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sexta-feira, 29 de março de 2013

O Panteão das Divas - ZEUS [1/14]

“É a principal, mais poderosa e importante, governante do Olimpo/Mundo Pop, rainha das deusas e dos homens. Sua arma é o raio (Ray of Light ou, metaforicamente, o diferencial). Já foi um tanto biscate. Teve diversos casos com deuses (Sean Penn, Guy Ritchie), ninfos (Jesus Luz, o atual Brahim Zaibat) e humanos (Carlos Leon), tendo vários filhos semideuses. Em sua sabedoria e soberania inconteste, é ela quem toma as decisões que influenciam a evolução do mundo. Já era chamada de Queen desde os tempos micênicos, aliás, desde os anos 1980. Seu poder não é, no entanto, absoluto e indiscriminado. Em sua trajetória, é nítido o respeito que tem pelas divindades mais antigas (Donna Summer, Marilyn Monroe) e, de certa forma, também pelas deusas a ela subordinadas (como Britney, Kylie e Gaga). É representada geralmente como uma mulher madura, sentada em um trono com um cetro. Seus santuários (leia-se: palcos para shows) são particularmente grandiosos. É conhecida por suas aventuras eróticas, principalmente na época de Erotica. Como ressaltou um acadêmico alemão em seu livro Religião Grega [adaptado], ‘mesmo as deusas que não são filhas naturais de Madonna dirigem-se a ela como Rainha, e todas as deusas se põem de pé diante de sua presença’.”


Personalidade: ●●●●
                Chegou em Nova York com 35 dólares. Isso em 1978. Atualmente, tem uma fortuna estimada em mais de um bilhão de dólares – a primeira artista multimilionária. Seu objetivo era apenas ser uma dançarina, mas se tornou cantora, produtora musical, compositora, atriz (em mais de 20 filmes), diretora/produtora cinematográfica (2 longa-metragens e 2 documentários), escritora e empresária (tem a rede de academias Hard Candy Fitness).
                Apenas uma pessoa de fibra, determinada e batalhadora como Madonna poderia chegar ao topo. Madge não é a melhor em nenhuma das atividades citadas, porém faz tudo com muita qualidade. Como atriz, por exemplo, foi bastante criticada ao longo dos anos, ganhando vários prêmios Fambroesa de pior atuação. Contudo, também ganhou um Globo de Ouro como Melhor Atriz pelo papel de Eva Péron, no filme Evita (1996).
                A maior característica da Madonna, a qual a tornou quem é hoje, é ser “marketeira”. Em uma época quando os homens dominavam a música pop (Michael Jackson, Prince, David Bowie), ela surgiu vestida de noiva, rolou no chão, mostrou a calcinha e mudou a história a partir daquele momento. Desde então, são as mulheres que dominam o universo pop. Todas as cantoras atuais têm seu lugar ao sol graças ao pioneirismo de Madge. E qualquer coisa que a nova geração fizer, tenha certeza que Madonna já fez anos atrás.
                 Muitas vezes foi acusada de ser manipuladora e de usar as pessoas para subir na vida. A verdade é que ela soube tirar o melhor das pessoas que estavam ao seu redor. Se alguém não tinha mais nada a acrescentar, por que mantê-la por perto? Madge também teve sua época “nojenta de metida/diva”, mas atualmente seus estrelismos são mais irônicos do que genuínos. Qual a principal crítica acerca dela hoje? Ser velha e erótica ao mesmo tempo? Preconceito. Talvez esse seja mais um tabu sexual que ela veio quebrar.
                 Se tem uma coisa que Madge sabe é se manter no topo. Sabe como ninguém.

