“Com um movimento de seu
tridente (quadril), causa terremotos e tsunamis. Também já se relacionou com a
terra e com os cavalos (veja o clipe “Run
The World”), como se depreende de um de seus epítetos mais frequentes: “abaladora
da terra”. Também é a deusa
do mar (vide “Smash Into You” na I Am... World Tour).”
Foto da esquerda por Thyago Cordeiro - SP/2010
Personalidade: ●●●●
Bey.
Honey B. Ex-Destiny’s Child. Beyoncé Knowles.
Começou a
carreira em 1997, no acima citado grupo e, em 2003, deu início à sua carreira
solo. Desde sempre trilhou o caminho artístico. Quando pequena, fez aulas de
dança (balé e jazz) e integrou os corais da escola e da igreja. Aos 7 anos
participou e venceu o seu primeiro show de talentos.
Cantora e
dançarina nata, também tem sua vez como atriz, apesar de não se destacar na
área. Já participou de sete produções, a última a ser lançada em 2013. Seu
maior sucesso cinematográfico é o filme Dreamgirls,
com o qual recebeu duas indicações ao Globo de Ouro. Por trás das câmeras,
dirigiu um documentário sobre sua história recente – Life Is But A Dream (2012).
Sua vida
íntima, por sinal, é bem reservada. O que se sabe, geralmente, é divulgado por
ela mesma. Seja por esse documentário ou por pequenos vídeos, como os presentes
no DVD I Am... World Tour. Apesar de
vermos momentos pessoais e até bastante emotivos, não sabemos até que ponto
cada lágrima e sorriso são verdadeiros. Não podemos dizer que sejam cenas
falsas, mas podemos afirmar somente que são cenas de “aparente realidade”.
Casada com
o rapper Jay-Z desde 2008 (o relacionamento começou no início do século), tem
uma filha chamada Blue Ivy, nascida em janeiro de 2012. É conhecido que sofreu
um aborto espontâneo antes dessa concepção – mais uma vez, tudo muito discreto.
A gravidez inclusive foi tão reservada que gerou muitas dúvidas: estaria ela
usando uma barriga de grávida falsa? Ela afirma que é a maior besteira que já
inventaram em sua carreira.
Quando está
no palco, contudo, ela se transforma. Surge Sasha Fierce, seu alter ego. Por
sinal, foi sua segunda personalidade que, com o aval da primeira, denunciou a
gravidez para o mundo no final de sua apresentação no VMA de 2011.
Bonita,
elegante, sex symbol. Simpática e
educada com todos até que se prove o contrário. Mesmo o fã que reclamou de sua
desatenção (“She’s probably a bitch!”)
mudou de opinião.
Música: ●●●
Sua carreira inclui 4 álbuns de estúdio e
mais 5 ao vivo. Estes últimos são mais do mesmo, já que não faz versões muito
diferentes. Mas quem vai reclamar quando a música é boa?
Como trio, vendeu mais de 50 milhões de
discos. Como um terço, vendeu 50% mais – outros 75 milhões em sua conta. Só nos
Estados Unidos, foram mais de 30 milhões de singles comercializados, sendo a 8ª
artista nesse ranking.
O currículo traz também 181 prêmios
vencidos e 318 indicações. Nos Grammy
Awards, Beyoncé detém um recorde: a artista feminina mais premiada em
apenas uma edição. Em 2010, venceu seis das dez categorias nas quais concorria.
E não para por aí. Honey B contabiliza 17 Grammys
no total (três como parte das Destiny’s). Ela é a 10ª artista que mais ganhou
esse prêmio e a 10ª na lista dos que mais receberam indicações (45).
Desde que seu pai deixou de ser seu
empresário, Bey administra sua carreira e sua própria equipe. Artisticamente
envolvida em todos os seus trabalhos, co-escreve e co-produz boa parte das
canções. Más línguas já disseram que ela não era tão envolvida assim, apenas
levava os créditos. No entanto, a American
Society of Composers não dá ouvidos a boatos e, em 2001, premiou Beyoncé
como “Compositor do Ano”, por suas composições de 1990 a 2000 no Destiny’s
Child. Foi a primeira compositora mulher e a primeira afroamericana a ganhar o
prêmio.
