domingo, 25 de dezembro de 2011
Outros Favoritos de 2011
1- Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2
2- A Árvore da Vida
3- Melancolia
4- Meia-Noite em Paris
5- A Pele que Habito
Nunca haverá alguma série como Harry Potter. Ponto. 10 anos após o primeiro filme – e 14 anos após o lançamento do primeiro livro – a saga finalmente chegou ao fim. E que fim. Por sua importância histórica – e sua importância na vida de uma geração – é o melhor do ano.
Filmes Favoritos de Anos Anteriores Vistos em 2011
1- Cisne Negro (2010)
2- O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001)
3- 127 Horas (2010)
4- O Discurso do Rei (2010)
5- 72 Horas (2010)
Tratando-se de Brasil, no primeiro semestre do ano é quando podemos ver a maioria dos filmes lançados no ano anterior que participaram de premiações. Cisne Negro não ganhou o Oscar de Melhor Filme, mas ganhou o coração de várias pessoas – o meu. Inesquecível.
Filme Favorito de Temática LGBT
- Teus Olhos Meus (2011)
Uma excelente surpresa que o Festival Mix Brasil apresentou. Infelizmente, não deve chegar ao mainstream dos cinemas brasileiros, mas se tiver oportunidade de ver, não perca. O filme é lindo e o final é chocante. Já quero rever.
Livro Favorito
- Salto Mortal - de Marion Zimmer Bradley
Nem vou comentar, pois fiz um post enorme sobre este livro meses atrás neste blog. Você pode ler clicando AQUI. Repito apenas uma coisa: leia o livro!
Nova Série Favorita
- Game of Thrones
Concorrendo a dois Globos de Ouro, incluindo Melhor Série Dramática, Game of Thrones foi a melhor estreia do ano. Quem não leu os livros, já está correndo atrás de seus exemplares. E eu vou ali comprar o meu, porque PRECISO saber o que vai rolar na 2ª temporada!
Temporada Favorita
- 4ª temporada de Breaking Bad
Quase desisti a cada episódio da 1ª temporada – não conseguia me conectar. Graças a Deus não parei. A partir da segunda eu devorei a série. Esta última temporada teve momentos memoráveis. Todo mundo que acompanhou considera uma das melhores temporadas do ano. [Vídeo contém spoilers das primeiras temporadas]
CDs Favoritos de 2011
Melhores do CD: Lego House; The A Team; Wake me up.
Ouvi por acaso e tive a melhor surpresa do ano. The A Team foi um grande sucesso no Reino Unido este ano. O grande diferencial do Ed são suas letras, que transpiram honestidade e falam de diversos sentimentos sem ser piegas ou cair em clichês.
2- Adele – 21 (3,86*)
Melhores do CD: Set the Fire to the Rain; Someone Like You; Rolling in the Deep.
Sem dúvidas, a cantora do ano é Adele. Rolling in the Deep chegou a #1 em vários países – e esta foi a música que deve ter tido mais covers na história, a ponto de quase enjoar. O que ninguém entende é que somente a Adele deveria cantar suas músicas. Ninguém é como ela.
3- Patrick Wolf – Lupercalia (3,81)
Melhores do CD: Time of my Life; The City; The Days.
Outro que me conquistou pelas letras tão profundas e reais. Patrick tem outros álbuns ótimos e não deixa a desejar neste 5º CD. O álbum fala basicamente sobre apaixonar-se, e o cantor diz que se tratam de histórias verdadeiras, não disfarçadas com folclores ou contos de fadas.
4- Nicola Roberts – Cinderella’s Eyes (3,75)
Melhores do CD: Beat of my Drum; Yo-Yo; Gladiator.
Praticamente não conheço as Girls Aloud, muito menos a ruivinha mais apagada dentre as garotas. Contudo, que surpresa para mim – e para todos – quando Nicola começou a divulgar seu trabalho solo. Beat of my Drum é simplesmente uma das melhores músicas do ano.
5- Florence + The Machine – Ceremonials (3,75*)
Melhores do CD: Shake it out; No Light, No Light; What the Water Gave me.
Demorei a gostar da Florence Welch. Somente no começo do ano me entreguei às músicas de Lungs, ou seja, um ano e meio após o lançamento. Não cometi o erro desta vez. E não poderia haver outro melhor single para divulgar o CD – Shake it out. Os clipes e apresentações... wow!
6- Coldplay – Mylo Xyloto (3,71)
Melhores do CD: Paradise; Every Teardrop is a Waterfall; Princess of China (feat. Rihanna).
Às vezes me esqueço o quanto Coldplay é bom. Uma das maiores decepções da minha vida é não ter ido vê-los no Rock in Rio, onde pude conhecer algumas das músicas que estariam no novo álbum, lançado dias depois. Como sempre, ótimos – mais uma vez me lembrei.
7- The Sound of Arrows – Voyage (3,69*)
Melhores do CD: Magic; Into the Clouds; Longest Ever Dream.
Conheci esta dupla sueca de música eletrônica através do Oh My Rock! [Onde tem uma entrevista exclusiva AQUI] Desde 2009 divulgando uma ou outra música, finalmente lançaram seu primeiro CD, com novas músicas e algumas conhecidas melhoradas. Os clipes são mágicos!
8- Lady Gaga – Born This Way (3,65*)
Melhores do CD: The Edge of Glory; Marry the Night; Electric Chapel.
