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quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

SP - Segunda (10/11)

São Paulo é uma cidade bem diferente de Brasília!
Essa não é uma constatação nova, já que muitos brasilienses que conhecem SP, e muitos paulistanos (acertei?) conhecem BSB, e concordam.
A "cidade do trabalho" (clichê!) é uma cidade que vibra. O clima (sensação) é diferente.
Fisicamente nem é preciso dizer: em SP não há espaços vazios, ao mesmo tempo em que é uma cidade aberta - ao imigrante, às diferenças e aos mochileiros também. Em BSB não se vêem tantos prédios gigantescos em uma única avenida. E me informaram que na Paulista ninguém olha na sua cara, nem te dá informações.
Na manhã de segunda, depois do café da manhã (delicioso!), peguei minhas coisinhas e fui andar pela Paulista mais uma vez (amei o lugar!) até dar a hora de ir.
Sobre as informações? Não tive problemas, me informaram qual ônibus ia para Congonhas, de qual lado passava, e o que mais quis saber.
Na noite anterior tinha visto um sebo, então voltei lá para ver se achava algo interessante. Acabei comprando o CD American Life da Madonna, acho que 18,90. Preço bom.
O resto da manhã foi caminhando de um lado para o outro. De banca de revista em banca, olhando e pensando na vida.
Peguei o ônibus por volta das 11h30 para ir para o aeroporto. Andar de avião? Também seria a primeira vez!
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Aeroporto de Congonhas
Após 1 hora no ônibus, desço na parada do aeroporto. Fui logo fazer o check-in, rápido e fácil até, pena que não tinha mais janela!
Andei pelo local. Liguei para meus pais. Fiquei na única livraria do local até dar a hora. No Aeroporto JK de BSB tem muitas lojas, e inclusive um cinema. Bem diferente de SP, achei bem sem graça o local.
A viagem de avião foi bem tranquila. Adorei, mas foi bem mais normal do que imaginei. Podia ter tido uma grande turbulência e tal, mas não houve nada demais. Na decolagem me deu vontade de rir, é realmente rápido, e ver tudo lá de cima é bem legal.
Fiquei lendo nas quase 2h de vôo, tomei uma coca-cola e não comi (era lombo a refeição servida).
Assumo que foi bem legal ver a minha cidade maravilhosa de cima. Ver o Lago Paranoá, a Ponte JK... A tarde estava bem encoberta, chuviscando um pouquinho.
Apesar da ótima estadia em SP, estava de volta à minha casa! É tão acolhedora a nossa terrinha natal!
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São Paulo é uma cidade bem diferente de Brasília!
Cada uma tem suas qualidades e particularidades.
Se trocaria BSB por SP? Preciso conviver mais com a outra cidade para responder!

SP - Domingo (09/11) [2/2]

Tarde
O amigo do Gustavo - Rogério - nos encontraria na Catedral da Sé.
Pegamos uma condução perto da casa do Gus e fomos para o centro. Uma coisa que fiz a viagem inteira foi tentar me localizar - "estou em qual zona?" (no bom sentido) -, e o santo do meu amigo que teve que aguentar e responder a cada km.
Chegando no Centro, passamos pelo Viaduto do Chá e acho que Santa Efigênia também, mas só passagem mesmo. Demos uma rápida parada no Teatro Municipal, para rápidas fotos - eu já ouvi falar muito do perigo do centro, então não queria dar muita bandeira por lá, ainda mais que estava com a minha mochila com todas as minhas coisas.
Do lado do teatro há uma pracinha onde as estátuas estão com bóias (já tinha percebido isso na Avenida Paulista, por causa de uma estátua na frente do Parque Trianon) - uma forma de pedido de salvação aos monumentos da cidade.

