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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [3/3]

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Vamos ao que importa. C-A-N-D-Y, Candy Shop! Piração TOTAL! Nas primeiras músicas é mais uma procura de um lugar bom para ver o show, já que não estávamos na frente mesmo, não adiantava ficar morrendo tanto. Por falar em frente, devo ter ficado há uns 50 metros do palco. Para ter noção, assisti ao show inteiro vendo ela e não olhando para os telões. Eu estava realmente perto, já que depois de horas, fui apertando e fiquei praticamente na grade - só uma pessoa na minha frente. O ruim é que durante o show, algumas pessoas da área VIP subiam em cima das outras e atrapalhava um pouco a visão – lógico que os xingamentos eram muitos - dos outros.
O show é simplesmente FANTÁSTICO! Todo mundo deveria, pelo menos uma vez na vida, ver um show da Madonna. Assistir ao DVD deveria ser obrigado e, se possível, ao vivo, para ver toda a potência daquela mulher.
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O primeiro bloco é energizador. Uma bala (doce) sendo fabricada e Madonna aparecendo em um trono criam todo o clima do início do show, com todo mundo enlouquecendo. Human Nature ficou massa, com Madonna cantando “Oops, I didn’t know I couldn’t talk about sex” (Oops, eu não sabia que não podia falar de sexo) e com imagens da Britney Spears pirando dentro de um elevador nos telões. Vogue para mim foi um dos pontos altos! A nova versão com samples de 4 Minutos PER-FEI-TO! (ver vídeo abaixo)
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O interlúdio com Die Another Day mostra uma Queen pugilista e querendo quebrar tudo nos telões. No começo do segundo bloco, Into the Groove apresenta Madonna pulando corda como uma menininha na escola – sem errar – e termina com Music contagiando todo mundo. Infelizmente Hearbeat não foi a melhor parte do show como eu desejava. Em She’s not me, ela se rebela contra outras versões dela mesma, e chega a beijar a Madonna Noiva de Like a Virgin. Muito engraçado ela tendo um ataque frenético no final.
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O terceiro bloco começa com Devil Wouldn’t Recognize You. É a parte mais linda de todos os shows que já vi. Ela está em cima de um piano, com um capuz preto cantando, enquanto o barulho de chuva ao fundo cria o clima, e água escorre nos telões cilíndricos ao seu redor. Morumbi calou e admirou nessa hora! Sem o capuz, Mad se mostra uma quase espanhola, entoando músicas como Isla Bonita, Doli Doli, Spanish Lesson e You Must Love Me, que também é uma das partes mais lindas! Uma banda a acompanha em parte desse bloco, e uma mulher faz a dança das sete saias.
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O vídeo polêmico e crítico da turnê dá início ao último bloco. Vilões como Hitler são contrapostos a heróis, como Obama, enquanto samples de Beat Goes On dizem: “Get stupid!” (Seja estúpido), mostrando um homem vendendo por uma pichincha o mundo, que está completamente se degradando. 4 Minutes (com o Justin nos telões) e Ray of Light (agora realmente com lights iluminando o céu de São Paulo). Like a Prayer para muitos é a melhor parte do show. Para mim, a briga é feia com Vogue, mas sem dúvidas fica pelo menos em segundo lugar. Foi espetacular!
A música escolhida pelo público foi Like a Virgin. Chocante ver o Morumbi inteiro entoando a mesma canção - "Like a virgin, touched for the very first time"! Arrepiante mesmo! E não poderia terminar de melhor forma do que com Give it to me.
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Isso tudo o que falei não é NADA do que aconteceu lá. Leia mais abaixo a cobertura do site Madonna Online que ia registrando simultaneamente o que acontecia. Fala exatamente tudo o que aconteceu!!
Na saída, aproveitei e comprei o Tourbook da Mad – lindíssimo por sinal! Compro uma água porque não agüentava mais (lá no estádio estava R$3 um copinho) e vou encontrar o Gus, às 0h30, sorrindo, bobo com tudo o que tinha visto!
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Sem dúvidas, é o melhor show do mundo!
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15 horas no Morumbi. 7 horas em pé. E nenhum arrependimento!
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Show do dia 18.12 – Minuto a Minuto:
http://www.madonnaonline.com.br/noticias/noticia_rss.asp?cod=5290
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Dica:
Assista ao DVD Confessions Tour para conhecer Madonna! É uma briga feia com S&S Tour para saber qual é o melhor show... VEJAM o teaser:


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Dica 2:
O DVD Sticky & Sweet Tour deve sair no final do ano, enquanto isso veja um possível trecho do que pode estar no DVD. Vogue:


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Observação:
Nenhuma das fotos são minhas. Eu não levei a câmera porque não ficaria muito perto, iria correr o risco de ser roubado, além de que ia acabar vendo o show pela telinha da máquina e não o espetáculo ao vivo. Não me arrependo, já que consigo fotos muito melhores pela internet, não é verdade?!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [2/3]