Música: ●●●●●
                A cantora mais bem sucedida da história, segundo o Guinness (300 milhões de cópias vendidas no mundo – apenas outros 6 artistas venderam tanto ou mais que ela), e a segunda que mais vendeu nos Estados Unidos. Além disso, é o artista internacional de maior lucro no Brasil. No Reino Unido, é a mais executada nas rádios durante a década de 2000 e com mais singles em primeiro lugar (13).
Dos 12 álbuns de estúdio, todos chegaram a 1º lugar no Reino Unido (o artista solo com mais CDs número 1 por lá). Apesar do jejum de 12 anos, continua em 5º lugar com 12 canções a chegarem ao #1 nos EUA.
                Madonna também é uma das cantoras mais premiadas. Foram 274 prêmios ganhos e mais de 400 indicações. Além dos 7 Grammys, Madonna é a grande veterana do VMA, tendo conquistado 21 prêmios até o momento. O álbum Ray of Light, por exemplo, recebeu 4 Grammys e é listado pela revista Rolling Stone como um dos “500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos”.
                A Billboard considerou, em 2008, Madonna como a maior artista solo da história da parada e, no geral, só perde para os Beatles. Ela é a cantora com mais canções (38) no Top 10 e com mais singles (40) no topo da Billboard Dance/Club Play Songs.
                Seus últimos trabalhos não fizeram tanto sucesso quanto o desejado. Talvez pelo fato de Madonna não estar mais se reinventando como antigamente. O que ela tem feito é ver o que já está na moda, procurar produtores e parcerias badaladas (Justin Timberlake, Timbaland, Nicki Minaj) e fazer músicas “comuns”, atuais.
O último álbum que realmente trouxe algo novo para o mercado foi o Confessions on a Dance Floor, de 2005. Não por acaso, ficou em 1º lugar em mais países (41) até hoje. Além disso, o primeiro single desse trabalho, Hung Up, alcançou o topo das paradas em 47 países, ganhando mais um lugar no Guinness Book.
Mesmo não sendo tão ousada quanto antigamente, Madonna tem uma reputação e um legado musical únicos na indústria.           

CD mais vendido: The Immaculate Collection, 1990 (32 milhões / A coletânea mais vendida por um artista solo).
Maior sucesso: Hung Up, 2005 (9 milhões).


Voz: ●●●
                Sem dúvidas, não é a melhor cantora. Todavia, ela canta bem e tem uma boa voz. Para quem fica duas horas pulando e dançando, o que ela faz no palco (cantar ao vivo sem desafinar) é um milagre. Poucas conseguem.
                Se ela usa playback? Sim. Em pouquíssimas músicas de um setlist com mais de 20. E não há nenhum problema nisso.

Performance/Produção: ●●●●●
                Madonna não faz show ou apresentação. Ela faz verdadeiros espetáculos! A Sticky & Sweet Tour, de 2008, tornou-se a turnê mais lucrativa de um artista solo, com cerca de 408 milhões de dólares arrecadados.
Ninguém faz um show como ela. A qualidade é impecável. A última tour (MDNA) tinha os maiores telões já utilizados, blocos de LED que se movimentavam, 700 pares de sapatos e roupas (com um total de 315 mil cristais Swarovski), 22 dançarinos e cenários produzidos com o pessoal do Cirque Du Soleil. Os figurinos eram assinados por nomes como Jean Paul Gaultier, Dolce & Gabbana, Prada e MiuMiu.
Essa foi a 9ª turnê, mas todas revolucionárias. Seus palcos sempre foram inovadores, e foi ela quem começou a dividir as músicas em blocos e a contar histórias, fazer alertas e críticas – não apenas entreter o público. Uma das melhores características de seus espetáculos é sempre dar uma nova roupagem às músicas antigas. A revista Rolling Stone elegeu a Blond Ambition Tour (1990), por exemplo, como a 3ª turnê mais marcante da história.
Madge não é de fazer muitas apresentações, mas também quando faz é para deixar registrado na memória. Em 1984, ela fez sua famosa primeira apresentação na MTV, cantando Like a Virgin. Inesquecível. 28 anos depois, ela apareceu no intervalo do Super Bowl. Os 12 minutos de apresentação fizeram o programa mais visto da história da TV norte-americana. Igualmente inesquecível.