A propaganda foi grande. A promessa de melhor CD do ano, que revolucionaria a música pop, não se cumpriu. Longe disso. Porém, o álbum é realmente muito bom e consistente. E, tratando-se de Gaga, tudo é um espetáculo: as apresentações, os videoclipes... [começa em 7:55]
9- The Wanted – Battleground (3,64)
Melhores do CD: Glad You Came; Lightning; Gold Forever.
Quem diria que uma boyband estaria aqui? Glad You Came me pegou de jeito este ano. Que música gostosa! E os meninos prometem. Este ano estiveram no Brasil com o Justin Bieber, até apareceram na Globo. Resta torcer para continuar melhorando e não mais abrir shows dos outros, ainda mais do Bieber.
10- Jamie Woon – Mirrorwriting (3,61)
Melhores do CD: Lady Luck; Spiral; Night Air.
Uma das promessas do ano, de acordo com a BBC, Jamie Woon não decepcionou. O que tenho a dizer é que o CD é uma delícia... Dá um play logo no videoclipe, curta a música e relaxe ao som de Night Air – se for à noite, ao ar livre, melhor ainda.
11- Britney Spears – Femme Fatale (3,59*)
Melhores do CD: Up ‘n Down; He About to Lose me; Big Fat Bass (feat. Will.I.Am).
Ela já teve altos e muitos baixos. Não dança como antigamente, nem canta ao vivo. Muito menos tem o mesmo corpo e energia. Circus não foi grande coisa. Pode ser totalmente produzida, mas ninguém pode negar o poder de suas músicas. Britney fez uma macumba “braba”, porque, apesar de tudo, suas músicas não saem das paradas, rádios, baladas, do play...
12- The Weeknd – House of Balloons (3,56)
Melhores do CD: House of Balloons / Glass Table Girls; Wicked Games; High for This.
Está presente nas principais listas de melhores do ano e realmente vale muito a pena. Só não está melhor localizada na minha lista por gosto pessoal mesmo – não sou muito fã de R&B. House of Balloons é o primeiro de uma trilogia lançada em 2011. Confira os outros!
Melhor CD/EP Nacional (1 de 7)
- Wanessa – DNA (3,54*)
Melhores do CD: Falling for You; Stuck on Repeat; Sticky Dough (feat. Bam Bam).
Melhor EP (1 de 14) e Melhor Videoclipe
- Woodkid – Iron (4,25)
Melhor do EP: Iron
*CD standard + bonus tracks
terça-feira, 29 de março de 2011
Ah, o Amor! [1/10]
domingo, 18 de abril de 2010
Você conhece SIA?
Eis a prova final para saber se algum dia você “esbarrou” no trabalho dela ou não. Se você assistiu à série Six Feet Under (A Sete Palmos) deve ter um carinho especial por ela:
Hurt myself again today,
and the worst part is there's no-one else to blame
[…]
I am small
I'm needy
Warm me up
And breathe me
Esta é a música Breathe Me, o single mais conhecido da cantora Sia (Furler), que emocionou milhares de pessoas no episódio final da citada série. Luciano que o diga! (Eu - ainda - não tive o prazer de ver).
Seu sucesso comercial foi alcançado somente quando se mudou para o Reino Unido, depois de viajar por vários lugares do mundo. Ela trabalhou com grandes nomes da música mundial, como Beck, Jamiroquai e, recentemente, escreveu canções para o novo álbum da Christina Aguilera – Bionic.
Para completar, justamente o que mais me chamou a atenção: as letras escritas pela Sia são ES-PE-TA-CU-LA-RES! Cada frase transborda de tanto sentimento e verdade.
Os temas são os mais diversos: dar um tempo nas brigas de casal (Let's desert this day of hurt, tomorrow we'll be free – Soon We’ll Be Found); a garota que decide seguir a razão, ao invés do coração (I'm glad somehow I got brains down there, at least – Little Black Sandals); a mulher que perdeu o namorado para as drogas (No, I don't need drama, so I'm walking away – The Girl you Lost to Cocaine); como superar um amor (Tears on your pillow will dry and you will learn just how to love again – Death by Chocolate); a eterna espera por um cara (And I'm waiting for you again, tell me what can I do – Taken for Granted); e até sobre medos, incluindo o seu próprio (Sometimes I worry my boyfriend will die. My first love is already dead – The Fear) – Sia perdeu seu “primeiro verdadeiro amor” atropelado por um táxi preto, uma semana antes de ir para Londres ficar definitivamente com ele.
Healing is Difficult (2001)
Um mix eclético de R&B e jazz, este é o álbum mais antigo da Sia possível de ser encontrado para download. Contudo, ela odiava quando o classificavam de “urbano”. O “menos bom” dos três, na minha opinião, também é que soa mais alegre, antes dela começar a fazer músicas mais “deprês” – lembrando que os CDs da Sia no Brasil, somente baixados ou importados, infelizmente! Nesta época, ela chegou a ser comparada com Lauryn Hill e Nelly Furtado. A primeira música do álbum (Fear) realmente me lembrou essa última.
• Taken for Granted – primeiro single, lançado em 2000, chegou a ficar em 10º lugar na parada britânica.See, I do what I say
and I say what I do.
Is it too much to expect
that you could?
I wish you would
• Fear – quem não tem medo de alguma coisa?
You see, fear is only holding us back.
Look closely amongst all your peeps,
there is usually one thing that keeps us off track:
It is fear, it is fear, it is fear
• Little Man – um remix de Wookie. Continua sendo popular em algumas boates do Reino Unido.
Little man, your head is full of dreams.