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Corri. Corri muito. Não tive tempo de raciocinar direito, eu só buscava um lugar com cabeças baixas, para não atrapalhar a visão na hora do show. Por sinal, nem dei atenção para uma loira pulando corda no palco. Achei um lugar bacana, há um metro da grade que delimitava Pista VIP e Pista. Procurei os companheiros de fila, chamei um para perto de mim, localizei outro de longe. Quando tudo acalmou. “Quem era aquela loira no palco? Era a Madonna?”. Todos ao meu redor: “ERA!!!”. Eu perdi Madonna ensaiando! Droga! Mas não tinha problema, logo mais veria ela novamente. São 17h, o show começa às 20h, 22h acaba... Aham!
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Começava o martírio!
Fiz amizade com mais uma galerinha ao redor, que seriam companheiros de dor de pé até o final. O céu continuava nublado e todos orando para não piorar. Parecia que nem ia encher o estádio, mas aos poucos tudo foi lotando.
Esperamos!
Esperamos mais um pouco!
Esperamos mais um pouquinho!
E esperamos!
E oramos para não chover!
E esperamos mais um tempo!
Esperamos só um tempinho!
O palco continuava coberto pelo plástico, para caso chovesse antes do show. Os técnicos arrumavam os últimos detalhes. O tempo passava e nós esperávamos.
A única distração era: ver os famosos da área VIP!
Logo o pessoal já encontrou o Rafael Augusto, do site Madonna Online. Depois, um amigo da fila pirou ao ver o estilista Alexandre Herchcovitch. Alguns dançarinos da Queen Mad apareceram no palco, filmaram a galera e sumiram. Karina Bacci foi super simpática, pousou para fotos, acenou. Paula Lima, Gabriela Duarte, Ellen Jabour também passaram perto de nós. A – lindíssima – Giane Albertoni estava (acho que) meio alta, e ficou jogando uns negócios (achei que era balinha) para o pessoal da Pista. Pena que ela não estava exatamente na nossa frente. Mais tarde fui descobrir que ela distribuía uns buttons exclusivos do camarote. Fiquei sabendo porque uma mulher – acho que famosa, mas não sei quem! – começou a dar também, eu pedi, e ela toda educada pediu para o segurança entregar um para mim! E outro amor foi a apresentadora Fernanda Young, que conversou com a galera, dizendo estar envergonhada por chegar ao show tarde (devia ser umas 20h) e ficar em um lugar melhor do que nós que ficamos lá por horas (eu, estava lá há, aproximadamente, 11h naquele momento). Ela completou dizendo que os verdadeiros fãs éramos nós. Assino embaixo!
20h. O show é para começar. Mas na verdade é o DJ Paul Oakenfold quem começa. Muita gente reclama do setlist, que é muito batido. Para mim, não tem problemas. Começa a chuviscar. “Chuva, vai embora!”. Ela obedece, e não cai mais nenhuma gota no dia. São Pedro ajudou hoje! Infelizmente o show não vai ser gravado como em Buenos Aires!
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Já tinha preparado o Gus para um possível atraso, mas não tanto – 2h! O show só começou às 22h, o horário que deveria estar acabando. Porém não era hora de ficar preocupado e sim de curtir cada segundo! Pensei muito na minha amiga Angélica, que queria estivesse lá comigo! Fiquei com dó de um rapaz que passou mal e, na hora que pulou a grade para sair, as luzes apagaram e começou a batida de Candy Shop. O coitado deve ter querido se suicidar nesse momento! Deve ter visto o show dos "canfundó" do estádio, acompanhado dos guardinhas. Morumbi no escuro. É agora que um dos meus sonhos está sendo realizado!

Sticky and Sweet Tour – Madonna – 2008:
http://www.madonnaonline.com.br/tours/stickysweet.asp
(tudo sobre a última turnê da Madonna – vídeos, fotos, curiosidades)

Informação:
Ingresso Meia Pista – R$168

Teaser da Tour:
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Ps.:
As fotos são do Morumbi, mas não são do dia 18, do show que eu assisti, mas óbvio que estava idêntico!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Moch 08/09 > 18.12 – Queen Mad [1/3]

Hoje é um grande dia! Vou ao meu primeiro show da Dancing Queen – Madonna Louise Veronica Ciccone, para mim, Queen Mad! O bom é que a minha ansiedade não se reflete no meu sono, e tive uma noite que recarregou todas as minhas energias.
O coitado do Gus acordou cedo, mais que o normal, para me levar mais ou menos até o local do estádio. Enquanto eu passaria o dia na fila, ele ia trocar parte da nossa grana e encontrar uns amigos. Combinamos que ele me buscaria à noite, desci no local que ele me indicou e segui as indicações. Facilmente cheguei ao Morumbi. Enorme! Logo vi um banner gigante indicando os portões de entrada. O meu era o Portão 4. O outro que dava para a pista era o Portão 2. Uma menina me confirmou o caminho até a entrada e lá fui eu. Andei, andei. Fui contornando o estádio pela esquerda, passei pelo meu portão e nem vi, quando me dei conta tive que voltar, e qual não foi minha surpresa: a fila estava minúscula! Eram 9h.
Cheguei já confirmando se era aquela a fila, tamanho o meu descrédito. Felizmente era! O motivo? Como eram dois portões para a Pista, o pessoal da Times for Fun (F***, na verdade) tinha vendido todos os ingressos do Portão 2 (onde a fila estava gigante) para só depois vender o do Portão 4 – por isso a minha estava menor. Para piorar, disseram que o palco estava do lado sul do estádio, mais perto da entrada do Portão 2. Ou seja, o outro pessoal ia tomar a frente toda. Em mais um momento de felicidade, quando entramos descobrimos que era preciso dar uma volta para chegar à pista, e que nessa volta, nós estávamos mais perto! Mas depois volto nessa parte.
Antes é bom dizer que o dia estava realmente nos ajudando. Apesar de todos os dias terem chovido em SP, no dia do show o céu ficou nublado a manhã inteira, nos protegendo do sol. À tarde, o céu abriu um pouco, mas o estádio já fazia sombra!
Voltando a falar do pessoal da fila, muita gente acha que não tem porre maior do que ficar horas numa fila para ver um show de longe e apertado. Sobre a fila, posso dizer que é um dos melhores momentos! Fazer novos amigos, conversar sobre várias coisas, principalmente sobre o artista do show, no caso Madonna!, e ainda no caso de um grande show, como foi o dela, ficar se divertindo com as figuras que amam chamar atenção da imprensa, dando entrevistas, cantando, etc.
Não sou uma pessoa que faz contato facilmente, mas nesse dia dei sorte de já encontrar um grupo super bacana e comunicativo. Muita gente de São Paulo, mas também tinha gente do Rio e de Belo Horizonte no grupo. No final, já estávamos em umas 15 pessoas, tirando outros que trocamos algumas palavras. Ficamos exatamente de 9h às 17h na fila.
Tinha uma mulher que tinha visto parte do show no Rio de Janeiro, dia 15, onde a Madonna caiu e um toró encharcou todo mundo! Tinha o Edy que foi no show da Madonna em 93 – The Girlie Show – e quando viu uma “loira baixinha” no palco gritando “bunda suja”, perguntou quem era aquela louca xingando todo mundo! Hahaha
Lembro de cada um que passou aquela tarde na fila comigo, mesmo que tenha esquecido o nome ou perdido o contato. Em janeiro vim descobrir que cheguei a aparecer por um segundo no programa da Ana Maria Braga – Mais Você – com o André e o Edy na fila. Este último, por sinal, era a maior figura, não podia ver uma câmera que já ia abrir seu pôster e pular! Foi no celular dele que consegui falar em casa pela primeira vez. Bem, fomos filmados por várias pessoas, mas só achei esse vídeo.
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Vídeo - Show da Madonna no programa Mais Você, da Ana Maria Braga
PS.: Eu apareço sentado no chão em 03:23 - é exatamente um segundo.
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Quando os portões abriram para entrar no estádio, foi a hora que nos perdemos. Não dava para esperar, saí correndo para pegar um bom lugar...
Naquela tarde, literalmente pessoas passaram (entraram e saíram) pela minha vida. E sempre serão lembradas em uma das melhores tardes da minha vida!
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Besteira Nada a Ver
A Ana Maria realmente ama a Madonna, olha o mico que ela pagou um dia no programa dela:

domingo, 10 de maio de 2009

Moch 08/09 > 17.12 – Quase um paulistano...

Gus e eu demos um rolé por SP. Fomos em vários lugares, vou falar dos que lembro que passamos. Acho que um dos primeiros lugares que fomos foi no Shopping do Ibirapuera – claro, tomei um sorvetinho do McDonald’s – e procuramos uma loja de câmbio. Se não me engano, lá não tinha peso argentino. De lá, fomos na faculdade do Gus – ele precisava resolver uma coisa – e como era lá pertinho, fomos a pé. No caminho ele me mostrou uma loja bacana de surf, uns lugares onde ele costumava lanchar...
Nesse dia quis virar um verdadeiro paulistano... Queria me localizar sempre que estávamos andando de ônibus. Eu só perguntava: Aonde estamos? Que bairro é esse? Ainda é zona oeste? Se não fosse o paciente Gus, acho que outra pessoa ia perder mandar eu calar a boca.
Depois, fomos dar uma volta mais no Centro de São Paulo. Aproveitamos e demos uma passada nas casas de câmbio – achei bem suspeitas, meio “boca” – no Vale do Anhangabaú, e o preço não compensava também. Por sinal, já tinha passado lá perto, quando fui pela primeira vez à SP. Acho um lugar muito interessante, vi o Prédio da Prefeitura, Correios, Banespa – fechado (que pena!) – e outros lugares. O único problema que vejo, nessa parte da capital, é a quantidade de mendigos. Eu assumo que fiquei até um pouco receoso, não tirei fotos, ainda mais que na primeira vez que passei por ali houve um incidente (ver as histórias da minha primeira ida à SP), e eu só tinha uma máquina, se me roubassem, como ia fotografar o resto do mochilão?!
Conheci a tão famosa Galeria do Rock. Não sou um roqueiro, nem ouço muito rock, mas lá estava eu, achando tudo super interessante. Ouvi as histórias de (tentativas de) suicídios – lembrei do Pátio Brasil, aqui em Brasília, nem sei o porquê?! (ironia) –, vi muitas camisas legais – devia ter comprado uma para meu irmão! – e vi muita gente, digamos, diferente – não querendo classificar o diferente de feio ou ridículo, apesar de muitos estilos interessantes também. Enfim, mas parece que lá não é mais como antigamente, para quem freqüenta sempre. Para mim, foi legal ver tudo aquilo.
Para terminar a tarde, fomos ao aeroporto de Congonhas ver quanto estava o câmbio. Chuva nessa hora começou a desabar com um pouco mais de força. E o trânsito (novidade!) caótico. Acho que só foi mais de uma hora depois que chegamos lá. Notícia ruim: a única casa de câmbio do lugar não tinha pesos argentinos. Notícia boa: descendo a escada rolante, vou distraído, até que Gus aponta uma mulher subindo a escada do lado – “Não é a Daniella?” – e eu – “Que Dani...”. A Cica estava passando do meu lado! Cica? Não sabe? Daniella Cicarelli! Realmente ela é muito bonita ao vivo! Pena que nem deu para reparar direito.
Noite chegando, vamos para aonde? PAULISTA! Vana – que estava para sair do trabalho –, Isa e Lu nos encontraria lá. O clima continuava chuvoso e não estava colaborando muito. Indo para a Paulista, fiquei reparando os paulistanos em seus carros ao lado do ônibus. Até cheguei a comentar com o Gus – às vezes, eu fico olhando para as pessoas na rua e imaginando a vida delas (o que fazem, esperam, pensam...). O ser humano é um bicho complexo!
Bem, fomos para um barzinho atrás do MASP. Se não me engano, a Vana chegou primeiro, então fomos procurar um lugar. A parte coberta e de dentro estava completamente lotada, nos restou ficar do lado descoberto, e como o chuvisco tinha diminuído... Acomodados? Tudo certo? Vamos pedir uns sanduíches! Isa! Prazer em te conhecer! Finalmente! Sente-se! Olha, o lanche já chegou! Nessa hora, Vana começa a reclamar dos chuviscos que voltaram – realmente o céu não estava querendo colaborar muito. Gus, Isa e eu ainda insistimos. Abrimos um guarda-chuva e ficamos só a gente numa mesa descoberta! Vana tratou de se abrigar e esperar um lugar desocupar. Até que não demorou não, só foi o prazo de eu terminar de comer – o que leva pouco tempo.
Um pouco depois, Lu chega! E veio com nossas passagens de SP-Foz e Foz-BAs! Ai que emoção! Óbvio que a conversa girou em torno do nosso mochilão, mas também falamos muito da última aventura deles em Curitiba. Enfim, foi uma noite agradabilíssima. Lu e Isa são bem serenas, queridas, fooooofas mesmo! Vana é um furação de mulher, super animada, alto astral; ela inclusive encontrou o chefe dela lá. Enfim, we had a great time!.
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Avenida Paulista. Véspera de Natal. Essa combinação dá uma visão linda do lugar. Depois de comer, fomos dar uma voltinha e ver a decoração de Natal. Passamos no Espaço Cultural Banco do Brasil - ou seria Bradesco?! - e lá dentro tinha vários cenários muito bonitos de famílias comemorando o natal. O teto estava coberto de estrelas. Estava lindo! Tiramos algumas fotos. Pena não ter sido o horário do coral.
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O dia estava terminando. Vana pegou o mesmo ônibus que eu e o Gus. No caminho foi me falando de todos os lugares. Mostrou-me inclusive a Augusta de longe, que estava adornada com uns arcos na rua, muito bonito.
Mas uma coisa eu não esqueci. Não uma coisa muito boa. Uma hora em que o ônibus parou no semáforo, uma mulher gritava no carro ao lado, pedindo socorro. O sinal abriu e o carro foi embora. Será que era “charme” da mulher, para irritar o companheiro, sendo escandalosa? Será que ela realmente precisava de ajuda para fugir dele? Vai saber! Espero que esteja tudo bem com ela.
Voltando à noite que estava super legal até então. No caminho Gus também mostrou o local onde no dia seguinte eu iria para o Estádio Morumbi. Só foi chegar e logo dormir.

