olha o mico que ela pagou um dia no programa dela:

domingo, 10 de maio de 2009

Moch 08/09 > 17.12 – Quase um paulistano...

Gus e eu demos um rolé por SP. Fomos em vários lugares, vou falar dos que lembro que passamos. Acho que um dos primeiros lugares que fomos foi no Shopping do Ibirapuera – claro, tomei um sorvetinho do McDonald’s – e procuramos uma loja de câmbio. Se não me engano, lá não tinha peso argentino. De lá, fomos na faculdade do Gus – ele precisava resolver uma coisa – e como era lá pertinho, fomos a pé. No caminho ele me mostrou uma loja bacana de surf, uns lugares onde ele costumava lanchar...
Nesse dia quis virar um verdadeiro paulistano... Queria me localizar sempre que estávamos andando de ônibus. Eu só perguntava: Aonde estamos? Que bairro é esse? Ainda é zona oeste? Se não fosse o paciente Gus, acho que outra pessoa ia perder mandar eu calar a boca.
Depois, fomos dar uma volta mais no Centro de São Paulo. Aproveitamos e demos uma passada nas casas de câmbio – achei bem suspeitas, meio “boca” – no Vale do Anhangabaú, e o preço não compensava também. Por sinal, já tinha passado lá perto, quando fui pela primeira vez à SP. Acho um lugar muito interessante, vi o Prédio da Prefeitura, Correios, Banespa – fechado (que pena!) – e outros lugares. O único problema que vejo, nessa parte da capital, é a quantidade de mendigos. Eu assumo que fiquei até um pouco receoso, não tirei fotos, ainda mais que na primeira vez que passei por ali houve um incidente (ver as histórias da minha primeira ida à SP), e eu só tinha uma máquina, se me roubassem, como ia fotografar o resto do mochilão?!
Conheci a tão famosa Galeria do Rock. Não sou um roqueiro, nem ouço muito rock, mas lá estava eu, achando tudo super interessante. Ouvi as histórias de (tentativas de) suicídios – lembrei do Pátio Brasil, aqui em Brasília, nem sei o porquê?! (ironia) –, vi muitas camisas legais – devia ter comprado uma para meu irmão! – e vi muita gente, digamos, diferente – não querendo classificar o diferente de feio ou ridículo, apesar de muitos estilos interessantes também. Enfim, mas parece que lá não é mais como antigamente, para quem freqüenta sempre. Para mim, foi legal ver tudo aquilo.
Para terminar a tarde, fomos ao aeroporto de Congonhas ver quanto estava o câmbio. Chuva nessa hora começou a desabar com um pouco mais de força. E o trânsito (novidade!) caótico. Acho que só foi mais de uma hora depois que chegamos lá. Notícia ruim: a única casa de câmbio do lugar não tinha pesos argentinos. Notícia boa: descendo a escada rolante, vou distraído, até que Gus aponta uma mulher subindo a escada do lado – “Não é a Daniella?” – e eu – “Que Dani...”. A Cica estava passando do meu lado! Cica? Não sabe? Daniella Cicarelli! Realmente ela é muito bonita ao vivo! Pena que nem deu para reparar direito.
Noite chegando, vamos para aonde? PAULISTA! Vana – que estava para sair do trabalho –, Isa e Lu nos encontraria lá. O clima continuava chuvoso e não estava colaborando muito. Indo para a Paulista, fiquei reparando os paulistanos em seus carros ao lado do ônibus. Até cheguei a comentar com o Gus – às vezes, eu fico olhando para as pessoas na rua e imaginando a vida delas (o que fazem, esperam, pensam...). O ser humano é um bicho complexo!
Bem, fomos para um barzinho atrás do MASP. Se não me engano, a Vana chegou primeiro, então fomos procurar um lugar. A parte coberta e de dentro estava completamente lotada, nos restou ficar do lado descoberto, e como o chuvisco tinha diminuído... Acomodados? Tudo certo? Vamos pedir uns sanduíches! Isa! Prazer em te conhecer! Finalmente! Sente-se! Olha, o lanche já chegou! Nessa hora, Vana começa a reclamar dos chuviscos que voltaram – realmente o céu não estava querendo colaborar muito. Gus, Isa e eu ainda insistimos. Abrimos um guarda-chuva e ficamos só a gente numa mesa descoberta! Vana tratou de se abrigar e esperar um lugar desocupar. Até que não demorou não, só foi o prazo de eu terminar de comer – o que leva pouco tempo.
Um pouco depois, Lu chega! E veio com nossas passagens de SP-Foz e Foz-BAs! Ai que emoção! Óbvio que a conversa girou em torno do nosso mochilão, mas também falamos muito da última aventura deles em Curitiba. Enfim, foi uma noite agradabilíssima. Lu e Isa são bem serenas, queridas, fooooofas mesmo! Vana é um furação de mulher, super animada, alto astral; ela inclusive encontrou o chefe dela lá. Enfim, we had a great time!.
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Avenida Paulista. Véspera de Natal. Essa combinação dá uma visão linda do lugar. Depois de comer, fomos dar uma voltinha e ver a decoração de Natal. Passamos no Espaço Cultural Banco do Brasil - ou seria Bradesco?! - e lá dentro tinha vários cenários muito bonitos de famílias comemorando o natal. O teto estava coberto de estrelas. Estava lindo! Tiramos algumas fotos. Pena não ter sido o horário do coral.
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O dia estava terminando. Vana pegou o mesmo ônibus que eu e o Gus. No caminho foi me falando de todos os lugares. Mostrou-me inclusive a Augusta de longe, que estava adornada com uns arcos na rua, muito bonito.
Mas uma coisa eu não esqueci. Não uma coisa muito boa. Uma hora em que o ônibus parou no semáforo, uma mulher gritava no carro ao lado, pedindo socorro. O sinal abriu e o carro foi embora. Será que era “charme” da mulher, para irritar o companheiro, sendo escandalosa? Será que ela realmente precisava de ajuda para fugir dele? Vai saber! Espero que esteja tudo bem com ela.
Voltando à noite que estava super legal até então. No caminho Gus também mostrou o local onde no dia seguinte eu iria para o Estádio Morumbi. Só foi chegar e logo dormir.