Foi no Vale do Anhangabaú, onde vi a Prefeitura, os Correios, etc, que constatei que essa região tem muitos mendigos! Eles, infelizmente, deixam o local mais suspeito e feio realmente. Isso porque lá tinha tudo para ser um dos lugares mais "sociais" da cidade, onde em um fim de semana as famílias pudessem passear com as crianças pelas ruas, onde não transitam carros, sem perigo! Uma pena que não é assim!

Vi o Edifício Banespa (fechado), passei por uma parte cheia de bancos e casas de câmbio. Muito legal andar pelas ruazinhas com prédios grandes dos dois lados.

E então chegamos na Catedral da Sé, onde tem também o Marco Zero, de onde se pode ir para qualquer lugar do país e onde o CEP é 00.000-01.

Tive o prazer de conhecer o Rogério enquanto andava por dentro da Catedral, olhando os vitrais, que são uma parte dos monumentos que gosto de observar.
Próxima visita foi o Bairro da Liberdade, que é logo do lado! Aliás, no Centro achei tudo muito perto. Lá é um clima muito legal, tipo uma feirinha, com todo mundo andando pelas ruas, comendo muitas coisas que pareciam deliciosas, já que não quis experimentar. Bem, tinha umas bem estranhas também!
Demos uma voltinha e refizemos o caminho de volta. Já com o Rogério, passamos pelo Monastério de São Bento, que só havia visto de longe. A igreja é muito bonita também!
Nesse período, sempre que via um orelhão tentava ligar em casa, já que meus pais iriam para o culto - eram quase 18h. Finalmente consegui em um no Vale. Falei correndo com minha mãe, para não gastar o cartão de telefone. A próxima ligação que faria seria na segunda, no aeroporto. Quando cheguei em casa fui saber que, por ter falado rápido, ela achou que eu tinha sido assaltado!
Não fui, mas quase! Só Deus mesmo para me proteger!
Continuamos a volta, passamos pela Galeria do Rock (também fechada), vi os cinemas privês (por fora - Aqui em Brasília não tem tão descarado assim, pelo menos nunca vi). Quando passávamos mais uma vez pelo Teatro Municipal, um grupo de uns 5 pivetes nos abordaram.
Três foram em cima do Gus, e outro em cima do Rogério. E eu? Graças a Deus ninguém me pegou pelo braço. Repito: estava com tudo! Passagem, dinheiro, câmera, celular...
Começaram a atravessar a pista e eu pensei: "Vou ou não vou?". Virei para o outro lado, e três meninas do grupo vinham perguntar as horas - acho que para ver meu relógio. Respondi rápido e fui na loja do outro lado pedir ajuda ao guardinha, que respondeu: "Pede para seus amigos entrarem na loja!". Aham! Eles estão sendo assaltados e vou lá chamá-los na frente dos bandidos!
Nessa hora, os pivetes já cumprimentavam o Gus, que deu uma de bravo e cidadão lutador - tem que falar gírias e dizer que trabalha o dia inteiro, etc. - e acabou não dando nada para eles, mesmo sendo ameaçado de levar facada ("Não me mostraram faca nenhuma!"). O Rogério, ao contrário, acabou ficando sem o celular e o relógio caro!
Droga! Por um lado fez eu ficar mais apreensivo quanto à cidade, tirar fotos, etc., mas não aumentou nenhum tipo de preconceito não. Ando em São Paulo, com cautela, claro, mas sem problemas. E ainda recomendo!
Voltamos a pé mesmo para a Paulista, meio assustados, meio chateados, meio aliviados...
As meninas nos encontraria no metrô um pouco depois para comer uma pizza.
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Noite
No metrô conheci a Manu (um amorzinho!), a Vana (outra querida!) e reecontramos a Lu. Indo para a pizzaria, o Gus, que conhece todo mundo, reconheceu o André (um dos Andrés da comunidade) com suas amigas. Só nos cumprimentamos - ele não me reconheceu na hora - e fomos comer pizza. Lá estava o Ale (um cara super gente boa também!).
A noite foi bem agradável, pena que o Rogério não pôde ficar, e pena que não durou muito. Conversamos, comemos (eu fui o único a não comer os pedaços inteiros.. rsrs) e depois passamos numa padaria 24h... Bem cheia e já eram umas 21h, não sei... O pessoal comprou sorvete para tomar na casa do Ale.
Já eu, tinha ligado para um hostel que ficava lá perto da Avenida mesmo (Pousada dos Franceses - na Rua dos Franceses) do celular da Lu (obrigado!) na pizzaria mesmo, e tinha reservado meu lugarzinho lá. Então na padaria só comprei um picolé, me despedi de todos, pois não veria mais ninguém no dia seguinte, e fui a pé para o hostel.
Achei sem dificuldades o local, ainda mais porque a cada esquina perguntava se estava no caminho certo. É um pouquinho pra trás da Avenida, mas nada longe.
Seria o meu primeiro hostel. Cheguei, fiz o cadastro, fui apresentado ao hostel, arrumei minhas coisas e já fui tomar banho! Como queria um banho quentinho! Depois só comi umas besteiras em frente a TV e fui dormir.
O lugar era bem legal, arrumado, limpo. Recomendo!
No dia seguinte voltaria para Brasília, era minha última noite em São Paulo.