sábado, 9 de maio de 2009

Moch 08/09 > 16.12 – Welcome back em SP!

Foi quando eu escrevi meu primeiro – e único – post durante o meu mochilão!
Nesse dia não fiz muitas coisas.
Cheguei exatamente às 9h30 na rodoviária do Tietê. O Gustavo – pessoa que me abrigou mais uma vez em São Paulo – já tinha me dado as coordenadas de como chegar no metrô perto da sua casa. Então lá fui eu, peguei um metrô e um ônibus e fui para onde devia. Liguei para o Gus que me buscou.
Fiquei instalado no quarto da irmã dele, Rebeca – Muito obrigado por permitir! –, comemos algo e fomos dar uma pesquisada nas casas de câmbio de São Paulo, à tarde, de carro. O dia estava meio chuvoso, mas fomos a uns dois shoppings, eu acho. Vi a Ponte Estaiada! Apesar de ainda não ser noite, e as luzes não estarem ligadas, achei muito bonita e, mesmo o clima de frio, deu um charme a ela.
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Conheci o trânsito caótico de São Paulo, de um dia chuvoso, por volta das 17h... Então imaginem! Mas deu tudo certo. Não achamos um preço legal de câmbio - mas foi o que acabamos comprando, por falta de opção dois dias depois.
Voltando à casa do Gus, conheci a Sra. Sua Mãe, Maria, e a irmã mais velha dele, Janete. E, claro, os priminhos dele, Jan e Zequinha. Acabou que fomos todos ao shopping. Não ficamos muito tempo, mas foi legal. Voltamos e às 22h já estava dormindo. Precisava colocar o sono em dia. Estava acabado.

Informações:
Câmbio no Shopping Morumbi – mais ou menos R$1 = Ar$1,25 (no dia 16.12.09)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Moch 08/09 > 15.12.08 – Despedidas

É hoje! Não fiquei muito nervoso nem ansioso nos dias anteriores. Minha mochila já está mais ou menos arrumada há uns dois dias, mas, claro, SEMPRE existe a correria de último momento. Já havia cortado cabelo, separado roupas, pego tudo o que seria necessário...

* Aqui faço uma pausa para falar do dia 11.12 – meu aniversário.
Agradeço aos familiares e amigos presentes que realmente me ajudaram a realizar esse mochilão. Pais; avós Gilda e Geraldo; tios Geison e Karina, e Glauber e Walesca; padrinhos Silvano e Ana Lúcia – vocês realmente fizeram esse mochilão acontecer (ver dica abaixo). E, claro, meu irmão e os outros tios, primos e amigos – de uma forma ou de outra, vocês também fizeram tudo acontecer.
Mãe. Pai. Muito obrigado pela confiança e por acreditarem em mim! Para quem não sabe, eu sou superprotegido (com suas coisas boas e ruins) e imagino o tanto que deve ter sido complicado para meus pais verem o filhinho “indo embora”. Mas cheguei vivo! Sem nenhum problema!
A todos... Muito obrigado pelo apoio e confiança! Sem isso, com certeza o mochilão não teria sido o mesmo.

Dica:
Futuros mochileiros que, como eu, não possuem grandes recursos financeiros e, como mochileiro de primeira viagem, tem que comprar todo o equipamento – mochila, barraca, bota, roupas adequadas, etc. – uma coisa que me ajudou e pode ajudar muito vocês:
- Chá de Mochilão!
Se for aniversário, como o meu caso, muito melhor e mais fácil. Isso consiste em: ao invés de ganhar presentes como livros, CD’s, DVD’s, e outras coisas do tipo, que não são necessariamente importantes em um mochilão, você pedir (e ganhar) o que for necessário no mochilão – seja uma lanterna de cabeça, um canivete, o passaporte, até uma mochila, barraca, quem sabe uma passagem de avião! Hahahaha
Se não der para dar o presente, o dinheiro já ajuda – no meu caso, meus familiares me ajudaram conforme puderam. Juntei tudo e comprei meus equipamentos! (Obrigado mais uma vez a todos!)
Porém, não conte somente com isso. Tenha uma grana separada, já que talvez você não ganhe o que precisa ou a quantidade que realmente precisa. Depender dos outros também não é bom. No mínimo, você acaba se frustrando! Então, se resguarde e agradeça sinceramente o esforço que os outros estão fazendo para te ver feliz, mochilando pelo mundo.