Apresentação marcante: Super Bowl 2012


Relevância: ●●●●●
Mais do que ser um marco no passado, ela continua a fazer sucesso e é atual. Não vende músicas como antigamente, nem se esforça para tal. Ela sabe que o pote de ouro está nos palcos, não nos charts. Seu foco são as turnês mundiais. E alguém é melhor que ela? Não.
                A maioria de suas polêmicas sempre foram originadas justamente em seus shows – principalmente em se tratando de questões sexuais e religiosas. Ela simulava masturbação em 1990 (Blond Ambition Tour), fazia uma orgia em 1993 (The Girlie Show), surgia pregada em uma cruz em 2006 (Confessions Tour) e em 2012 apareceu cheia de armas e matando os dançarinos (MDNA Tour).
                Não foi apenas na música que ela quebrou tabus e reinventou a roda. Se hoje falar de sexo é algo menos estigmatizado – principalmente mulheres falando sobre isso – é porque Madonna teve um papel importante no feminismo e na emancipação das mulheres. No início dos anos 1990, por exemplo, ela lançou o livro SEX, com imagens explícitas de nudez, sexo e sadomasoquismo. Em apenas 3 dias foram vendidos 1,5 milhão de cópias, sendo o livro limitado mais bem sucedido da história editorial. Até hoje, esse é o livro fora de catálogo mais procurado nos EUA.
Na moda, ela também foi revolucionária desde os anos 1980, quando surgiu o termo “wannabe” (“quer ser” [igual a ela]) para designar as meninas que imitavam seu estilo punk de se vestir. Seu sutiã em forma de cone igualmente é histórico. Ela copiou muitas estrelas do passado (Marilyn e Marlene Dietrich, para citar algumas) e hoje é bastante copiada. Madge também faz trabalhos sociais. Tem a ONG Sucess for Kids e a fundação Raising Malawi.
Com 30 anos de carreira, é considerada a 36ª maior artista de todos os tempos, segundo a Rolling Stone, e uma das “25 mais poderosas mulheres do século passado”, de acordo com a revista Time. Pelo pique que ainda apresenta, muitos sucessos virão pela frente. Essa mulher não pretende parar, e o mundo agradece.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [3/3]