SP - Domingo (09/11) [1/2]

00h20 - Credicard Hall
O show começou no sábado e acabou no domingo!
Na saída eu estava acabado, super feliz, sem acreditar no que tinha acabado de viver... Minha camisa estava completamente encharcada e eu só precisava de uma água - R$3!!! (um copo maiorzinho, não uma garrafa)...
Sentamos, eu, Matheus, Sandy e Thiago, no meio-fio e começamos a compartilhar as sensações daquela noite, os melhores momentos, o que não foi tão bom (o microfone da Kylie que em alguns poucos momentos falhou, mas teve gente que nem percebeu), e etc.
Lu (querida! e preocupada) me manda uma mensagem: "Bruninho! Como tah o show? To no show do skank! Tah otimo!! Bjs lucia". Eu respondo: "Oi Lu, o show acabou, vou ver o q faço. De boa, bjus".

E agora? Onde vou dormir?
O Thiago também estava no mesmo dilema - perdido! Resolvemos ir procurar um lugar onde dormir, já que os guardinhas expulsaram todos para fechar o Credicard...
Nos despedimos do Matheus e da Sandy (que iriam pegar um táxi para o hotel deles) e fomos andar pelas ruas de SP.
O primeiro que tinha visto estava lotado. O segundo também. O terceiro idem. O quarto igualmente.
Um cara disse que tinha um na direção que estávamos vindo, e disse para a gente acompanhá-lo para mostrar. Desconfiamos. Na mesma hora um homem de carro do outro lado chamou a gente dizendo que tinha um do lado oposto. Ele falou que era não era para ir com o outro, mas ofereceu carona. Lógico que também não aceitamos. Ele disse um "ok" e foi embora. Mas estava certo. Logo achamos um hotel com vaga.
Só foi tomar banho (quente!) e desabar!


08H30 - 14h
Acordamos e já saímos, estávamos sem nada, nem escova de dente. Queria comprar um cartão telefónico para ligar para alguém, para ver para onde ir. Na padaria que parei, não tinha, mas o senhor ofereceu o telefone para eu ligar. Que coisa! Não achei que encontraria isso em SP!
Aproveitei para comer um pão de queijo delicioso.
Liguei para a Joici, mas ela disse que estava em Santo André e era para ligar para o Eber ou para o Gus. Liguei para este último. Não atendeu.
Fui deixar o Thiago na estação de trem/metrô para Guarulhos, onde ele mora. Lá consegui comprar o cartão. Me despedi do Thiago que havia sido muito gente boa comigo nas últimas horas (e é até hoje), inclusive dizendo para ligar para ele qualquer coisa (obrigado!).
Dessa vez consegui falar com o Gus que pediu para eu pegar o metrô e descer em Campo Limpo. Lá ele me pegou e fomos para sua casa.
Pude tomar um banho relaxante, dar uma olhada na internet e descansar o resto da manhã.
Fizemos (ele fez) um almoço típico de solteiro - batata frita e nuggets -, bom por sinal. E estávamos programando com o resto da galera o passeio da tarde.