sábado, 9 de maio de 2009

Moch 08/09 > 16.12 – Welcome back em SP!

Foi quando eu escrevi meu primeiro – e único – post durante o meu mochilão!
Nesse dia não fiz muitas coisas.
Cheguei exatamente às 9h30 na rodoviária do Tietê. O Gustavo – pessoa que me abrigou mais uma vez em São Paulo – já tinha me dado as coordenadas de como chegar no metrô perto da sua casa. Então lá fui eu, peguei um metrô e um ônibus e fui para onde devia. Liguei para o Gus que me buscou.
Fiquei instalado no quarto da irmã dele, Rebeca – Muito obrigado por permitir! –, comemos algo e fomos dar uma pesquisada nas casas de câmbio de São Paulo, à tarde, de carro. O dia estava meio chuvoso, mas fomos a uns dois shoppings, eu acho. Vi a Ponte Estaiada! Apesar de ainda não ser noite, e as luzes não estarem ligadas, achei muito bonita e, mesmo o clima de frio, deu um charme a ela.
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Conheci o trânsito caótico de São Paulo, de um dia chuvoso, por volta das 17h... Então imaginem! Mas deu tudo certo. Não achamos um preço legal de câmbio - mas foi o que acabamos comprando, por falta de opção dois dias depois.
Voltando à casa do Gus, conheci a Sra. Sua Mãe, Maria, e a irmã mais velha dele, Janete. E, claro, os priminhos dele, Jan e Zequinha. Acabou que fomos todos ao shopping. Não ficamos muito tempo, mas foi legal. Voltamos e às 22h já estava dormindo. Precisava colocar o sono em dia. Estava acabado.

