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segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sejamos pipoca!

Trechos de um dos discursos de eliminação, feito por Pedro Bial, no Big Brother Brasil 10:


Eu sempre estive entre aspas.
Ficar triste é um sentimento tão legítimo quanto a alegria.
Reclamar do tédio é fácil. Difícil é levantar da cadeira pra fazer alguma coisa que nunca foi feita.
Queria não me sentir tão responsável pelo o que acontece ao meu redor.
Felicidade é a combinação de sorte com escolhas bem feitas.
Pessoas com vidas interessantes interessam-se por gente é que é o oposto delas.
Emoção nenhuma é banal se for autêntica.
Dar certo não está relacionado ao ponto de chegada, mas ao durante.
O prazer está na invenção da própria alegria, porque é do ermo que surgem novas soluções. Os desacertos nos movimentam, nos humanizam, nos aproximam dos outros. Enquanto o sujeito “Nota 10” nem consegue olhar pro lado sob pena de ver seu mundo cair. O mundo já caiu, baby. Só nos resta dançar sobre os destroços.
Nosso maior inimigo é a falta de humor.

Piruá. Quem sabe o que é piruá? Piruá pode ser um peixe em algumas regiões, mas piruá é também e principalmente aquele caroço de milho que não vira pipoca.

Tem muita gente piruá neste planeta. Gente que explode, não reage ao calor, não desabrocha, não vira... pipoca.

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Fontes: Doidas e Santas – Martha Medeiros / Biografia de Clarice Lispector / A Pipoca - Rubem Alves / Elenita

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Já escondi um amor por medo de perdê-lo...

... já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo... já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida... já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono... já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos... já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram... já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou... já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois... já falei a verdade, e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza... já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena... já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
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Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar... já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns... outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns... já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
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Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade.
Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer... já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo... mas ela não apareceu, e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
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Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
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Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
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(Clarice Lispector)