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Vamos ao que importa. C-A-N-D-Y, Candy Shop! Piração TOTAL! Nas primeiras músicas é mais uma procura de um lugar bom para ver o show, já que não estávamos na frente mesmo, não adiantava ficar morrendo tanto. Por falar em frente, devo ter ficado há uns 50 metros do palco. Para ter noção, assisti ao show inteiro vendo ela e não olhando para os telões. Eu estava realmente perto, já que depois de horas, fui apertando e fiquei praticamente na grade - só uma pessoa na minha frente. O ruim é que durante o show, algumas pessoas da área VIP subiam em cima das outras e atrapalhava um pouco a visão – lógico que os xingamentos eram muitos - dos outros.
O show é simplesmente FANTÁSTICO! Todo mundo deveria, pelo menos uma vez na vida, ver um show da Madonna. Assistir ao DVD deveria ser obrigado e, se possível, ao vivo, para ver toda a potência daquela mulher.
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O primeiro bloco é energizador. Uma bala (doce) sendo fabricada e Madonna aparecendo em um trono criam todo o clima do início do show, com todo mundo enlouquecendo. Human Nature ficou massa, com Madonna cantando “Oops, I didn’t know I couldn’t talk about sex” (Oops, eu não sabia que não podia falar de sexo) e com imagens da Britney Spears pirando dentro de um elevador nos telões. Vogue para mim foi um dos pontos altos! A nova versão com samples de 4 Minutos PER-FEI-TO! (ver vídeo abaixo)
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O interlúdio com Die Another Day mostra uma Queen pugilista e querendo quebrar tudo nos telões. No começo do segundo bloco, Into the Groove apresenta Madonna pulando corda como uma menininha na escola – sem errar – e termina com Music contagiando todo mundo. Infelizmente Hearbeat não foi a melhor parte do show como eu desejava. Em She’s not me, ela se rebela contra outras versões dela mesma, e chega a beijar a Madonna Noiva de Like a Virgin. Muito engraçado ela tendo um ataque frenético no final.
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O terceiro bloco começa com Devil Wouldn’t Recognize You. É a parte mais linda de todos os shows que já vi. Ela está em cima de um piano, com um capuz preto cantando, enquanto o barulho de chuva ao fundo cria o clima, e água escorre nos telões cilíndricos ao seu redor. Morumbi calou e admirou nessa hora! Sem o capuz, Mad se mostra uma quase espanhola, entoando músicas como Isla Bonita, Doli Doli, Spanish Lesson e You Must Love Me, que também é uma das partes mais lindas! Uma banda a acompanha em parte desse bloco, e uma mulher faz a dança das sete saias.
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O vídeo polêmico e crítico da turnê dá início ao último bloco. Vilões como Hitler são contrapostos a heróis, como Obama, enquanto samples de Beat Goes On dizem: “Get stupid!” (Seja estúpido), mostrando um homem vendendo por uma pichincha o mundo, que está completamente se degradando. 4 Minutes (com o Justin nos telões) e Ray of Light (agora realmente com lights iluminando o céu de São Paulo). Like a Prayer para muitos é a melhor parte do show. Para mim, a briga é feia com Vogue, mas sem dúvidas fica pelo menos em segundo lugar. Foi espetacular!
A música escolhida pelo público foi Like a Virgin. Chocante ver o Morumbi inteiro entoando a mesma canção - "Like a virgin, touched for the very first time"! Arrepiante mesmo! E não poderia terminar de melhor forma do que com Give it to me.
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Isso tudo o que falei não é NADA do que aconteceu lá. Leia mais abaixo a cobertura do site Madonna Online que ia registrando simultaneamente o que acontecia. Fala exatamente tudo o que aconteceu!!
Na saída, aproveitei e comprei o Tourbook da Mad – lindíssimo por sinal! Compro uma água porque não agüentava mais (lá no estádio estava R$3 um copinho) e vou encontrar o Gus, às 0h30, sorrindo, bobo com tudo o que tinha visto!
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Sem dúvidas, é o melhor show do mundo!
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15 horas no Morumbi. 7 horas em pé. E nenhum arrependimento!
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Show do dia 18.12 – Minuto a Minuto:
http://www.madonnaonline.com.br/noticias/noticia_rss.asp?cod=5290
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Dica:
Assista ao DVD Confessions Tour para conhecer Madonna! É uma briga feia com S&S Tour para saber qual é o melhor show... VEJAM o teaser:


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Dica 2:
O DVD Sticky & Sweet Tour deve sair no final do ano, enquanto isso veja um possível trecho do que pode estar no DVD. Vogue:


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Observação:
Nenhuma das fotos são minhas. Eu não levei a câmera porque não ficaria muito perto, iria correr o risco de ser roubado, além de que ia acabar vendo o show pela telinha da máquina e não o espetáculo ao vivo. Não me arrependo, já que consigo fotos muito melhores pela internet, não é verdade?!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [2/3]