Voltando...
Sempre falta alguma coisa, e a correria é certa! Meu ônibus sairia às 18h30, e eu moro há uns 30km da rodoferroviária. Eram quase 18h e eu ainda estava copiando minhas músicas no MP3! Meu pai estava um stress só, gritando, chamando, falando “se você perder o ônibus...”. Estavam em casa: Eu (óbvio), irmão, pais, avó Gilda, e primos Lucas e Léo – todos iam à rodô. Resumindo: saímos correndo, mas chegamos totalmente a tempo.
Hora da despedida – abracei a cada um, meu pai fez uma oração (importante!) e... Ah! Despedida pode ficar muito triste, é melhor ir logo! Tchau! Tchau!
Entrei no ônibus, estava na janela do lado direito, então fiquei vendo-os até a hora que o ônibus partiu mesmo.
Não! Ninguém chorou. Pelo menos não vi nenhum deles chorar. E eu, bem... Não gosto de despedidas! Não mesmo! E eu não iria chorar... Mas um pouco depois que o ônibus partiu, ouvindo uma música do Fernandinho (ver vídeo abaixo) algumas lágrimas desceram. Tristeza pela despedida. Alegria por estar realizando um sonho. Gratidão a Deus por me permitir viver aquilo – principalmente isso. Incerteza sobre o futuro – primeiro mochilão, o que me espera à frente? Tudo isso junto e muito mais.
É, meu mochilão começou! Que Deus me abençoe e que muitas aventuras venham pela frente!

Informações:
Ônibus Brasília – Santos (pára em São Paulo)
Preço: R$135,88 (comprado dia 06.12.08)
Saída: 18h30 – Chegada: 9h30 (15h)

Metrô em SP – R$2,40

Dica 2:
Faça em qualquer lotérica de São Paulo o cartão Bilhete Único – você só precisa fazer uma recarga mínima e pagar uma taxinha também mínima para ter o cartão. Ele é o seu dinheiro/passe para andar no transporte público. Ao pagar um ônibus com ele, você pode, em um prazo de 3h (8h nos domingos), pegar até 4 ônibus sem pagar nada, ou pagar o metrô bem mais barato (mais ou menos R$1,55).
E por que não pagar em dinheiro? Porque todo mundo usa o Bilhete Único, e os ônibus não têm troco. Eu perdi alguns centavos porque, em 1h andando de ônibus, o cobrador não conseguiu R$2,70 de troco. Então, faça o bendito cartão!

Esqueci de levar no mochilão:
- Livro de literatura (para as muitas horas nos ônibus)
- Anotações da reserva do hostel de Buenos Aires (não quero nem pensar nisso. Depois saberão o porquê)
- Algodão (seria necessário?!)
E, principalmente para mim:
- Músicas da Sticky & Sweet Tour, da Madonna, no MP3 (depois de um tempo me conformei)

Que eu me lembrei ter esquecido foi isso... se esqueci outras coisas, que bom!, não me fizeram falta.

Música:
Como Eu Te Amo – Fernandinho

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Em SP mais uma vez!

Meu mochilão começou depois de muuuuuita correria... por isso não postei antes dizendo que viria hoje (segunda) para cá!

Bem... aqui estou! A viagem foi ótima e tranquila! Cheguei na rodoviária do Tietê às 9h30...
A noite foi mais ou menos... consegui dormir umas horas, outras não... no geral foi bom!

Peguei metrô, bus e me encontrei com meu amigo Gustavo... na casa dele estou agora... Não tenho planos ainda!

Mais informações depois!!

Beijoooo gente!

Momento especial para: Pai, mãe, irmão, vó Gilda, primos Lucas e Léo... que foram se despedir de mim na rodoferroviária!! E Aninha que quis ir, mas não deu! Love you!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

SP - Segunda (10/11)

São Paulo é uma cidade bem diferente de Brasília!
Essa não é uma constatação nova, já que muitos brasilienses que conhecem SP, e muitos paulistanos (acertei?) conhecem BSB, e concordam.
A "cidade do trabalho" (clichê!) é uma cidade que vibra. O clima (sensação) é diferente.
Fisicamente nem é preciso dizer: em SP não há espaços vazios, ao mesmo tempo em que é uma cidade aberta - ao imigrante, às diferenças e aos mochileiros também. Em BSB não se vêem tantos prédios gigantescos em uma única avenida. E me informaram que na Paulista ninguém olha na sua cara, nem te dá informações.
Na manhã de segunda, depois do café da manhã (delicioso!), peguei minhas coisinhas e fui andar pela Paulista mais uma vez (amei o lugar!) até dar a hora de ir.
Sobre as informações? Não tive problemas, me informaram qual ônibus ia para Congonhas, de qual lado passava, e o que mais quis saber.
Na noite anterior tinha visto um sebo, então voltei lá para ver se achava algo interessante. Acabei comprando o CD American Life da Madonna, acho que 18,90. Preço bom.
O resto da manhã foi caminhando de um lado para o outro. De banca de revista em banca, olhando e pensando na vida.
Peguei o ônibus por volta das 11h30 para ir para o aeroporto. Andar de avião? Também seria a primeira vez!
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Aeroporto de Congonhas
Após 1 hora no ônibus, desço na parada do aeroporto. Fui logo fazer o check-in, rápido e fácil até, pena que não tinha mais janela!
Andei pelo local. Liguei para meus pais. Fiquei na única livraria do local até dar a hora. No Aeroporto JK de BSB tem muitas lojas, e inclusive um cinema. Bem diferente de SP, achei bem sem graça o local.
A viagem de avião foi bem tranquila. Adorei, mas foi bem mais normal do que imaginei. Podia ter tido uma grande turbulência e tal, mas não houve nada demais. Na decolagem me deu vontade de rir, é realmente rápido, e ver tudo lá de cima é bem legal.
Fiquei lendo nas quase 2h de vôo, tomei uma coca-cola e não comi (era lombo a refeição servida).
Assumo que foi bem legal ver a minha cidade maravilhosa de cima. Ver o Lago Paranoá, a Ponte JK... A tarde estava bem encoberta, chuviscando um pouquinho.
Apesar da ótima estadia em SP, estava de volta à minha casa! É tão acolhedora a nossa terrinha natal!
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São Paulo é uma cidade bem diferente de Brasília!
Cada uma tem suas qualidades e particularidades.
Se trocaria BSB por SP? Preciso conviver mais com a outra cidade para responder!