If only I could spend one day touring your imagination
• I’m not Important to you
You don't have the time that I need,
that I want, I deserve.
But I got back my nerve.
Did what was right for me.
I'm using my head, not my heart
and I'm starting new.
I'm going to get over you, over you
• Drink to get Drunk
Don't ask me why I smoke
I don't know
But I drink to get drunk
• Blow it all Away
But even if you had it all,
you would find
I could never let you stay
• Get me
But the burden is just too much
I'm losing touch with myself and my health
• Healing is Difficult
My best friends are pushers
My boyfriends are whores
• Judge me – Sia fala das pessoas que julgam as outras. Quanto mais livres elas se sentirem, mas livres deixarão os outros serem. O motivo desses julgamentos podem ser os mais diversos. Para mim, a carapuça serviu para quem condena os gays usando Deus. Sob essa ótica, a mensagem seria: seja você mesmo, porque Ele "te ama".
It's such a terrible, terrible shame.
You keep on judging me in His name.
You're so quick to shift the focus,
cos you can find yourself
in today's frame.
But I know He's approve,
and I've nothing to prove to you.
He smiles down on me lovingly
• Sober & Unkissed
I'm tasting your sweet kisses with mine
The sweet taste lingers left on lips
• Insidiously
You thought you could climb me
I'm sorry to cut your rope
But in you I've lost all hope
Colour the Small one (2004)
No ano anterior, Sia tinha lançado o EP Don’t Bring me Down, usado no filme francês “36 Quai des Orfèvres” (apenas “36”, no Brasil). Classificado como o estilo eletrônico downtempo, com o uso de instrumentos acústicos e toques eletrônicos ao fundo, dessa vez Sia foi comparada com Dido e Sarah McLachlan. Nos Estados Unidos, o CD foi lançado somente em 2006, com as faixas bônus: Broken Biscuit, Sea Shells e dois remixes de Breathe Me. É melhor que o CD anterior e mais melancólico, porém a cantora disse: “Eu chamo de escuta fácil. Isso é o que eu venho dizendo a todos. Você acha que é depressivo? Não é tão deprimente, é? Foi concebido para ser agradável, fácil. Sonoro e exuberante”.
Ela compara os dois álbuns: “Quase tudo no primeiro álbum [Healing is Difficult] era sobre isso [a perda do namorado na vida real]. Eu fiquei muito ‘fodida’ depois que o Dan morreu. Na verdade eu não conseguia sentir nada. Eu pude intelectualizar muita coisa: que eu tive um propósito, que eu fui amada; mas eu não conseguia sentir nada. O último álbum foi muito deflectivo. Este [Colour the Small one] é muito expositivo. Eu acho que é a diferença entre os dois álbuns, o primeiro foi intelectualizado, este é sentido... E eu parei de beber. Provavelmente por isso é o que é”.
• Breathe me – também foi usada no Victoria’s Secret Fashion Show de 2006.Ouch, I have lost myself again
Lost myself and I am nowhere to be found
• Don’t Bring me Down
I'm listening to you breathing in and breathing out,
needing nothing
• Sunday
Yeah, it will be ok
Do nothing today
Give yourself a break
Let your imagination run away
• Sweet Potato
She senses you are lonely, but still she can't be sure.
And so she stands and waits anticipating your thoughts.
How can she become the psychic that she longs to be to understand you?
• The Bully – com a colaboração de Beck. “Havia este garoto na escola com o qual eu realmente era cruel, e eu me senti mal em relação a isso desde então. Cheguei ao ponto de ter pesadelos. Então eu quis escrever uma música para me desculpar”.
I wish I had taken you in my arms
• Rewrite
So when you're finished with this dream
Delete begin to rewrite me
• Where I Belong – iria entrar na trilha sonora do filme Homem-Aranha 2, mas não deu certo a negociação. Na capa do single, ela está vestida como o super herói.
And soon you will see we are blessed and completeThere's a place here for you with me
• Numb
The pain may fill you
I saw you shy away
The pain will not kill you
• The Church of What’s Happening now
I will not run from bad things I've done
They're things I'll try not to repeat
• Natalie’s Song
She barely speaks
But I hear her breathing
That's all I need
Someone who's listening
• Moon
I believe the world it spins for you
• Butterflies
We've shared joy and we've shared pain
We've shared guilt and we've shared shame
Some People Have Real Problems (2008)
Ficou em 26º na lista dos 200 álbuns mais vendidos do ano, no Reino Unido, e foi considerado pelo iTunes o Top Pop Album de 2008. Quem comprava o CD podia fazer o download das músicas: Buttons, Blame it on the Radio, Cares at the Door e Bring it to me. Considero o melhor CD da Sia até o momento, com suas melhores letras e no mesmo estilo do antecessor. Impossível não se apaixonar depois de ouvi-lo.