Destino: Centro de São Paulo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

SP - Sábado (08/11) [2/2]

A manhã e a maior parte da tarde tinham sido muito boas, apesar de conforme a tarde ia avançando a minha tensão aumentar.
Lu ficou no meio do caminho para o Credicard. Ela iria a um show do Skank a noite também e foi muito atenciosa ao dizer que se precisasse de algo era pra chamá-la - mesmo estando do outro lado de SP!
Gus e eu seguimos. A viagem de ônibus demorou uns 45 minutos! Chegamos no terminal e fomos dar uma volta por perto para ver se achávamos algum lugar para eu passar a noite.
Andando um pouco encontramos um hotel/motel que cobrava R$40 a pernoite, mas tinha que pagar adiantado. Como eu ia encontrar um amigo, talvez ele soubesse de algo mais rentável e seguro, então resolvi não reservar e ir direto para a casa de espetáculos. Qualquer coisa haviam outros hotéis por perto, segundo o Gus. No caminho para o Credicard conversamos, enquanto ele nos guiava.
Eram 17h quando chegamos! Antes de ir para SP pensava em chegar às 9h. Quando soube que iríamos ao Ibirapuera, quis chegar lá por volta das 14h. Aham!
A fila já estava longa, devia ter pelo menos umas 200 pessoas na minha frente. Outro problema: estava com minha mochila nas costas (não sabia onde ia dormir e para aonde iria no dia seguinte), e descobrimos que lá não tinha lockers, ou algo do tipo. Como ver um show com uma mochila daquela! Iam acabar me roubando, tirando que ia ser super desconfortável.
Mais uma vez o salvador Gus agiu e se ofereceu para levar minha mochila. Obrigado! Peguei o necessário e ele partiu para sua casa.
Assim que cheguei na fila, outro Bruno, com sua mãe, também se enfileiraram e já começamos a conversar. Os dois foram muito prestativos e simpáticos - pena que perdi contato, tenho que ligar para ele depois. Boa companhia na espera até às 20h - quando o portão abriria. Logo, formamos um grupão de umas 8 pessoas.
Meu amigo Matheus, que havia conhecido a poucos dias na comunidade da Kylie, estava a caminho do Credicard, com a Sandy. Outras pessoas adoráveis, que alegraram minha espera das 20h às 22h20 - quando o show começou.

Não comentei até agora, mas o show era da cantora Kylie Minogue!
A conheci no seu último álbum "X". Tinha umas músicas, mas não ouvia muito. Mas, coincidentemente, estava me viciando em suas músicas quando soube que ela faria um show no Brasil. Havia até apresentado uma música dela em um trabalho de inglês.
Não poderia ter sido em melhor momento! Era a primeira vez que ela vinha à América Latina.

Conhecer meus amigos + ver show de KYLIE MINOGUE! = Não tem como não ir para SP!

Depois de muita espera, meu pé estar doendo já, e estar lotado o Credicard - pelo menos a pista, as outras partes encheram na hora do show -, um DJ aparece para começar a aquecer a galera. Nada demais. As músicas que mais animavam eram justamente as da Kylie.

Quase 22h30, finalmente:


Lights flashing
Sound clashing
Mind blowing
Body rocking
Eyes locking
Lips touching
Hearts pumping
Pressure rising
Breath taking
Rump shaking
Music makes you lose control
Playing on your SPEAKERPHONE
Track repet go on and on!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SP - Sábado (08/11) [1/2]

Um dia de muitas emoções!