Informações:
Câmbio no Shopping Morumbi – mais ou menos R$1 = Ar$1,25 (no dia 16.12.09)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Moch 08/09 > 15.12.08 – Despedidas

É hoje! Não fiquei muito nervoso nem ansioso nos dias anteriores. Minha mochila já está mais ou menos arrumada há uns dois dias, mas, claro, SEMPRE existe a correria de último momento. Já havia cortado cabelo, separado roupas, pego tudo o que seria necessário...

* Aqui faço uma pausa para falar do dia 11.12 – meu aniversário.
Agradeço aos familiares e amigos presentes que realmente me ajudaram a realizar esse mochilão. Pais; avós Gilda e Geraldo; tios Geison e Karina, e Glauber e Walesca; padrinhos Silvano e Ana Lúcia – vocês realmente fizeram esse mochilão acontecer (ver dica abaixo). E, claro, meu irmão e os outros tios, primos e amigos – de uma forma ou de outra, vocês também fizeram tudo acontecer.
Mãe. Pai. Muito obrigado pela confiança e por acreditarem em mim! Para quem não sabe, eu sou superprotegido (com suas coisas boas e ruins) e imagino o tanto que deve ter sido complicado para meus pais verem o filhinho “indo embora”. Mas cheguei vivo! Sem nenhum problema!
A todos... Muito obrigado pelo apoio e confiança! Sem isso, com certeza o mochilão não teria sido o mesmo.

Dica:
Futuros mochileiros que, como eu, não possuem grandes recursos financeiros e, como mochileiro de primeira viagem, tem que comprar todo o equipamento – mochila, barraca, bota, roupas adequadas, etc. – uma coisa que me ajudou e pode ajudar muito vocês:
- Chá de Mochilão!
Se for aniversário, como o meu caso, muito melhor e mais fácil. Isso consiste em: ao invés de ganhar presentes como livros, CD’s, DVD’s, e outras coisas do tipo, que não são necessariamente importantes em um mochilão, você pedir (e ganhar) o que for necessário no mochilão – seja uma lanterna de cabeça, um canivete, o passaporte, até uma mochila, barraca, quem sabe uma passagem de avião! Hahahaha
Se não der para dar o presente, o dinheiro já ajuda – no meu caso, meus familiares me ajudaram conforme puderam. Juntei tudo e comprei meus equipamentos! (Obrigado mais uma vez a todos!)
Porém, não conte somente com isso. Tenha uma grana separada, já que talvez você não ganhe o que precisa ou a quantidade que realmente precisa. Depender dos outros também não é bom. No mínimo, você acaba se frustrando! Então, se resguarde e agradeça sinceramente o esforço que os outros estão fazendo para te ver feliz, mochilando pelo mundo.

Voltando...
Sempre falta alguma coisa, e a correria é certa! Meu ônibus sairia às 18h30, e eu moro há uns 30km da rodoferroviária. Eram quase 18h e eu ainda estava copiando minhas músicas no MP3! Meu pai estava um stress só, gritando, chamando, falando “se você perder o ônibus...”. Estavam em casa: Eu (óbvio), irmão, pais, avó Gilda, e primos Lucas e Léo – todos iam à rodô. Resumindo: saímos correndo, mas chegamos totalmente a tempo.
Hora da despedida – abracei a cada um, meu pai fez uma oração (importante!) e... Ah! Despedida pode ficar muito triste, é melhor ir logo! Tchau! Tchau!
Entrei no ônibus, estava na janela do lado direito, então fiquei vendo-os até a hora que o ônibus partiu mesmo.
Não! Ninguém chorou. Pelo menos não vi nenhum deles chorar. E eu, bem... Não gosto de despedidas! Não mesmo! E eu não iria chorar... Mas um pouco depois que o ônibus partiu, ouvindo uma música do Fernandinho (ver vídeo abaixo) algumas lágrimas desceram. Tristeza pela despedida. Alegria por estar realizando um sonho. Gratidão a Deus por me permitir viver aquilo – principalmente isso. Incerteza sobre o futuro – primeiro mochilão, o que me espera à frente? Tudo isso junto e muito mais.
É, meu mochilão começou! Que Deus me abençoe e que muitas aventuras venham pela frente!