SP - Domingo (09/11) [2/2]

Tarde
O amigo do Gustavo - Rogério - nos encontraria na Catedral da Sé.
Pegamos uma condução perto da casa do Gus e fomos para o centro. Uma coisa que fiz a viagem inteira foi tentar me localizar - "estou em qual zona?" (no bom sentido) -, e o santo do meu amigo que teve que aguentar e responder a cada km.
Chegando no Centro, passamos pelo Viaduto do Chá e acho que Santa Efigênia também, mas só passagem mesmo. Demos uma rápida parada no Teatro Municipal, para rápidas fotos - eu já ouvi falar muito do perigo do centro, então não queria dar muita bandeira por lá, ainda mais que estava com a minha mochila com todas as minhas coisas.
Do lado do teatro há uma pracinha onde as estátuas estão com bóias (já tinha percebido isso na Avenida Paulista, por causa de uma estátua na frente do Parque Trianon) - uma forma de pedido de salvação aos monumentos da cidade.

Foi no Vale do Anhangabaú, onde vi a Prefeitura, os Correios, etc, que constatei que essa região tem muitos mendigos! Eles, infelizmente, deixam o local mais suspeito e feio realmente. Isso porque lá tinha tudo para ser um dos lugares mais "sociais" da cidade, onde em um fim de semana as famílias pudessem passear com as crianças pelas ruas, onde não transitam carros, sem perigo! Uma pena que não é assim!

Vi o Edifício Banespa (fechado), passei por uma parte cheia de bancos e casas de câmbio. Muito legal andar pelas ruazinhas com prédios grandes dos dois lados.

E então chegamos na Catedral da Sé, onde tem também o Marco Zero, de onde se pode ir para qualquer lugar do país e onde o CEP é 00.000-01.

Tive o prazer de conhecer o Rogério enquanto andava por dentro da Catedral, olhando os vitrais, que são uma parte dos monumentos que gosto de observar.
Próxima visita foi o Bairro da Liberdade, que é logo do lado! Aliás, no Centro achei tudo muito perto. Lá é um clima muito legal, tipo uma feirinha, com todo mundo andando pelas ruas, comendo muitas coisas que pareciam deliciosas, já que não quis experimentar. Bem, tinha umas bem estranhas também!
Demos uma voltinha e refizemos o caminho de volta. Já com o Rogério, passamos pelo Monastério de São Bento, que só havia visto de longe. A igreja é muito bonita também!
Nesse período, sempre que via um orelhão tentava ligar em casa, já que meus pais iriam para o culto - eram quase 18h. Finalmente consegui em um no Vale. Falei correndo com minha mãe, para não gastar o cartão de telefone. A próxima ligação que faria seria na segunda, no aeroporto. Quando cheguei em casa fui saber que, por ter falado rápido, ela achou que eu tinha sido assaltado!
Não fui, mas quase! Só Deus mesmo para me proteger!
Continuamos a volta, passamos pela Galeria do Rock (também fechada), vi os cinemas privês (por fora - Aqui em Brasília não tem tão descarado assim, pelo menos nunca vi). Quando passávamos mais uma vez pelo Teatro Municipal, um grupo de uns 5 pivetes nos abordaram.
Três foram em cima do Gus, e outro em cima do Rogério. E eu? Graças a Deus ninguém me pegou pelo braço. Repito: estava com tudo! Passagem, dinheiro, câmera, celular...
Começaram a atravessar a pista e eu pensei: "Vou ou não vou?". Virei para o outro lado, e três meninas do grupo vinham perguntar as horas - acho que para ver meu relógio. Respondi rápido e fui na loja do outro lado pedir ajuda ao guardinha, que respondeu: "Pede para seus amigos entrarem na loja!". Aham! Eles estão sendo assaltados e vou lá chamá-los na frente dos bandidos!
Nessa hora, os pivetes já cumprimentavam o Gus, que deu uma de bravo e cidadão lutador - tem que falar gírias e dizer que trabalha o dia inteiro, etc. - e acabou não dando nada para eles, mesmo sendo ameaçado de levar facada ("Não me mostraram faca nenhuma!"). O Rogério, ao contrário, acabou ficando sem o celular e o relógio caro!
Droga! Por um lado fez eu ficar mais apreensivo quanto à cidade, tirar fotos, etc., mas não aumentou nenhum tipo de preconceito não. Ando em São Paulo, com cautela, claro, mas sem problemas. E ainda recomendo!
Voltamos a pé mesmo para a Paulista, meio assustados, meio chateados, meio aliviados...
As meninas nos encontraria no metrô um pouco depois para comer uma pizza.
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Noite
No metrô conheci a Manu (um amorzinho!), a Vana (outra querida!) e reecontramos a Lu. Indo para a pizzaria, o Gus, que conhece todo mundo, reconheceu o André (um dos Andrés da comunidade) com suas amigas. Só nos cumprimentamos - ele não me reconheceu na hora - e fomos comer pizza. Lá estava o Ale (um cara super gente boa também!).
A noite foi bem agradável, pena que o Rogério não pôde ficar, e pena que não durou muito. Conversamos, comemos (eu fui o único a não comer os pedaços inteiros.. rsrs) e depois passamos numa padaria 24h... Bem cheia e já eram umas 21h, não sei... O pessoal comprou sorvete para tomar na casa do Ale.
Já eu, tinha ligado para um hostel que ficava lá perto da Avenida mesmo (Pousada dos Franceses - na Rua dos Franceses) do celular da Lu (obrigado!) na pizzaria mesmo, e tinha reservado meu lugarzinho lá. Então na padaria só comprei um picolé, me despedi de todos, pois não veria mais ninguém no dia seguinte, e fui a pé para o hostel.
Achei sem dificuldades o local, ainda mais porque a cada esquina perguntava se estava no caminho certo. É um pouquinho pra trás da Avenida, mas nada longe.
Seria o meu primeiro hostel. Cheguei, fiz o cadastro, fui apresentado ao hostel, arrumei minhas coisas e já fui tomar banho! Como queria um banho quentinho! Depois só comi umas besteiras em frente a TV e fui dormir.
O lugar era bem legal, arrumado, limpo. Recomendo!
No dia seguinte voltaria para Brasília, era minha última noite em São Paulo.