Suas canções classificadas como R&B
contemporâneo, com traços de dance-pop, não adquiriram muita notoriedade nas
listas ao longo dos anos. Seu maior sucesso ainda é Crazy in Love, a melhor música da década de 2000, segundo a revista
NME.
CD mais vendido: Dangerously
In Love, 2003 (15 milhões).
Maior sucesso: Crazy in Love, 2003 (8 milhões).
Voz: ●●●●●
Uma das melhores vozes de nossa época. Ponto. Para o jornalista Paul Flynn (The Guardian), “a voz de Beyoncé é única
e rápida, com muita técnica vocal”. Jody Rosen (Entertainment Weekly) completa: “Você teria que pesquisar muito,
talvez nos salões do Metropolitan Opera, para encontrar um vocalista que canta
com a mais pura força”. E criticar o playback
na posse do presidente Obama só tem um nome: recalque.
Performance/Produção:
●●●●
Ninguém dança como Beyoncé, isso é inegável. Aí você
junta sua voz poderosa, como já comentamos, os dançarinos cheios de marra, sua
muito competente banda feminina (as Suga
Mama) e adiciona, por fim, uma produção de primeira qualidade. O resultado
não poderia ser outro: sucesso.
A pessoa que vê seu show pela primeira vez,
principalmente se for ao vivo, sai embasbacado. Ela é uma potência no palco.
Tanto que foi convidada para ser a apresentação do intervalo do Super Bowl em 2013. E precisava ser um
artista à altura da Madonna, que havia abalado as estruturas do estádio no ano
anterior. Aqui, porém, surge um defeito (ou não) em sua ficha limpa.
Beyoncé sabe exatamente o que torna seu show
grandioso – figurino, iluminação e coreografias –, justamente o que ela sempre entrega.
Os fãs não se cansam das roupas de couro ou brilhantes, do cabelo ao vento, da
fumaça e da pose com a mão na cintura. Os não-fãs se cansaram há um tempo.
A questão
é: Beyoncé é repetitiva. A primeira vez é maravilhosa. A segunda é um repeteco
gostoso. A terceira, apesar da avidez, já não leva ao orgasmo. Honey B, por
exemplo, lançou três DVDs em anos seguidos. Precisa de tudo isso? E sua
apresentação no Super Bowl – mesmo excelente e superior a muitas outras – sofre
do mesmo mal. Produção impecável, mas com pouca novidade.
Ok. A gente
reclama, mas sempre estamos lá para vê-la. Seja em suas turnês, suas
apresentações na televisão e em premiações (veja abaixo a da Billboard, uma das melhores ever), ou suas participações em
festivais como o Glastonbury (2011) e o Rock in Rio, em 2013. A gente perdoa
até a lágrima forçada de Flaws And All,
em um de seus DVDs.
Michelle Harris, do jornal South
Florida Times, escreveu: "Beyoncé atua no palco com arrogância e
intensidade. Mostrando a sua poderosa voz, sem perder nenhuma nota, muitas
vezes, envolvida em vigorosos passos de dança. Ninguém, nem Britney Spears, nem
Ciara ou Rihanna, pode fazer o que ela faz: um pacote completo de voz,
movimentos e presença”. Onde podemos assinar?
Apresentação
marcante: Billboard Awards 2011
Relevância: ●●●●
Todo artista é influenciado por alguém, mas nem todos
são influenciadores. Quando alguém se torna inspiração para terceiros, pode-se
dizer que alcançou um novo patamar. Rihanna, Lady Gaga, Alanis Morissette,
Miley Cyrus e outros cantores já declararam sua admiração por Beyoncé. No
Brasil, podemos citar o curioso caso da banda Cansei de Ser Sexy, que tem esse nome por causa de uma entrevista
em que Bey afirma não aguentar mais ser tão bonita e sexy.
E
o reconhecimento de um verdadeiro talento chega a transbordar. 4ª melhor
artista da década de 2000, aparecendo também em nono lugar com seu antigo
grupo, em ranking da revista Billboard.