Informações:
Ônibus Brasília – Santos (pára em São Paulo)
Preço: R$135,88 (comprado dia 06.12.08)
Saída: 18h30 – Chegada: 9h30 (15h)

Metrô em SP – R$2,40

Dica 2:
Faça em qualquer lotérica de São Paulo o cartão Bilhete Único – você só precisa fazer uma recarga mínima e pagar uma taxinha também mínima para ter o cartão. Ele é o seu dinheiro/passe para andar no transporte público. Ao pagar um ônibus com ele, você pode, em um prazo de 3h (8h nos domingos), pegar até 4 ônibus sem pagar nada, ou pagar o metrô bem mais barato (mais ou menos R$1,55).
E por que não pagar em dinheiro? Porque todo mundo usa o Bilhete Único, e os ônibus não têm troco. Eu perdi alguns centavos porque, em 1h andando de ônibus, o cobrador não conseguiu R$2,70 de troco. Então, faça o bendito cartão!

Esqueci de levar no mochilão:
- Livro de literatura (para as muitas horas nos ônibus)
- Anotações da reserva do hostel de Buenos Aires (não quero nem pensar nisso. Depois saberão o porquê)
- Algodão (seria necessário?!)
E, principalmente para mim:
- Músicas da Sticky & Sweet Tour, da Madonna, no MP3 (depois de um tempo me conformei)

Que eu me lembrei ter esquecido foi isso... se esqueci outras coisas, que bom!, não me fizeram falta.

Música:
Como Eu Te Amo – Fernandinho

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Em SP mais uma vez!

Meu mochilão começou depois de muuuuuita correria... por isso não postei antes dizendo que viria hoje (segunda) para cá!

Bem... aqui estou! A viagem foi ótima e tranquila! Cheguei na rodoviária do Tietê às 9h30...
A noite foi mais ou menos... consegui dormir umas horas, outras não... no geral foi bom!

Peguei metrô, bus e me encontrei com meu amigo Gustavo... na casa dele estou agora... Não tenho planos ainda!

Mais informações depois!!

Beijoooo gente!

Momento especial para: Pai, mãe, irmão, vó Gilda, primos Lucas e Léo... que foram se despedir de mim na rodoferroviária!! E Aninha que quis ir, mas não deu! Love you!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

SP - Segunda (10/11)