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Corri. Corri muito. Não tive tempo de raciocinar direito, eu só buscava um lugar com cabeças baixas, para não atrapalhar a visão na hora do show. Por sinal, nem dei atenção para uma loira pulando corda no palco. Achei um lugar bacana, há um metro da grade que delimitava Pista VIP e Pista. Procurei os companheiros de fila, chamei um para perto de mim, localizei outro de longe. Quando tudo acalmou. “Quem era aquela loira no palco? Era a Madonna?”. Todos ao meu redor: “ERA!!!”. Eu perdi Madonna ensaiando! Droga! Mas não tinha problema, logo mais veria ela novamente. São 17h, o show começa às 20h, 22h acaba... Aham!
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Começava o martírio!
Fiz amizade com mais uma galerinha ao redor, que seriam companheiros de dor de pé até o final. O céu continuava nublado e todos orando para não piorar. Parecia que nem ia encher o estádio, mas aos poucos tudo foi lotando.
Esperamos!
Esperamos mais um pouco!
Esperamos mais um pouquinho!
E esperamos!
E oramos para não chover!
E esperamos mais um tempo!
Esperamos só um tempinho!
O palco continuava coberto pelo plástico, para caso chovesse antes do show. Os técnicos arrumavam os últimos detalhes. O tempo passava e nós esperávamos.
A única distração era: ver os famosos da área VIP!
Logo o pessoal já encontrou o Rafael Augusto, do site Madonna Online. Depois, um amigo da fila pirou ao ver o estilista Alexandre Herchcovitch. Alguns dançarinos da Queen Mad apareceram no palco, filmaram a galera e sumiram. Karina Bacci foi super simpática, pousou para fotos, acenou. Paula Lima, Gabriela Duarte, Ellen Jabour também passaram perto de nós. A – lindíssima – Giane Albertoni estava (acho que) meio alta, e ficou jogando uns negócios (achei que era balinha) para o pessoal da Pista. Pena que ela não estava exatamente na nossa frente. Mais tarde fui descobrir que ela distribuía uns buttons exclusivos do camarote. Fiquei sabendo porque uma mulher – acho que famosa, mas não sei quem! – começou a dar também, eu pedi, e ela toda educada pediu para o segurança entregar um para mim! E outro amor foi a apresentadora Fernanda Young, que conversou com a galera, dizendo estar envergonhada por chegar ao show tarde (devia ser umas 20h) e ficar em um lugar melhor do que nós que ficamos lá por horas (eu, estava lá há, aproximadamente, 11h naquele momento). Ela completou dizendo que os verdadeiros fãs éramos nós. Assino embaixo!
20h. O show é para começar. Mas na verdade é o DJ Paul Oakenfold quem começa. Muita gente reclama do setlist, que é muito batido. Para mim, não tem problemas. Começa a chuviscar. “Chuva, vai embora!”. Ela obedece, e não cai mais nenhuma gota no dia. São Pedro ajudou hoje! Infelizmente o show não vai ser gravado como em Buenos Aires!
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Já tinha preparado o Gus para um possível atraso, mas não tanto – 2h! O show só começou às 22h, o horário que deveria estar acabando. Porém não era hora de ficar preocupado e sim de curtir cada segundo! Pensei muito na minha amiga Angélica, que queria estivesse lá comigo! Fiquei com dó de um rapaz que passou mal e, na hora que pulou a grade para sair, as luzes apagaram e começou a batida de Candy Shop. O coitado deve ter querido se suicidar nesse momento! Deve ter visto o show dos "canfundó" do estádio, acompanhado dos guardinhas. Morumbi no escuro. É agora que um dos meus sonhos está sendo realizado!

Sticky and Sweet Tour – Madonna – 2008:
http://www.madonnaonline.com.br/tours/stickysweet.asp
(tudo sobre a última turnê da Madonna – vídeos, fotos, curiosidades)

Informação:
Ingresso Meia Pista – R$168

Teaser da Tour:
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Ps.:
As fotos são do Morumbi, mas não são do dia 18, do show que eu assisti, mas óbvio que estava idêntico!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [1/3]