• Soon We’ll be Found – foi por meio deste videoclipe que eu a conheci e me encantei. Por sinal, é o melhor clipe dela. Belíssimo!Well, it's been rough, but we'll be just fine Work it out. Yeah, we'll survive You mustn't let a few bad times dictate • Day too Soon I've been running all my life I ran away, I ran away from good Yeah, I’ve been waiting all my life You're not a day, you’re not day too soon • Academia – tem uma das melhores, se não a melhor, letra da Sia. Feita de metáforas perfeitas! The pass of your poem is to swathe me in your knowingAnd the beauty of the word is that you don't have to show it […] Oh academia, you can't pick me up Soothe me with your words when I need your love […] I'm a binary code that you cracked long ago But to you I'm just a novel that you wish you'd never wrote […] You're a cryptic crossword, a song I've never heard While I sit here drawing circles I'm afraid of being hurt […] And if I am a number, I'm infinity plus one And if you are five words, you are “Afraid to be the one” And if you are a number, you're infinity plus one And if I am four words, then I am “Needing of your love” • Lentil Now all I have is riches and stitches and pictures But money could never buy what you give • Little Black Sandals Sometimes I'm tempted, sometimes I am. I would be lying if I said I didn't miss that giant man. He was the line between pleasure and pain, but me and the feet have some years to reclaim • You Have Been Loved Will you ever know that the bitterness and anger left me long ago? Only sadness remains, and it will pass • Electric Bird Someone took your tweet One day they fed you that bad seed You can't fly away electric bird • I go to Sleep I was wrong, I will cry, I will love you till the day I die. You were all, you alone and no one else. You were meant for me • The Girl you Lost to Cocaine So just cut me loose, learn to tie your shoes There's somebody here, I'd like to introduce So look in the mirror, look for the glass 'Cause you’re not my problem, you are my last • Buttons Yes, I see you open wounds in everyone I’ve dated Away from me lover, get away from me lover • Beautiful Calm Driving Beautiful calm driving, emotional hiding • Playground Close my eyes and then I realize You are never far behind me • Death by Chocolate The headaches feel a bit like it you might explode, but you reach the end of the road. And you, little tree, I'm certain you will grow • Lullaby Place your past into a book Put in everything you ever took Place your past into a book Burn the pages let them cook Outros Only See (1997) – até hoje não encontrei para baixar. Se alguém tiver algum link, por favor, me envie! Don’t Bring me Down EP (2003) – também nunca achei para baixar.Lady Croissant (2007) – possui 8 músicas ao vivo e uma nova de estúdio (Pictures). Day too Soon EP (2007) – lançado no iTunes. Outro que não baixei.iTunes Live From Sidney EP (2009) – Se alguém souber de um link para fazer download, agradeceria! Zero 7 – Na mesma época em que lançou “Colour the Small one”, Sia emprestou seus vocais para este grupo, com o qual saiu em turnê. Do primeiro álbum deles, “Simple Things”, ela cantou Destiny e Distractions. Do segundo “When it Falls”, outras duas músicas: Somersault e Speed Dial No. 2. E no álbum “The Garden Falls”, de 2006, ela cantou seis canções: Throw it all Away, com Henry Binns, The Pageant of the Bizarre, You’re my Flame, This Fine Social Scene, If I Can’t Have you e Waiting to die. Ela conta que foi durante a turnê que teve a maior influência para o seu álbum. “Foi quando eu realmente comecei a ouvir música. Todas as outras músicas que ouvi na minha vida foram causalmente, nas boates, carros, elevadores. Eu só tive 2 CDs: uma antologia dos Jackson 5 e "Grace", de Jeff Buckley. Enquanto estávamos em tour, os caras do Zero 7 estavam sempre falando de artistas que eu nunca ouvi falar, então eu comprei um discman e comecei a ouvir os CDs de James Taylor, Nick Drake, Harry Neilson, Randy Newman e Django Bates. E tudo isso só me surpreendeu”. We are Born (2010) Dia 07 de junho do presente ano, Sia lança seu mais novo álbum. A música You’ve Changed já tem videoclipe:Ela já vinha cantando You’ve Changed, The Co-Dependent e Clap Your Hands nos seus últimos shows. E You’ve Changed já alcançou o 31º lugar na parada australiana, sua melhor posição até hoje. Buttons, sua segunda melhor posição nos charts, ficou em 67º. Outras 5 músicas (The Fight, Clap Your Hands, I’m in Here, Big Girl Little Girl e Bring Night) podem ser ouvidas no site oficial da cantora: http://www.siamusic.net/ Pelo que parece, Sia está muito mais alegre no novo trabalho. Mas uma coisa não mudou: as músicas que ouvi são ótimas! O CD tem grandes chances de se tornar o melhor dela. Só quando lançar é que vamos ver se "she has changed for the better" também! Clique aqui para saber sobre a Sia - contribuições, duetos, covers, etc. Termino com uma fala da Sia, na época do lançamento de “Colour the Small one”:“Eu não quero ser uma superstar [...] É emocionalmente muito estressante; sessões de fotos sempre me fazem querer uma cirurgia plástica. Eu só queria escrever um álbum que fosse eu: uma pequena, estranha e necessitada ‘freak’”.
.
.
UPDATE:
No último dia 19, Sia lançou um novo clipe, da música Clap Your Hands, presente no CD We Are Born, que sairá me junho. Segue o clipe:
|
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [3/3]
.O show é simplesmente FANTÁSTICO! Todo mundo deveria, pelo menos uma vez na vida, ver um show da Madonna. Assistir ao DVD deveria ser obrigado e, se possível, ao vivo, para ver toda a potência daquela mulher.