São Paulo é uma cidade bem diferente de Brasília!
Essa não é uma constatação nova, já que muitos brasilienses que conhecem SP, e muitos paulistanos (acertei?) conhecem BSB, e concordam.
A "cidade do trabalho" (clichê!) é uma cidade que vibra. O clima (sensação) é diferente.
Fisicamente nem é preciso dizer: em SP não há espaços vazios, ao mesmo tempo em que é uma cidade aberta - ao imigrante, às diferenças e aos mochileiros também. Em BSB não se vêem tantos prédios gigantescos em uma única avenida. E me informaram que na Paulista ninguém olha na sua cara, nem te dá informações.
Na manhã de segunda, depois do café da manhã (delicioso!), peguei minhas coisinhas e fui andar pela Paulista mais uma vez (amei o lugar!) até dar a hora de ir.
Sobre as informações? Não tive problemas, me informaram qual ônibus ia para Congonhas, de qual lado passava, e o que mais quis saber.
Na noite anterior tinha visto um sebo, então voltei lá para ver se achava algo interessante. Acabei comprando o CD American Life da Madonna, acho que 18,90. Preço bom.
O resto da manhã foi caminhando de um lado para o outro. De banca de revista em banca, olhando e pensando na vida.
Peguei o ônibus por volta das 11h30 para ir para o aeroporto. Andar de avião? Também seria a primeira vez!
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Aeroporto de Congonhas
Após 1 hora no ônibus, desço na parada do aeroporto. Fui logo fazer o check-in, rápido e fácil até, pena que não tinha mais janela!
Andei pelo local. Liguei para meus pais. Fiquei na única livraria do local até dar a hora. No Aeroporto JK de BSB tem muitas lojas, e inclusive um cinema. Bem diferente de SP, achei bem sem graça o local.
A viagem de avião foi bem tranquila. Adorei, mas foi bem mais normal do que imaginei. Podia ter tido uma grande turbulência e tal, mas não houve nada demais. Na decolagem me deu vontade de rir, é realmente rápido, e ver tudo lá de cima é bem legal.
Fiquei lendo nas quase 2h de vôo, tomei uma coca-cola e não comi (era lombo a refeição servida).
Assumo que foi bem legal ver a minha cidade maravilhosa de cima. Ver o Lago Paranoá, a Ponte JK... A tarde estava bem encoberta, chuviscando um pouquinho.
Apesar da ótima estadia em SP, estava de volta à minha casa! É tão acolhedora a nossa terrinha natal!
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São Paulo é uma cidade bem diferente de Brasília!
Cada uma tem suas qualidades e particularidades.
Se trocaria BSB por SP? Preciso conviver mais com a outra cidade para responder!

SP - Domingo (09/11) [2/2]

Tarde
O amigo do Gustavo - Rogério - nos encontraria na Catedral da Sé.
Pegamos uma condução perto da casa do Gus e fomos para o centro. Uma coisa que fiz a viagem inteira foi tentar me localizar - "estou em qual zona?" (no bom sentido) -, e o santo do meu amigo que teve que aguentar e responder a cada km.
Chegando no Centro, passamos pelo Viaduto do Chá e acho que Santa Efigênia também, mas só passagem mesmo. Demos uma rápida parada no Teatro Municipal, para rápidas fotos - eu já ouvi falar muito do perigo do centro, então não queria dar muita bandeira por lá, ainda mais que estava com a minha mochila com todas as minhas coisas.
Do lado do teatro há uma pracinha onde as estátuas estão com bóias (já tinha percebido isso na Avenida Paulista, por causa de uma estátua na frente do Parque Trianon) - uma forma de pedido de salvação aos monumentos da cidade.

Foi no Vale do Anhangabaú, onde vi a Prefeitura, os Correios, etc, que constatei que essa região tem muitos mendigos! Eles, infelizmente, deixam o local mais suspeito e feio realmente. Isso porque lá tinha tudo para ser um dos lugares mais "sociais" da cidade, onde em um fim de semana as famílias pudessem passear com as crianças pelas ruas, onde não transitam carros, sem perigo! Uma pena que não é assim!

Vi o Edifício Banespa (fechado), passei por uma parte cheia de bancos e casas de câmbio. Muito legal andar pelas ruazinhas com prédios grandes dos dois lados.

E então chegamos na Catedral da Sé, onde tem também o Marco Zero, de onde se pode ir para qualquer lugar do país e onde o CEP é 00.000-01.