Hoje é um grande dia! Vou ao meu primeiro show da Dancing Queen – Madonna Louise Veronica Ciccone, para mim, Queen Mad! O bom é que a minha ansiedade não se reflete no meu sono, e tive uma noite que recarregou todas as minhas energias.
O coitado do Gus acordou cedo, mais que o normal, para me levar mais ou menos até o local do estádio. Enquanto eu passaria o dia na fila, ele ia trocar parte da nossa grana e encontrar uns amigos. Combinamos que ele me buscaria à noite, desci no local que ele me indicou e segui as indicações. Facilmente cheguei ao Morumbi. Enorme! Logo vi um banner gigante indicando os portões de entrada. O meu era o Portão 4. O outro que dava para a pista era o Portão 2. Uma menina me confirmou o caminho até a entrada e lá fui eu. Andei, andei. Fui contornando o estádio pela esquerda, passei pelo meu portão e nem vi, quando me dei conta tive que voltar, e qual não foi minha surpresa: a fila estava minúscula! Eram 9h.
Cheguei já confirmando se era aquela a fila, tamanho o meu descrédito. Felizmente era! O motivo? Como eram dois portões para a Pista, o pessoal da Times for Fun (F***, na verdade) tinha vendido todos os ingressos do Portão 2 (onde a fila estava gigante) para só depois vender o do Portão 4 – por isso a minha estava menor. Para piorar, disseram que o palco estava do lado sul do estádio, mais perto da entrada do Portão 2. Ou seja, o outro pessoal ia tomar a frente toda. Em mais um momento de felicidade, quando entramos descobrimos que era preciso dar uma volta para chegar à pista, e que nessa volta, nós estávamos mais perto! Mas depois volto nessa parte.
Antes é bom dizer que o dia estava realmente nos ajudando. Apesar de todos os dias terem chovido em SP, no dia do show o céu ficou nublado a manhã inteira, nos protegendo do sol. À tarde, o céu abriu um pouco, mas o estádio já fazia sombra!
Voltando a falar do pessoal da fila, muita gente acha que não tem porre maior do que ficar horas numa fila para ver um show de longe e apertado. Sobre a fila, posso dizer que é um dos melhores momentos! Fazer novos amigos, conversar sobre várias coisas, principalmente sobre o artista do show, no caso Madonna!, e ainda no caso de um grande show, como foi o dela, ficar se divertindo com as figuras que amam chamar atenção da imprensa, dando entrevistas, cantando, etc.
Não sou uma pessoa que faz contato facilmente, mas nesse dia dei sorte de já encontrar um grupo super bacana e comunicativo. Muita gente de São Paulo, mas também tinha gente do Rio e de Belo Horizonte no grupo. No final, já estávamos em umas 15 pessoas, tirando outros que trocamos algumas palavras. Ficamos exatamente de 9h às 17h na fila.
Tinha uma mulher que tinha visto parte do show no Rio de Janeiro, dia 15, onde a Madonna caiu e um toró encharcou todo mundo! Tinha o Edy que foi no show da Madonna em 93 – The Girlie Show – e quando viu uma “loira baixinha” no palco gritando “bunda suja”, perguntou quem era aquela louca xingando todo mundo! Hahaha
Lembro de cada um que passou aquela tarde na fila comigo, mesmo que tenha esquecido o nome ou perdido o contato. Em janeiro vim descobrir que cheguei a aparecer por um segundo no programa da Ana Maria Braga – Mais Você – com o André e o Edy na fila. Este último, por sinal, era a maior figura, não podia ver uma câmera que já ia abrir seu pôster e pular! Foi no celular dele que consegui falar em casa pela primeira vez. Bem, fomos filmados por várias pessoas, mas só achei esse vídeo.
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Vídeo - Show da Madonna no programa Mais Você, da Ana Maria Braga
PS.: Eu apareço sentado no chão em 03:23 - é exatamente um segundo.
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Quando os portões abriram para entrar no estádio, foi a hora que nos perdemos. Não dava para esperar, saí correndo para pegar um bom lugar...
Naquela tarde, literalmente pessoas passaram (entraram e saíram) pela minha vida. E sempre serão lembradas em uma das melhores tardes da minha vida!
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Besteira Nada a Ver
A Ana Maria realmente ama a Madonna, olha o mico que ela pagou um dia no programa dela:

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O relato da saga por um ingresso