Ibira para os íntimos. A programação do dia começava lá. Acordamos, nos arrumamos e partimos. Tati teve que ir para faculdade de novo. Rafa programou seu GPS (que não tem uma boa fama, Joici que o diga) e fomos buscar o Eber. Até o aparelho funcionou, a “casa do Boss” ficava a apenas uma rua de distância do que o GPS dizia. De lá fomos procurar o Parque do Ibirapuera.
Acho que quando o Rafa decidiu desligar o GPS achamos mais facilmente (haha). A Lu – a única que podia ir – nos encontraria mais tarde, já que ela mora perto do parque, e só não foi mais cedo porque tinha tarefas domésticas a cumprir. Andamos, conversamos, nos divertimos. Como o Rafa estava com sua máquina potente, eu nem tirei fotos direito com a minha. Foi uma manhã muito agradável!
Mais para o final da manhã, depois de ter rodado boa parte do parque e ter estado nos últimos minutos à beira de um dos lagos conversando, vendo o Eber alimentar os patos com Amendupã de pimenta mexicana (rsrs) e comendo também, a Lu resolveu aparecer. Fomos buscá-la na entrada 6 (se não me engano) e a reconheci de longe. A japa querida! (chamada de falsificada por uns - se é ou não, não importa, amo-a! hehe). Um amor de pessoa!
Resolvemos ir a um Centro Cultural (passamos por ele na ida), porque o Eber queria ver se encontrava uns livros. O Gus nos esperaria por lá. Quando pensamos que não - mais chuva em SP! Tentamos nos abrigar, mas mesmo assim ainda deu para molhar. E a chuva só foi para isso mesmo, porque logo parou.
Rodamos um pouco e conseguimos achar o bendito lugar de novo. Já eram aproximadamente 14h, ninguém tinha almoçado. Esse era o horário que eu tinha planejado para chegar (no máximo!) no Credicard Hall, para o show de mais a noite. Começava a me dar um leve nervosismo. Para piorar, não sabia onde iria passar a noite. Na casa do Rafa, antes de dormir, pesquisamos uns hostels, mas todos longes do Credicard.
Eber pesquisava os livros com o Rafa, enquanto eu, Gus e Lu tentávamos pensar numa solução. A hora passava. O pessoal resolveu ir embora - o Eber não achou o que queria. Havíamos tentado usar a internet, mas tinha que fazer um cadastro e esperar a hora livre (às 16h!).
Fomos para o carro, mais uma vez, agora com a presença do Gus. Tentei ligar para uns hostels. Consegui um - R$30. Mas só o táxi para chegar lá era mais R$30. Não daria mesmo! O anjo Gustavo disse que me levaria ao Credicard e, como ele já morou lá por perto, me mostraria uns hotelzinhos fuleiros, mas que dá para dormir - se eu não me importasse. Claro que não! Nessa altura do campeonato toparia qualquer coisa. Eu só precisava ter um ponto de segurança.
Eu, Gus e Lu ficamos na Av. Brigadeiro (acho eu) para pegarmos o ônibus (Lu desceria no meio do caminho), os outros se foram. Detalhe: isso depois de rodar um tempão procurando o caminho para casa! GPS não servia para nada. Outra chuva tinha recomeçado. Uma coisa só. E a hora passando!
Pegamos o ônibus. Próxima parada: Terminal Santo Amaro (se não me engano mais uma vez!).

Questão pessoal: Assumo que fiquei um pouco assustado essa tarde com a possibilidade de ficar sem ter aonde dormir. Tentava me convencer que não seria nada demais ver o dia amanhecer em alguma parada por aí. E conforme a hora ia passando, eu ia ficando mais tenso. Essa possibilidade me fez mais tolerante a contratempos - um pouco ao menos! E percebi outras coisas pessoais que precisaria adequar na minha vida.

