“Hades/Gaga, em algumas versões, não é incluído
nesta lista. Não teria assento no panteão porque passaria a maior parte do
tempo em seu mundo inferior. Aparece raramente nas lendas musicais, talvez por
ser nova na indústria e não sabermos até quando vai durar – embora seja muito
mencionada. Não tem “filhos” (legado) ainda. Mas, assim como Zeus/Madonna,
ela tem o raio (diferencial) e, como Poseidon/Beyoncé, o tridente (balacubaco).
Para René Menard, a figura de Hades/Gaga
representa um mero desdobramento da personalidade de Zeus/Madonna. Algumas
versões dizem que, ao contrário do mito real (as fontes oficiais), Hades é o
antagonista de Zeus, planejando destroná-lo e dominar o Olimpo.”
Personalidade: ●●●●
Stefani Germanotta
– 26 anos, nascida em Nova York – era pouco conhecida até 2008, apesar de
batalhar havia um tempo. No fim daquele ano, porém, muita gente já sabia quem
era a loira com um raio no rosto que cantava em seu primeiro single: “Apenas dance, vai ficar tudo
bem”.
Ela sempre
foi talentosa: tocava piano aos quatro anos, escreveu sua primeira canção aos
treze e fazia apresentações em casas noturnas aos quatorze. No Ensino Médio,
fez vários musicais e depois estudou na Tisch
School of Arts da Universidade de Nova York.
Cinco anos
após sua estreia mundial, ela é uma das personalidades mais conhecidas e
comentadas. Esteve presente entre os 25 artistas mais influentes do mundo em
2010, de acordo com a lista da revista Time.
Posição em que diversos cantores com muitos anos de carreira nunca se
encontraram.
Apaixonada
por moda e referência na área, conta com o apoio da Haus of Gaga, seu grupo criativo pessoal. Ela, contudo, é mais
lembrada pelas bizarrices (como a roupa de carne) do que pelos belos looks,
apesar de sempre ser incluída como uma das mais bem vestidas em publicações
como a Vogue. Vai entender. Uma das principais críticas à sua pessoa – e uma
das razões de sua fama – era o fato de todo dia aparecer com um visual
diferente e chocante. Embora deixasse todos curiosos sobre sua próxima aparição
(“o que ela vai usar dessa vez?”), sua imagem cansou ao longo do tempo. Sabiamente,
ela superou essa fase, focando mais em seu trabalho do que em seus escândalos
visuais.
Parte de seus fãs (os little monsters) forma uma das piores raças de seguidores que
existe. Entretanto, poucos artistas são tão dedicados a eles quanto a Gaga.
Além disso, mesmo sendo o centro de muitas discussões, ela raramente se
pronuncia e prefere não dar continuidade a briguinhas e fofocas.
Música: ●●●●
3
CDs de estúdio lançados (incluo o The
Fame Monster, que na verdade é um EP) e 14 singles. No total, foram 23 milhões de álbuns e 64 milhões de singles vendidos no mundo.
Seu
currículo ainda possui: 226 prêmios vencidos e 282 indicações, incluindo cinco Grammy Awards e 13 VMAs; cinco músicas mais vendidas no mundo; primeira artista a
chegar a 1 bilhão de visualizações no Youtube,
incluindo o 8º vídeo mais visto do site (Bad
Romance); e o álbum mais vendido (Born
This Way) no primeiro dia (524 mil) e na primeira semana (1,1 milhão). Para
citar apenas alguns de seus recordes.
Seus
álbuns até aqui realmente foram muito bons, cheios de hits. O problema talvez seja um pouco de soberba. Em seu último
trabalho, Gaga disse que faria “o maior álbum desta década”. Passou longe!
É
inegável que ela tem seu estilo único, apesar de utilizar muitas “referências”,
e é uma boa compositora. Pensando a longo prazo, não podemos dizer que
já tenha um legado duradouro – ela ainda copia e não é copiada. Mas algumas
músicas como Bad Romance, Alejandro e Born This Way podem vir a se tornar eternas.
CD mais vendido: The
Fame, 2008 (12 milhões).
Maior sucesso: Poker Face, 2008 (12,3 milhões / A mais baixada na história do Reino Unido).
Voz: ●●●●
Inegável que canta muito bem (não há registros de que
tenha desafinado vergonhosamente) e tem uma ótima voz. Também não há alegações
de playback. Ela mesma afirmou: “Eu nunca dublo. Nem uma palavra. E eu
nunca vou. E
você nunca irá me ver ao vivo, ou pagar para ver meu show, ou me assistir na
TV, para ver os lábios de uma vadia fazendo playback
ao longo do setlist.” Exagerada essa
afirmação, afinal, não é nenhum pecado mortal usar uma base pré-gravada em
alguns momentos, por exemplo. De qualquer forma, ponto para ela.
Performance/Produção:
●●●
Gaga dança direitinho. Em determinados momentos pode
parecer meio desengonçada, mas o que falta é uma coreografia melhor. Porém,
nada muito elaborado para ela, por favor. Simpática em seus shows, interage com
seus fãs e conversa bastante durante todo o concerto. Por sinal, talvez um
pouco menos de papo fosse mais.
A produção de suas turnês é bem satisfatória e
procura ser grandiosa, mas pode melhorar. Lady Gaga tem a seu favor as
tecnologias do século 21, porém, em termos de qualidade (não digo revolução),
ainda estaria no nível dos shows da Madonna dos anos 1990. Palco grande (mas meio
comum), cenografia elaborada (pecando aqui e ali – como aquele peixe-monstro!
horrendo na Monster Ball), bons dançarinos
para dar suporte, alguns belos figurinos (outros terríveis), mas sem a magia dos
telões, por exemplo. Ela também procura explicar demais o que está acontecendo
no palco, não dando espaço para interpretações pessoais. Falta experiência à
Gaga, mas ela é ambiciosa e daqui a alguns anos pode estar com shows
impecáveis.
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Apresentação marcante: Paparazzi no VMA de 2009
A
mulher mais pesquisada na internet e com o maior número de seguidores no Twitter (mais de 36 milhões). Ela não é
qualquer uma, definitivamente. Sua influência é enorme, e Gaga está apenas
começando a usá-la.
Tem
a instituição humanitária Born This Way
Foundation, que busca capacitar e conscientizar os jovens sobre bem-estar, bullying, autoconfiança, respeito aos
LGBTs, etc. E seu foco é justamente nesse último grupo. Ela é uma defensora dos
direitos gays, afinal, boa parte de seus fãs são homossexuais. Gaga já
proclamou durante a Marcha Nacional pela Igualmente nos EUA (2009) e falou em
uma reunião a favor de acabar com a política militar “Don’t ask, don’t tell” (2010). Quantas outras cantoras se engajaram
assim? Seus fãs, muitos com características andróginas, podem ser eles mesmos –
ou quem eles quiserem ser – nos shows da mother
monster.
Atualmente, tem uma relevância muito
grande no mundo. No futuro... ainda é incerto. Mas se ela conseguir manter a
carreira com sucesso e tentar evoluir sempre, pode se firmar como uma figura
eterna no Olimpo.
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