.bmp)
.O primeiro bloco é energizador. Uma bala (doce) sendo fabricada e Madonna aparecendo em um trono criam todo o clima do início do show, com todo mundo enlouquecendo. Human Nature ficou massa, com Madonna cantando “Oops, I didn’t know I couldn’t talk about sex” (Oops, eu não sabia que não podia falar de sexo) e com imagens da Britney Spears pirando dentro de um elevador nos telões. Vogue para mim foi um dos pontos altos! A nova versão com samples de 4 Minutos PER-FEI-TO! (ver vídeo abaixo)
.bmp)
.bmp)
.bmp)
.bmp)
.bmp)

.O interlúdio com Die Another Day mostra uma Queen pugilista e querendo quebrar tudo nos telões. No começo do segundo bloco, Into the Groove apresenta Madonna pulando corda como uma menininha na escola – sem errar – e termina com Music contagiando todo mundo. Infelizmente Hearbeat não foi a melhor parte do show como eu desejava. Em She’s not me, ela se rebela contra outras versões dela mesma, e chega a beijar a Madonna Noiva de Like a Virgin. Muito engraçado ela tendo um ataque frenético no final.
.bmp)
.bmp)

.O terceiro bloco começa com Devil Wouldn’t Recognize You. É a parte mais linda de todos os shows que já vi. Ela está em cima de um piano, com um capuz preto cantando, enquanto o barulho de chuva ao fundo cria o clima, e água escorre nos telões cilíndricos ao seu redor. Morumbi calou e admirou nessa hora! Sem o capuz, Mad se mostra uma quase espanhola, entoando músicas como Isla Bonita, Doli Doli, Spanish Lesson e You Must Love Me, que também é uma das partes mais lindas! Uma banda a acompanha em parte desse bloco, e uma mulher faz a dança das sete saias.
.bmp)
.bmp)
.O vídeo polêmico e crítico da turnê dá início ao último bloco. Vilões como Hitler são contrapostos a heróis, como Obama, enquanto samples de Beat Goes On dizem: “Get stupid!” (Seja estúpido), mostrando um homem vendendo por uma pichincha o mundo, que está completamente se degradando. 4 Minutes (com o Justin nos telões) e Ray of Light (agora realmente com lights iluminando o céu de São Paulo). Like a Prayer para muitos é a melhor parte do show. Para mim, a briga é feia com Vogue, mas sem dúvidas fica pelo menos em segundo lugar. Foi espetacular!
A música escolhida pelo público foi Like a Virgin. Chocante ver o Morumbi inteiro entoando a mesma canção - "Like a virgin, touched for the very first time"! Arrepiante mesmo! E não poderia terminar de melhor forma do que com Give it to me.
.Isso tudo o que falei não é NADA do que aconteceu lá. Leia mais abaixo a cobertura do site Madonna Online que ia registrando simultaneamente o que acontecia. Fala exatamente tudo o que aconteceu!!
Na saída, aproveitei e comprei o Tourbook da Mad – lindíssimo por sinal! Compro uma água porque não agüentava mais (lá no estádio estava R$3 um copinho) e vou encontrar o Gus, às 0h30, sorrindo, bobo com tudo o que tinha visto!
.Sem dúvidas, é o melhor show do mundo!
.
15 horas no Morumbi. 7 horas em pé. E nenhum arrependimento!
.
Show do dia 18.12 – Minuto a Minuto:
http://www.madonnaonline.com.br/noticias/noticia_rss.asp?cod=5290
.
Dica:
Assista ao DVD Confessions Tour para conhecer Madonna! É uma briga feia com S&S Tour para saber qual é o melhor show... VEJAM o teaser:
.
Dica 2:
O DVD Sticky & Sweet Tour deve sair no final do ano, enquanto isso veja um possível trecho do que pode estar no DVD. Vogue:
.
Observação:
Nenhuma das fotos são minhas. Eu não levei a câmera porque não ficaria muito perto, iria correr o risco de ser roubado, além de que ia acabar vendo o show pela telinha da máquina e não o espetáculo ao vivo. Não me arrependo, já que consigo fotos muito melhores pela internet, não é verdade?!
terça-feira, 12 de maio de 2009
Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [2/3]
.
Começava o martírio!
Fiz amizade com mais uma galerinha ao redor, que seriam companheiros de dor de pé até o final. O céu continuava nublado e todos orando para não piorar. Parecia que nem ia encher o estádio, mas aos poucos tudo foi lotando.
Esperamos!
Esperamos mais um pouco!
Esperamos mais um pouquinho!
E esperamos!
E oramos para não chover!
E esperamos mais um tempo!
Esperamos só um tempinho!
O palco continuava coberto pelo plástico, para caso chovesse antes do show. Os técnicos arrumavam os últimos detalhes. O tempo passava e nós esperávamos.
A única distração era: ver os famosos da área VIP!
Logo o pessoal já encontrou o Rafael Augusto, do site Madonna Online. Depois, um amigo da fila pirou ao ver o estilista Alexandre Herchcovitch. Alguns dançarinos da Queen Mad apareceram no palco, filmaram a galera e sumiram. Karina Bacci foi super simpática, pousou para fotos, acenou. Paula Lima, Gabriela Duarte, Ellen Jabour também passaram perto de nós. A – lindíssima – Giane Albertoni estava (acho que) meio alta, e ficou jogando uns negócios (achei que era balinha) para o pessoal da Pista. Pena que ela não estava exatamente na nossa frente. Mais tarde fui descobrir que ela distribuía uns buttons exclusivos do camarote. Fiquei sabendo porque uma mulher – acho que famosa, mas não sei quem! – começou a dar também, eu pedi, e ela toda educada pediu para o segurança entregar um para mim! E outro amor foi a apresentadora Fernanda Young, que conversou com a galera, dizendo estar envergonhada por chegar ao show tarde (devia ser umas 20h) e ficar em um lugar melhor do que nós que ficamos lá por horas (eu, estava lá há, aproximadamente, 11h naquele momento). Ela completou dizendo que os verdadeiros fãs éramos nós. Assino embaixo!