Não temos o controle de tudo! E nem tudo sai como queríamos!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

SP - Sexta-Feira (07/11)

Finalmente conhecia São Paulo. O que sentia, nas primeiras horas da manhã, era ansia de descobrir aquela cidade. Ao adentrar os limites da metrópole, uma passageira anunciava: "passamos pelo Tietê". Já? Nem senti o odor fétido de suas águas. A lenda é maior do que a realidade. Parece que realmente estão tentando despoluir. Se for, está fazendo efeito. O cheiro é totalmente suportável. O rio da Marginal Pinheiros me pareceu mais fedido. Contudo, não sei como fica em dias de calor insuportável.
No caminho à rodoviária, vi muito lixo nas encostas das rodovias. Fiquei um pouco enojado da cidade, mas não me deixei levar pela primeira impressão. Tudo era muito diferente. À minha esquerda, o Tietê passava um pouco mais ao longe. Rodamos um pouco e paramos finalmente. Não eram nem 10h - horário combinado com Joici e Eber.
Desembarquei e não vi ninguém, resolvi sentar no Bobs para esperá-los. Liguei para ela, mas não atendeu. Logo retornou a ligação e disse que estava na rodoviária já. Reconheci a Joici de longe e fui a seu encontro. Quão querida ela é! Fiquei sabendo que Gustavo também estava a caminho. Sentamos a espera deles.
Eber não tardou a aparecer, com o guia Quatro Rodas Brasil debaixo do braço. Ficamos conversando sobre os últimos acontecimentos mochileiros, e eis que Gus também aparecia, tranquilo como sempre. Iríamos à Decatlon - uma super loja de esportes, que morria de vontade de conhecer (não tem em BSB). Conversamos, vimos várias coisas, aprendi outras. Terminamos a manhã no Center Norte, tomando sorvete do Mc.
O almoço seria na Avenida Paulista, com o Rafael. O boss (Eber) tinha que sair para resolver questões literárias com Verônica. Nós três voltamos à rodoviária, conferimos alguns preços de passagens para o mochilão de dezembro, e fomos pegar o metrô. O Metrô!
Meu Deus! Quando descemos do primeiro, para fazer uma conexão, tivemos até que pedir informações, porque são muitos metrôs, muitos destinos, muitas pessoas. Os metrôs são de andares! Em Brasília só tem um metrô que vai (da rodoviária à um destino) e um que volta, com apenas um ponto de conexão. Na minha cidade ainda nem chegou. Porém, chegamos sãos e salvos.
O almoço, no Bobs - mais barato -, foi muito agradável. Conversamos mais, nos conhecemos mais. Rafael é muito animado, no começo não foi uma empatia (ao menos da minha parte) 100% imediata, mas isso não duraria até o final da tarde. Demos uma volta na Av., e ele teve de voltar ao trabalho - alguém precisa!
A Avenida Paulista é gigante, bonita, moderna, cheia, aberta, diversa, receptiva... Não há nada parecido em BSB! Os enormes prédios realmente impressionam. Fnac, MASP (por fora), Parque do Trianon, feirinha, e conversa no café do McDonalds. Gus não demorou ir embora. Restamos Joici e eu.
Rafael sairia às 18h, mas acabou saindo meia hora depois. A coitada da Joici não queria arredar o pé. A chuva começava a se mostrar para mim. Encontramos o Rafa e ela pôde ir para casa. Ele estava de moto, precisaríamos esperar a chuva passar, o que só aconteceu (diminuiu bastante) às 22h. Enquanto isso, fui apresentado a uns shoppings, uma academia que custa R$300 (pago R$40, achando caro!) e ficamos no notebook dele, conversando com outros mochileiros.
Quando deu, subimos na moto e partimos. São Paulo. Noite. Trânsito lotado. Moto. Carros. Chuvisco. Estava conhecendo a cidade mesmo. No trajeto até a casa do Rafa, vi alguns lugares - cemitério, estádio, PlayCenter - e senti a emoção de ser um "motoboy". Graças a Deus não aconteceu nada! Foi uma sensação muito boa realmente!
Trocamos a moto pelo carro e fomos buscar a Tati, namorada dele, ao som de grupos espanhóis, para já ir treinando, como o El Arrebato (acho que é isso) e outros - muito legal! Ainda mais eu, que adoro música em espanhol. Voltamos para casa, comecei a procurar uns albergues para o dia seguinte, tomei um banho renovador e fui dormir.
O dia seguinte seria de muitas emoções!