Não posso dizer que sou um fanático pela cantora Madonna, nem mesmo um fã, acredito eu. Dizer que gosto dela, em contrapartida, soa muito pouco e superficial. Posso afirmar que sou um Grande Admirador do seu trabalho e de sua pessoa.
Conheci-a mesmo no ano de 2005, quando lançou o CD Confessions on a Dance Floor. Não me esqueço do dia em que ouvi a música que despertou essa atração em mim por ela. Sabia que Madonna era famosa, bem reconhecida, já havia ouvido algumas coisas, mas nada demais. Quando vi que lançara o novo CD e que uma música sua estava no topo das paradas – Hung Up -, resolvi baixar e ver se era tão bom assim.
É bom ressaltar que sempre tive uma criação televisiva e não musical. A música entrou na minha vida mais por influência da minha amiga Angélica, no 1° ano do Ensino Médio. A partir de então, trilhei minha particular história musical.
O dia era atípico, estava no computador há algumas horas, já meio estafado mentalmente, e o download acabara de terminar. A tarde aos poucos se tornava noite, e uma escuridão começava a entrar o quarto. Quando ouço a música pela primeira vez algo mexe dentro de mim. Achei um pouco estranha, muito diferente de tudo o que tinha ouvido. Assumo que não a considerei a “melhor música da minha vida” na primeira audição, mas esse momento nunca saiu da minha memória.
Desde então venho acompanhando o trabalho dela, mas só nesse último ano minha relação de proximidade aumentou. Passei a ler o site Madonna Online sempre que possível (quase todo dia) e me inteirar sobre sua carreira (o que perdi em todos esses anos) e sua vida.
As notícias de que ela viria ao Brasil me deixaram super animado e ansioso. Quando foi confirmado, no dia 19 de agosto, comecei a imaginar todo o show na minha cabeça. O CD Hard Candy é muito bom e, como ela sempre se supera, um espetáculo melhor que o Confessions Tour seria absolutamente perfeito. Sticky & Sweet Tour – seria meu primeiro show da Madonna?

É aí que a saga começa e é preciso numerá-la para mostrar o tanto que a luta foi feia:

1 – Dia 20 de agosto – fiz um cadastro, assim que ficou disponível no site da Tickets for F*** (era Fun, mas não teve nada funny), que teoricamente serviria para facilitar a venda dos ingressos. Descobriu-se depois que não servia para coisa alguma.

2 – Dia 03 de setembro – assim que o dia 02 virou 03, começou a venda de ingressos para os shows de São Paulo e minha luta para conseguir um lugarzinho ao sol (e à lua) no Morumbi. O show do dia 18 (ideal para mim) só podia ser comprado por cartões Bradesco ou American Express, que não consegui de jeito nenhum, ninguém tinha. Mas para felicidade geral, o show do dia 20 poderia ser com qualquer cartão. Fiquei acordado até as 3h sem conseguir sair da mesma página no site, completamente congestionada. Resolvi dormir, ninguém no Orkut estava conseguindo comprar, muito menos o tão desejado VIP. Às 6h levantei de novo, com o propósito de tentar comprar de novo no site e esperar o Center Call funcionar às 8h. Depois fiquei sabendo que às 6h já funcionava e ninguém havia sido informado. Não fui para a aula, perdi meu tempo e a minha noite, me estressei, e não consegui absolutamente nada. Fiquei muito frustrado.

3 – Dia 14 de setembro – depois de a esperança ter sido reacendida durante esse período pelo fato de ter sido incluído mais um show (no dia 21 de dezembro), a luta recomeçava às doze badaladas. Com o Center Call funcionando de madrugada e várias pessoas com seus ingressos, conseguir falar foi bem mais fácil. Aproximadamente 1h20 fui atendido. Na loucura da hora, consegui uma proeza! Assim que a vendedora atendeu, perguntei se tinha Meia Pista, porque VIP tinha acabado (em menos de 1h30!), e ela disse que sim. Continuamos conversando até começar a fazer a compra. Subentendi que ela estava comprando meia e como não estava com o site aberto para confirmar os valores, fechei a compra. Pista Inteira! Quando olhei no site já era tarde, e bem que achei o valor meio alto para Meia Pista. O que fiz? Liguei de novo, rapidinho fui atendido, e comprei finalmente a Meia Pista. Tudo com o cartão do meu tio.