20h. O show é para começar. Mas na verdade é o DJ Paul Oakenfold quem começa. Muita gente reclama do setlist, que é muito batido. Para mim, não tem problemas. Começa a chuviscar. “Chuva, vai embora!”. Ela obedece, e não cai mais nenhuma gota no dia. São Pedro ajudou hoje! Infelizmente o show não vai ser gravado como em Buenos Aires!

Já tinha preparado o Gus para um possível atraso, mas não tanto – 2h! O show só começou às 22h, o horário que deveria estar acabando. Porém não era hora de ficar preocupado e sim de curtir cada segundo! Pensei muito na minha amiga Angélica, que queria estivesse lá comigo! Fiquei com dó de um rapaz que passou mal e, na hora que pulou a grade para sair, as luzes apagaram e começou a batida de Candy Shop. O coitado deve ter querido se suicidar nesse momento! Deve ter visto o show dos "canfundó" do estádio, acompanhado dos guardinhas. Morumbi no escuro. É agora que um dos meus sonhos está sendo realizado!
Sticky and Sweet Tour – Madonna – 2008:
http://www.madonnaonline.com.br/tours/stickysweet.asp
(tudo sobre a última turnê da Madonna – vídeos, fotos, curiosidades)
Informação:
Ingresso Meia Pista – R$168
Teaser da Tour:
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [1/3]
O coitado do Gus acordou cedo, mais que o normal, para me levar mais ou menos até o local do estádio. Enquanto eu passaria o dia na fila, ele ia trocar parte da nossa grana e encontrar uns amigos. Combinamos que ele me buscaria à noite, desci no local que ele me indicou e segui as indicações. Facilmente cheguei ao Morumbi. Enorme! Logo vi um banner gigante indicando os portões de entrada. O meu era o Portão 4. O outro que dava para a pista era o Portão 2. Uma menina me confirmou o caminho até a entrada e lá fui eu. Andei, andei. Fui contornando o estádio pela esquerda, passei pelo meu portão e nem vi, quando me dei conta tive que voltar, e qual não foi minha surpresa: a fila estava minúscula! Eram 9h.
Cheguei já confirmando se era aquela a fila, tamanho o meu descrédito. Felizmente era! O motivo? Como eram dois portões para a Pista, o pessoal da Times for Fun (F***, na verdade) tinha vendido todos os ingressos do Portão 2 (onde a fila estava gigante) para só depois vender o do Portão 4 – por isso a minha estava menor. Para piorar, disseram que o palco estava do lado sul do estádio, mais perto da entrada do Portão 2. Ou seja, o outro pessoal ia tomar a frente toda. Em mais um momento de felicidade, quando entramos descobrimos que era preciso dar uma volta para chegar à pista, e que nessa volta, nós estávamos mais perto! Mas depois volto nessa parte.
Antes é bom dizer que o dia estava realmente nos ajudando. Apesar de todos os dias terem chovido em SP, no dia do show o céu ficou nublado a manhã inteira, nos protegendo do sol. À tarde, o céu abriu um pouco, mas o estádio já fazia sombra!
Voltando a falar do pessoal da fila, muita gente acha que não tem porre maior do que ficar horas numa fila para ver um show de longe e apertado. Sobre a fila, posso dizer que é um dos melhores momentos! Fazer novos amigos, conversar sobre várias coisas, principalmente sobre o artista do show, no caso Madonna!, e ainda no caso de um grande show, como foi o dela, ficar se divertindo com as figuras que amam chamar atenção da imprensa, dando entrevistas, cantando, etc.
Não sou uma pessoa que faz contato facilmente, mas nesse dia dei sorte de já encontrar um grupo super bacana e comunicativo. Muita gente de São Paulo, mas também tinha gente do Rio e de Belo Horizonte no grupo. No final, já estávamos em umas 15 pessoas, tirando outros que trocamos algumas palavras. Ficamos exatamente de 9h às 17h na fila.
Tinha uma mulher que tinha visto parte do show no Rio de Janeiro, dia 15, onde a Madonna caiu e um toró encharcou todo mundo! Tinha o Edy que foi no show da Madonna em 93 – The Girlie Show – e quando viu uma “loira baixinha” no palco gritando “bunda suja”, perguntou quem era aquela louca xingando todo mundo! Hahaha
Lembro de cada um que passou aquela tarde na fila comigo, mesmo que tenha esquecido o nome ou perdido o contato. Em janeiro vim descobrir que cheguei a aparecer por um segundo no programa da Ana Maria Braga – Mais Você – com o André e o Edy na fila. Este último, por sinal, era a maior figura, não podia ver uma câmera que já ia abrir seu pôster e pular! Foi no celular dele que consegui falar em casa pela primeira vez. Bem, fomos filmados por várias pessoas, mas só achei esse vídeo.
Quando os portões abriram para entrar no estádio, foi a hora que nos perdemos. Não dava para esperar, saí correndo para pegar um bom lugar...
Naquela tarde, literalmente pessoas passaram (entraram e saíram) pela minha vida. E sempre serão lembradas em uma das melhores tardes da minha vida!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Moch 08/09 > 15.12.08 – Despedidas
* Aqui faço uma pausa para falar do dia 11.12 – meu aniversário.