Foto: Gus, minha mochila e Joici

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

SP - Quinta-Feira (06/11)

O começo do dia foi como qualquer outro. Fui para a universidade, mas a aula acabou mais cedo, pois não houve uma apresentação de um grupo. Almocei e fui para o estágio. Saí às 17h, depois de uma tarde cheia, com o propósito de ter tempo suficiente para me arrumar e ir para a rodoferroviária.
Assim que cheguei em casa, arrumei o que faltava na minha mochila – lanches e outras coisas que minha mãe havia comprado no almoço –, que acabou ficando um pouquinho pesada para o tanto de coisa que levava (deve ter ficado perto dos 5 kg, mas só levava dois pares de roupas e outras “cositas más”).
Enquanto fazia a barba e tomava banho, meu pai voltava de Brasília para me pegar e voltarmos para lá. Ele passou a tarde toda tentando conseguir uma passagem de avião para eu voltar de São Paulo. Eu só queria se ele conseguisse promoção de uns R$150. Ele comprou, quando vi o papel estava R$300, mas ele disse que tinha conseguido desconto. Hoje sei que custou mais de R$200. Se eu soubesse não tinha deixado, mas a passagem já estava comprada. Era só aproveitar agora.
Quando ele chegou (atrasado), ainda fomos onde minha mãe trabalha, para eu pegar uns documentos e me despedir dela – no almoço tinha me despedido da minha avó, e no sábado do resto da família. Tudo muito rápido, às 18h05 estávamos saindo do Gama. O ônibus partia às 18h30, e são uns 35 km de distância.
Chegamos correndo, às 18h25(!), comprei mais uma água e um salgadinho para trocar o dinheiro e embarquei. A despedida foi rápida. Melhor assim, não gosto delas, são muito tristes, prefiro um abraço rápido, um “vai com Deus. E até logo!”. Virar as costas e não olhar para trás. Foi mais ou menos assim.
O ônibus da Real Expresso (R$136 – 15h30 de viagem) partiu às 18h38.
A noite foi longa. Às 19h já estava escuro, então não dava mais para ler. Era olhar para a janela, cochilar ou ouvir música. Comecei olhando o tempo passar. Depois comi um pouco. Ouvi música. O ônibus parou em Valparaíso – Goiás, mas ninguém embarcou. E fomos indo. Como não tinha nada para fazer, tentei dormir. Até o sol amanhecer, foram só tentativas.
Rodamos, rodamos, rodamos. Paramos em Catalão, devia ser umas 23h, e começou a cair uma forte chuva. Minutos depois partimos. Em alguma cidade trocamos de motorista (era Uta... alguma coisa, acho eu). Devemos ter feito umas quatro paradas durante a noite toda. Mal dormi. Cochilava. Tentava dormir de lado, mas como era um ônibus convencional, não abaixava de todo, e os pés ficavam para baixo, o que para mim foi o pior.
Por volta das 9h50, eu chegava na Rodoviária do Tietê, em São Paulo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ai ai.. ai ai ai ai ai... Está chegando a hora...

Amanhã, por volta das 10h, estarei chegando em São Paulo!

Não vejo a hora...
Não sei nem o que escrever...

Vou tentar postar algo de lá mesmo, mas caso não dê, na volta saberão de tudo!!