Tive o prazer de conhecer o Rogério enquanto andava por dentro da Catedral, olhando os vitrais, que são uma parte dos monumentos que gosto de observar.
Próxima visita foi o Bairro da Liberdade, que é logo do lado! Aliás, no Centro achei tudo muito perto. Lá é um clima muito legal, tipo uma feirinha, com todo mundo andando pelas ruas, comendo muitas coisas que pareciam deliciosas, já que não quis experimentar. Bem, tinha umas bem estranhas também!
Demos uma voltinha e refizemos o caminho de volta. Já com o Rogério, passamos pelo Monastério de São Bento, que só havia visto de longe. A igreja é muito bonita também!
Nesse período, sempre que via um orelhão tentava ligar em casa, já que meus pais iriam para o culto - eram quase 18h. Finalmente consegui em um no Vale. Falei correndo com minha mãe, para não gastar o cartão de telefone. A próxima ligação que faria seria na segunda, no aeroporto. Quando cheguei em casa fui saber que, por ter falado rápido, ela achou que eu tinha sido assaltado!
Não fui, mas quase! Só Deus mesmo para me proteger!
Continuamos a volta, passamos pela Galeria do Rock (também fechada), vi os cinemas privês (por fora - Aqui em Brasília não tem tão descarado assim, pelo menos nunca vi). Quando passávamos mais uma vez pelo Teatro Municipal, um grupo de uns 5 pivetes nos abordaram.
Três foram em cima do Gus, e outro em cima do Rogério. E eu? Graças a Deus ninguém me pegou pelo braço. Repito: estava com tudo! Passagem, dinheiro, câmera, celular...
Começaram a atravessar a pista e eu pensei: "Vou ou não vou?". Virei para o outro lado, e três meninas do grupo vinham perguntar as horas - acho que para ver meu relógio. Respondi rápido e fui na loja do outro lado pedir ajuda ao guardinha, que respondeu: "Pede para seus amigos entrarem na loja!". Aham! Eles estão sendo assaltados e vou lá chamá-los na frente dos bandidos!
Nessa hora, os pivetes já cumprimentavam o Gus, que deu uma de bravo e cidadão lutador - tem que falar gírias e dizer que trabalha o dia inteiro, etc. - e acabou não dando nada para eles, mesmo sendo ameaçado de levar facada ("Não me mostraram faca nenhuma!"). O Rogério, ao contrário, acabou ficando sem o celular e o relógio caro!
Droga! Por um lado fez eu ficar mais apreensivo quanto à cidade, tirar fotos, etc., mas não aumentou nenhum tipo de preconceito não. Ando em São Paulo, com cautela, claro, mas sem problemas. E ainda recomendo!
Voltamos a pé mesmo para a Paulista, meio assustados, meio chateados, meio aliviados...
As meninas nos encontraria no metrô um pouco depois para comer uma pizza.
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Noite
No metrô conheci a Manu (um amorzinho!), a Vana (outra querida!) e reecontramos a Lu. Indo para a pizzaria, o Gus, que conhece todo mundo, reconheceu o André (um dos Andrés da comunidade) com suas amigas. Só nos cumprimentamos - ele não me reconheceu na hora - e fomos comer pizza. Lá estava o Ale (um cara super gente boa também!).
A noite foi bem agradável, pena que o Rogério não pôde ficar, e pena que não durou muito. Conversamos, comemos (eu fui o único a não comer os pedaços inteiros.. rsrs) e depois passamos numa padaria 24h... Bem cheia e já eram umas 21h, não sei... O pessoal comprou sorvete para tomar na casa do Ale.
Já eu, tinha ligado para um hostel que ficava lá perto da Avenida mesmo (Pousada dos Franceses - na Rua dos Franceses) do celular da Lu (obrigado!) na pizzaria mesmo, e tinha reservado meu lugarzinho lá. Então na padaria só comprei um picolé, me despedi de todos, pois não veria mais ninguém no dia seguinte, e fui a pé para o hostel.
Achei sem dificuldades o local, ainda mais porque a cada esquina perguntava se estava no caminho certo. É um pouquinho pra trás da Avenida, mas nada longe.
Seria o meu primeiro hostel. Cheguei, fiz o cadastro, fui apresentado ao hostel, arrumei minhas coisas e já fui tomar banho! Como queria um banho quentinho! Depois só comi umas besteiras em frente a TV e fui dormir.
O lugar era bem legal, arrumado, limpo. Recomendo!
No dia seguinte voltaria para Brasília, era minha última noite em São Paulo.