Agradeço aos familiares e amigos presentes que realmente me ajudaram a realizar esse mochilão. Pais; avós Gilda e Geraldo; tios Geison e Karina, e Glauber e Walesca; padrinhos Silvano e Ana Lúcia – vocês realmente fizeram esse mochilão acontecer (ver dica abaixo). E, claro, meu irmão e os outros tios, primos e amigos – de uma forma ou de outra, vocês também fizeram tudo acontecer.
Mãe. Pai. Muito obrigado pela confiança e por acreditarem em mim! Para quem não sabe, eu sou superprotegido (com suas coisas boas e ruins) e imagino o tanto que deve ter sido complicado para meus pais verem o filhinho “indo embora”. Mas cheguei vivo! Sem nenhum problema!
A todos... Muito obrigado pelo apoio e confiança! Sem isso, com certeza o mochilão não teria sido o mesmo.
Dica:
Futuros mochileiros que, como eu, não possuem grandes recursos financeiros e, como mochileiro de primeira viagem, tem que comprar todo o equipamento – mochila, barraca, bota, roupas adequadas, etc. – uma coisa que me ajudou e pode ajudar muito vocês:
- Chá de Mochilão!
Se for aniversário, como o meu caso, muito melhor e mais fácil. Isso consiste em: ao invés de ganhar presentes como livros, CD’s, DVD’s, e outras coisas do tipo, que não são necessariamente importantes em um mochilão, você pedir (e ganhar) o que for necessário no mochilão – seja uma lanterna de cabeça, um canivete, o passaporte, até uma mochila, barraca, quem sabe uma passagem de avião! Hahahaha
Se não der para dar o presente, o dinheiro já ajuda – no meu caso, meus familiares me ajudaram conforme puderam. Juntei tudo e comprei meus equipamentos! (Obrigado mais uma vez a todos!)
Porém, não conte somente com isso. Tenha uma grana separada, já que talvez você não ganhe o que precisa ou a quantidade que realmente precisa. Depender dos outros também não é bom. No mínimo, você acaba se frustrando! Então, se resguarde e agradeça sinceramente o esforço que os outros estão fazendo para te ver feliz, mochilando pelo mundo.
Voltando...
Sempre falta alguma coisa, e a correria é certa! Meu ônibus sairia às 18h30, e eu moro há uns 30km da rodoferroviária. Eram quase 18h e eu ainda estava copiando minhas músicas no MP3! Meu pai estava um stress só, gritando, chamando, falando “se você perder o ônibus...”. Estavam em casa: Eu (óbvio), irmão, pais, avó Gilda, e primos Lucas e Léo – todos iam à rodô. Resumindo: saímos correndo, mas chegamos totalmente a tempo.
Hora da despedida – abracei a cada um, meu pai fez uma oração (importante!) e... Ah! Despedida pode ficar muito triste, é melhor ir logo! Tchau! Tchau!
Entrei no ônibus, estava na janela do lado direito, então fiquei vendo-os até a hora que o ônibus partiu mesmo.
Não! Ninguém chorou. Pelo menos não vi nenhum deles chorar. E eu, bem... Não gosto de despedidas! Não mesmo! E eu não iria chorar... Mas um pouco depois que o ônibus partiu, ouvindo uma música do Fernandinho (ver vídeo abaixo) algumas lágrimas desceram. Tristeza pela despedida. Alegria por estar realizando um sonho. Gratidão a Deus por me permitir viver aquilo – principalmente isso. Incerteza sobre o futuro – primeiro mochilão, o que me espera à frente? Tudo isso junto e muito mais.
É, meu mochilão começou! Que Deus me abençoe e que muitas aventuras venham pela frente!
Informações:
Ônibus Brasília – Santos (pára em São Paulo)
Preço: R$135,88 (comprado dia 06.12.08)
Saída: 18h30 – Chegada: 9h30 (15h)
Metrô em SP – R$2,40
Dica 2:
Faça em qualquer lotérica de São Paulo o cartão Bilhete Único – você só precisa fazer uma recarga mínima e pagar uma taxinha também mínima para ter o cartão. Ele é o seu dinheiro/passe para andar no transporte público. Ao pagar um ônibus com ele, você pode, em um prazo de 3h (8h nos domingos), pegar até 4 ônibus sem pagar nada, ou pagar o metrô bem mais barato (mais ou menos R$1,55).
E por que não pagar em dinheiro? Porque todo mundo usa o Bilhete Único, e os ônibus não têm troco. Eu perdi alguns centavos porque, em 1h andando de ônibus, o cobrador não conseguiu R$2,70 de troco. Então, faça o bendito cartão!
Esqueci de levar no mochilão:
- Livro de literatura (para as muitas horas nos ônibus)
- Anotações da reserva do hostel de Buenos Aires (não quero nem pensar nisso. Depois saberão o porquê)
- Algodão (seria necessário?!)
E, principalmente para mim:
- Músicas da Sticky & Sweet Tour, da Madonna, no MP3 (depois de um tempo me conformei)
Que eu me lembrei ter esquecido foi isso... se esqueci outras coisas, que bom!, não me fizeram falta.