A mulher de 2009, segundo a mesma revista, e, para reconhecer as realizações de
sua carreira e influência na indústria, recebeu em 2011 o prêmio Billboard Millennium Award. A artista
que mais recebeu certificações (de álbuns e singles vendidos) na última década,
de acordo com a RIAA. Em 2010, o VH1 a colocou como a 52ª maior artista de
todos os tempos, e, em 2012, declarou-a como a 3ª “grande mulher na música”.
Um
exemplo de artista e um exemplo de mulher negra. Beyoncé encabeçou a lista das
mulheres afroamericanas mais poderosas dos Estados Unidos, segundo a Forbes, em 2011. Essa revista também a
elegeu como a cantora mais rica do mundo com menos de 30 anos. São 87 milhões
de dólares arrecados em 2008-09, para se ter uma ideia.
Queridinha
do presidente Barack Obama, cantou nas festividades das duas posses. Queridinha
nas redes sociais, entrou para o Guinness Book como o assunto mais tweetado por
segundo (8.868 vezes), quando anunciou a gravidez no VMA. Queridinha pela
população americana, criou (com sua família e com a Kelly Rowland) a Survivor Foundation, uma instituição de
caridade que criou alojamentos provisórios para as vítimas do furacão Katrina.
Além de participar de inúmeros eventos beneficentes.
O
Daily Mail declarou: “Muitos especialistas da indústria acreditam que Beyoncé é
como o próximo Michael Jackson. Embora seja muito cedo para tais comparações,
ela certamente provou que é um dos artistas mais talentosos e excitantes
atualmente e pode muito bem entrar para a história como tal”. Ninguém chegará
ao nível de Michael Jackson e Madonna. Contudo, sem dúvidas, a Honey B poderá
entoar no final de sua vida os versos da canção I Was Here: “Quando eu deixar este mundo, não vou deixar
arrependimentos. Vou deixar algo para ser lembrado, para que eles não esqueçam
que eu estive aqui”.
Não esqueceremos.



Sábado foi dia de show da Beyoncé. Cheguei ao estádio às 9h30 da manhã, sozinho, já que não tinha notícias do Thyago e o Stênio tinha ido buscar o ingresso dele. Logo fiz amizade na fila com um pessoal de SP mesmo. O que eu fiquei triste é que a fila estava enorme, bem diferente de quando fui ao show da Madonna. Depois de horas debaixo de um sol escaldante, às 15h, abriram os portões para entrar no estádio. O primeiro terço da Pista é insuportável, muito apertado e, debaixo do sol, estava terrível – só vale a pena se estiver perto da grade. O Stênio desistiu e foi para trás, e acabei indo também quando o Thyago chegou. Eis que nossas preces foram atendidas e o sol sumiu. Um chuvisco seria ótimo! Mas não. A prece de 60 mil pessoas pedindo um chuvisco gerou uma tempestade! O chão inundou, telões foram destruídos – eu JUREI que o show fosse ser cancelado! Então resolvemos nos abrigar dentro do estádio. Meus amigos de fila, que hora nenhuma arredaram o pé da muvuca, nem debaixo de chuva, acabaram chegando à grade da Pista. Inveja! Meia hora antes de o show começar, depois de torcer toda a roupa e da chuva ter parado, Eber e Jenni finalmente chegaram e fomos para o gramado. Acabamos ficando no meio da Pista e vimos todo o show pelo telão, basicamente. Ivetinha abriu o show, mas nem deu para prestar muita atenção, pois os telões ainda estavam sendo arrumados e nós procurávamos um bom lugar. .jpg)
O que falar do espetáculo da Beyoncé? É fantástico como deveria ser o show de uma diva! Só perde para Madonna e Kylie. Ela é a negra mais linda que já vi, com altas caras e bocas, e a melhor dançarina, sem falar na voz arrasadora. As melhores partes para mim foram os interludes de Sweet Dreams e Single Ladies (que mostra vários fãs dançando, além de famosos como o Justin Timberlake e Obama); as músicas Radio, Get me Bodied, Diva... Bem, todas! Em um dos vídeos, mostra-a criancinha cantando – desde pequena uma artista. Eu queria que me tivesse acontecido uma dessas quatro coisas:.jpg)
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