4 – Dia 19 de setembro – eu tinha sete dias úteis para cancelar a compra da inteira. Depois de uma semana ficando no mínimo 30 minutos no telefone (interurbano, deixe-se claro) sem ser atendido, na sexta consegui cancelar a inteira. Meu tio teria o valor restituído no seu cartão em 30 dias!

5 – Dia 30 de setembro (mais ou menos, só sei que era terça-feira) recebo uma ligação da Tickets For F***. A vendedora dizia que o cartão do meu tio não tinha passado a meia, pois assim que a inteira foi debitada, estourou o limite do cartão. Ela disse que meu ingresso estaria reservado e que era pra eu ligar no dia seguinte para ver se comprava com outro cartão. Como não consegui nenhum, não liguei. Fiquei esperando o valor ser restituído ao cartão e meu tio pagar a fatura. Só me restava ter paciência!

6 – Dia 21 de outubro (terça-feira) meu tio pagou a fatura e o dinheiro havia sido restituído na sexta-feira anterior, ou seja, praticamente os 30 dias. Poderia, enfim, comprar a meia! Liguei na empresa e depois de uns 40 minutos fui atendido. A funcionária me informou que não tinha ingresso reservado. “Como assim?” Tudo bem, pode ser porque não liguei no dia que a outra mulher pediu, ou porque demorou muito. “Tem outros ingressos?”. A resposta foi positiva. Alívio! Na imprensa tudo dava como esgotado. Porém, ela não poderia fazer a compra, tinha que ser outra repartição. Lá vai mais 40 minutos. Perdendo o trabalho, diga-se de passagem. Depois de quase 2h ao telefone (interurbano, reitero), desisti e fui trabalhar. Eram 3h30 quando cheguei ao estágio, meu horário de entrar é às 2h.

7 – Dia 22 de outubro – lá ia eu ligar de novo, quando vi que no site da Ticket Master começou a vender também. Resolvi comprar por lá, mais prático. Meu tio estava em casa e compramos. Para escolher a forma de entrega, eles pediam o CEP para ver as maneiras disponíveis para a localidade. Apareceu Will Call (oito reais) e Sedex (26 reais). Óbvio que escolhi a mais barata. Entretanto, depois da compra fechada, fui ver escrito: “Will Call – retirada na bilheteria”. Não é possível! Fiz burrice mais uma vez! Mas como aparece a bilheteria (em São Paulo) disponível se eu moro em Brasília? Mas estavam entregando nas lojas Renner daqui... Tive que ligar mais uma vez... 30 minutos depois me atendem e me informam que realmente podia pegar nas Renner. Graças a Deus! Que alívio! Quase morro do coração! Mas havia outros poréns. 1 - "Prazo: 1 dias" – não é possível que seja só um dia! E não era! 2 - Recebo o email de confirmação com o nome “Eduardo Mendes de Oliveira” e o nome do meu tio é “Eduardo da Silva Mendes”. Outra burrice na hora da compra! Quando fui trocar meu nome pelo dele, mudei errado e nem ele, nem eu vimos. Será que realmente poderia retirar o ingresso na Renner? Do jeito que a minha sorte anda de greve... Será que esse "1 dias" tem importância? No site dizia que era até 1h antes do show... Será que o nome errado do meu tio iria prejudicar algo? Só Deus saberia!

8 – Dia 23 de outubro – meu tio vai buscar o ingresso e... Adivinha? Deu certo!!!!!!!! Aleluia! Depois de um mês e 20 dias finalmente consegui comprar meu ingresso para o show da Diva Queen Madonna! Que felicidade!

Deus é realmente perfeito! Apesar de achar que Ele não queria muito que eu fosse para esse show, Ele é misericordioso, e se algo tem que ser feito, que seja bem feito! Não poderia ser melhor! (Bem, um VIP não cairia mal, mas nada de cuspir no prato!).
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Agradecimento especial: ao meu tio Eduardo Mendes, por ajudar o sobrinho a realizar um sonho!


Madonna na Sticky & Sweet Tour - Brasil? Estarei lá!