Música:
Como Eu Te Amo – Fernandinho
domingo, 3 de maio de 2009
Conformismo Descobrimento Liberdade
O filme que abriu o X Festival Internacional de Cinema de Brasília, em exibição única, não poderia ter sido melhor: Vicky Cristina Barcelona, que é o último interessante trabalho do diretor Woody Allen (Ponto Final – Match Point), que dispensa apresentações. O longa-metragem que começou parecendo mais um filme das irmãs Olsen (duas amigas em algum lugar significante no mundo vivendo aventuras amorosas temporárias), acima de tudo, fala de relacionamentos, diferenças, maneiras de ser e encarar o mundo, com ambientação na estonteante Barcelona – Espanha, com suas ruelas e monumentos que dão todo o charme e determinam a atmosfera do filme, bem turístico.Vicky (Rebecca Hall) e Cristina (a sexy Scarlett Johansson) são amigas desde a infância e, como o próprio narrador afirma, são parecidas em quase tudo, menos no amor. A primeira está fazendo mestrado em Identidade Catalã, por isso a visita ao país; gosta do certo; é realista, racionalizadora; e quer uma vida estável, ao lado do seu futuro marido. Cristina, ao contrário, gosta do diferente; é contra o status quo, atitude interpretada apenas como “aparecimento” dela; está desocupada; e é uma artista tentando se encontrar – “tenho o que expressar, mas não tenho talento para fazê-lo”.
Em uma exposição, Cristina se interessa por um tal pintor chamado Juan Antonio (Javier Bardem, em mais um papel fora do comum), homem que, segundo informações, terminou o relacionamento recentemente de uma forma muito escandalosa - um tentando matar o outro. Mais tarde, as duas garotas o conhecem ao serem abordadas de uma forma bem direta. Foram convidadas para viajar à Oviedo em uma hora, e irem pra cama com ele. As duas. Curto e grosso. Vicky fica chocada, mas Cristina se interessa ainda mais, por não ser um homem “fabricado”, produzido em série como a maioria. Acabam indo. Viajar apenas.
Na primeira noite Juan refaz a proposta da noite à três, e Cristina, que cada vez mais se enlouquecia pelo rapaz, topa, mas na hora H algo que havia comido não fez muito bem. Então, termina por ter que ficar alguns dias de repouso. A oportunidade perfeita para Vicky conhecer um pouco mais Juan – um homem realmente direto, sem papas na língua, o que por vezes o faz dizer algo indevido, porém sincero com os outros e, principalmente, consigo mesmo, o que lhe confere um charme especial.
Mesmo noiva e faltando pouco tempo para se casar, Vicky passa uma noite com Juan, depois se afastando. Assim que melhora, Cristina passa a morar com ele. Ela começa a se encontrar na fotografia e na poesia. Mas como o passado mal-resolvido acaba por voltar, María Elena (a magnífica Penélope Cruz), ex-mulher de Juan, tenta se matar e tem de ficar com eles por um tempo. “Uns dias?”, pergunta Cristina. “Uns meses”, responde o pintor.
Penélope, numa interpretação de total entrega, encarna uma mulher passional, temperamental, bipolar, forte (por lutar pelo o que quer) e fraca (pela tentativa de suicídio), que por vezes beira a loucura. O relacionamento com Juan era de paixão e brigas (geralmente pelo bem do outro), mas algum ingrediente faltava para equilibrar as coisas. No amor não se tem tudo, nada é perfeito. A última peça que faltava era justamente Cristina. No começo, María não confiava nela, mas depois até ajudou-a a se descobrir.
O filme passa a tratar, de uma forma leve, descontraída e sem preconceitos, uma nova configuração social, um novo tipo de relacionamento, que envolve questões sexuais, sem descambar para a nudez e sexo explícito, e vai contra a religiosidade – um triângulo amoroso bissexual. Contudo, como declara Cristina: “Não tem que ficar rotulando sempre. Eu sou eu!”.
Essa revolta contra a sociedade e suas normas antiquadas se expressa também na figura do pai de Juan, que faz belíssimas poesias, mas por raiva, talvez, as nega ao público. Se as pessoas não merecem ou não sabem dar valor, apenas o senhor, desbocado como o filho, saberá responder.
Com um humor simples, irônico, inteligente e sarcástico, típico de Woody, o filme é completamente catalão, marcante em todos os 93 minutos de exibição. Cada cena, planos (belos, suaves e não-estáveis) e ações acompanhavam a trilha sonora, exortando: “Barcelona, Barcelona!”.
Tudo parecia tranqüilo até Cristina sofrer um ataque de “insatisfação crônica” e contar que não podia mais viver esse ménage à trois. María enlouquece, dispara palavrões em espanhol e presenteia os espectadores com uma das melhores cenas do filme. Juan, mais racional, pede: “Lembremo-nos dos bons momentos passados juntos”.
Pela mesma época, Vicky descobre que Judy, quem a hospedou, não ama realmente seu marido, casou-se sem sentimentos, porque teve medo de correr atrás do seu verdadeiro amor, por ser uma atitude insegura. Preferiu trocar o incerto pelo certo, e foi um erro. Contudo, estava disposta a não deixar Vicky cair na mesma armadilha. Não passava de uma tentativa de “reescrever sua própria história”.
Em um final, não menos interessante, Vicky não conseguiu se libertar, porque tinha absorvido, através da educação, o espírito conservador e a moral da sociedade. (Don) Juan é fadado a ser um conquistador e a brigar sempre com María, que afirma que “só um amor não realizado pode ser romântico”. Cristina continuou sua busca, e o mundo a girar...
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
KYLIEX2008 [2/2]
Tinha desistido de tirar fotos. Impossível com a minha máquina! Tentava filmar somente...
Começava a segunda metade do show.
O público mandou nesse bloco!Parte 2:
A maioria das fotos não é de minha autoria. Os dois vídeos fui eu quem fiz. Desculpem a má qualidade, mas era impossível fazer algo melhor do meio daquela muvuca!
.
Cada segundo valeu a pena!
.

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)