SP - Domingo (09/11) [1/2]

00h20 - Credicard Hall
O show começou no sábado e acabou no domingo!
Na saída eu estava acabado, super feliz, sem acreditar no que tinha acabado de viver... Minha camisa estava completamente encharcada e eu só precisava de uma água - R$3!!! (um copo maiorzinho, não uma garrafa)...
Sentamos, eu, Matheus, Sandy e Thiago, no meio-fio e começamos a compartilhar as sensações daquela noite, os melhores momentos, o que não foi tão bom (o microfone da Kylie que em alguns poucos momentos falhou, mas teve gente que nem percebeu), e etc.
Lu (querida! e preocupada) me manda uma mensagem: "Bruninho! Como tah o show? To no show do skank! Tah otimo!! Bjs lucia". Eu respondo: "Oi Lu, o show acabou, vou ver o q faço. De boa, bjus".

E agora? Onde vou dormir?
O Thiago também estava no mesmo dilema - perdido! Resolvemos ir procurar um lugar onde dormir, já que os guardinhas expulsaram todos para fechar o Credicard...
Nos despedimos do Matheus e da Sandy (que iriam pegar um táxi para o hotel deles) e fomos andar pelas ruas de SP.
O primeiro que tinha visto estava lotado. O segundo também. O terceiro idem. O quarto igualmente.
Um cara disse que tinha um na direção que estávamos vindo, e disse para a gente acompanhá-lo para mostrar. Desconfiamos. Na mesma hora um homem de carro do outro lado chamou a gente dizendo que tinha um do lado oposto. Ele falou que era não era para ir com o outro, mas ofereceu carona. Lógico que também não aceitamos. Ele disse um "ok" e foi embora. Mas estava certo. Logo achamos um hotel com vaga.
Só foi tomar banho (quente!) e desabar!


08H30 - 14h
Acordamos e já saímos, estávamos sem nada, nem escova de dente. Queria comprar um cartão telefónico para ligar para alguém, para ver para onde ir. Na padaria que parei, não tinha, mas o senhor ofereceu o telefone para eu ligar. Que coisa! Não achei que encontraria isso em SP!
Aproveitei para comer um pão de queijo delicioso.
Liguei para a Joici, mas ela disse que estava em Santo André e era para ligar para o Eber ou para o Gus. Liguei para este último. Não atendeu.
Fui deixar o Thiago na estação de trem/metrô para Guarulhos, onde ele mora. Lá consegui comprar o cartão. Me despedi do Thiago que havia sido muito gente boa comigo nas últimas horas (e é até hoje), inclusive dizendo para ligar para ele qualquer coisa (obrigado!).
Dessa vez consegui falar com o Gus que pediu para eu pegar o metrô e descer em Campo Limpo. Lá ele me pegou e fomos para sua casa.
Pude tomar um banho relaxante, dar uma olhada na internet e descansar o resto da manhã.
Fizemos (ele fez) um almoço típico de solteiro - batata frita e nuggets -, bom por sinal. E estávamos programando com o resto da galera o passeio da tarde.

Destino: Centro de São Paulo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

KYLIEX2008 [2/2]

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Xletro Static
Quando as primeiras notas da música e a primeira cena do vídeo começaram, o público foi à loucura! Todos pulavam freneticamente. Eu, com minha mão levantada gravando, não conseguia ver nada!
Speakerphone, Can't get you out of my head e In your Eyes não consegui ver muita coisa! Tentava ver pelos telões que ficam nas laterais do Credicard, o que é péssimo!, fazendo eu ter de ficar meio de lado.
Em compensação a energia estava 10000%!
Diferente dos shows europeus, ela não entrou em um aro suspenso, como se estivesse rodeada de raios. Ela saiu de trás de algumas caixas de som... Foi mais simples que os outros shows, mas não por isso mais sem graça.
Nessa hora ninguém pensava em lugar, em amigo, em nada! Só em curtir... e eu procurando uma saída para ver o show direito!
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Cheer Squad
Tinha desistido de tirar fotos. Impossível com a minha máquina! Tentava filmar somente...
Quando ela volta nesse bloco como uma líder de torcida, está simplesmente linda!
Ainda não conseguia ver muita coisa, mas já tinha achado uma solução: me enfiar no meio das pessoas, entre empurrões e caras feias, e chegar à frente.
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Beach Party
Acredito que foi no final desse bloco que finalmente consegui meu lugar: atrás de uma única pessoa.
Nessa hora minha camisa estava encharcada! Era um "calor humano" indescritível! (rsrs)
O negócio era não desgrudar o pé do lugar...
Foi um dos blocos mais sensuais do show, com ela seduzindo os marinheiros. E era um dos blocos que eu menos botava fé, já que tinha Loveboat e Copacabana - músicas que não gostava tanto, mas que realmente deram um outro clima ao show.
Quando ela cantava "Martinis and bikinis", ela fez uma referência aos biquinis brasileiros.
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Xposed
Começava a segunda metade do show.
Like a drug, Slow e 2 Hearts fizeram parte desse bloco.
Todos estavam entregues, em uma sintonia sem fim.
Kylie completamente de cara com os brasileiros! Espero que ela tenha se apaixonado e volte na próxima turnê!
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Black versus White
Não tenho certeza, mas acho que uma das partes altas do show pra mim foi nesse bloco, quando o dancer Marco da Silva (que eu pensava bem no começo ser brasileiro, mas descobri que era alemão filho de portugueses) se comunicou comigo! Enquanto dançava na direção em que eu me encontrava, dei um "tchau" e ele, impossibilitado de usar as mãos que desenvolviam a coreografia, sorriu e mostrou a língua. Tudo bem... meio idiota! Mas ele "falou" comigoooo! (rsrs)
Nesse bloco teve um dos telões mais elogiados, onde todos pareciam estar em um salão enorme antigo.
Eu pirei em In My Arms. Não só eu, mas todos! Talvez o ponto mais alto de todo o show! Per-fei-to!
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Encore
O público mandou nesse bloco!
Desde o começo do show, a cada momento livre todos gritavam "The One! The One!". Depois da música Better the Devil you Know, o pedido se intensificou e ela não resistiu. Parou o show, conversou com uma mulher (deve ser diretora do show e também música) e na mesma hora começou a passar o vídeo de The One e ela a cantar lindamente!
Mais uma vez o Credicard veio abaixo!
Para completar, no final da música, começou outro pedido "Come Into my World", que ela cantou acapella. Amei!! Já que queria muito essa música no show latino também!
O show acabou com Love at First Sight, ao invés de I Should be so Lucky, e sem a música No More Rain.
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Sem dúvidas o melhor show que já fui na vida até agora!
Muito interessante o fato dela poder mudar o show em cada lugar e o público ajudar nessa escolha.
Um show bem mais dinâmico e livre do que o que a Madonna vai apresentar em dezembro, mas não por isso pior ou melhor, apenas diferente.
Kylie é perfeita, canta muuuuuuito e é linda, um amor!
Nem é preciso falar da tecnologia do show, que apesar de ter ficado sem o "chão/telão" e a caveira, além do aro, não ficou por menos!
Como li numa crítica, tinha hora que a fantasia e o palco parecia um pouco artesanal, mas impactante do mesmo jeito.
Os dançarinos, principalmente os homens, são muito bons! As meninas poderiam ser melhores.
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Outros detalhes:
- Kylie também sambou uma hora do show... não me recordo em qual intervalo de músicas.
- O que faltou para o show ficar perfeito: as músicas Nu-di-ty, No More Rain e I Should be so Lucky.
- O DVD com o show completo, gravado em Londres, estará nas lojas em pouco tempo. Se puder, não hesite em comprar!
- E se você não conhece Kylie Minogue, procure no Youtube o clipe de "Can't get you out of my Head", todo mundo conhece a música, só não sabe que é dela. Depois disso, procure baixar as principais músicas (veja no Vagalume, por exemplo) e se vicie também!
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Próxima turnê da Kylie? Estarei lá!
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Fiquem agora com os vídeos que fiz no show:
Parte 1:

Parte 2:

A maioria das fotos não é de minha autoria. Os dois vídeos fui eu quem fiz. Desculpem a má qualidade, mas era impossível fazer algo melhor do meio daquela muvuca!
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Cada segundo valeu a pena!
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Got a feeling this is something strong
All I wanna do is move on
No more wondering where I belong
So never go away...

KYLIEX2008 [1/2]

Voltando um pouco no relato...
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- Cheguei na fila do Credicard um pouco cansado, frustrado e me sentindo uma "caquinha" (não tive tempo de tomar banho, trocar de roupa...). Tinha tudo para ser uma noite ruim. Mas lógico que não foi!
- Na espera, podíamos ouvir a passagem de som no Credicard, e de onde estávamos, havia uma porta que quando alguem entrava/saía dava para ver o palco. Justamente quando fui comprar uma água, o pessoa disse que viu a Kylie por lá. Que coisa, não?
- Quando o pessoal começou a se ajeitar para entrar na casa de espetáculos, eu fui mais para frente ficar com o meu amigo Matheus - ele estava com outros amigos mais próximo da entrada. Como não sou bobo, corri pra lá.
- Com o grupo do Matheus acabei conhecendo outras pessoas legais, mas todos viciados em Kylie, sabendo de tudo! O mais chegado acabou sendo o Thiago, que aparece na história mais depois de show.
- Entretanto, contudo, todavia, quando os guardinhas foram revistar, disseram que eu tinha que guardar minha sombrinha num lugar lá. E a mulherzinha ainda demorou arrumar as coisas! Resultado: demorei mais ainda entrar. Mas tudo bem...
- Estavam vendendo coisas da Kylie - acho que CD, calendário e o tão cobiçado Tour Book. 1° - eu pensei "vou comprar na saída pra não amassar", como fiquei sabendo que aconteceu com o de alguns. 2° - na saída, eu pensei mais racionalmente e vi que não tinha muito dinheiro, se comprasse o Tour Book ficava na rua. 3° - o Tour Book havia acabado! Droga! Eu ia dormir na rua!
- Quando entrei, fiquei entre o meio e a lateral direita do palco, junto ao Matheus e a Sandy, justamente na minha frente tinha um homem de 1,89 (ouvi ele dizendo) e na direção do palco só tinha pessoas altas. Eu nos meus 1,74 (por aí) estava lascado. E nem estava tão longe do palco, se fosse um fila indiana, seria a oitava pessoa de distância do palco (mais ou menos).
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- Me senti um pouco deslocado às vezes. Todo mundo era fã da Kylie a séculos! Eu não me considero fã e sim um grande admirador! E conhecia a Kylie a pouco tempo. Tinha tudo para ser um poser, mas não era! Inclusive eu soube cantar todas as músicas no show, o que não vi muitos fazerem, modéstia à parte...
- Outra coisa que me incomodou, foi quando fui comprar água e vi cambistas agindo. Cadê a polícia numa hora dessas? É um absurdo esse abuso por parte deles. Inflacionar os preços (que já não são baratos) é uma palhaçada. Mas quem sou eu para fazer alguma coisa? Apenas faço minha parte, não comprando nada deles.
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Tantas coisas a mais para contar... contudo, acho que já dá para ter uma idéia do clima no local!
Enquanto isso, fiquem com um gostinho do show...
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Can't get you out of my Head - Kylie Minogue
Reparem o quanto ela fica surpresa com o público brasileiro! E eu estou no meio daquelas pessoas no final do vídeo!

SP - Sábado (08/11) [2/2]

A manhã e a maior parte da tarde tinham sido muito boas, apesar de conforme a tarde ia avançando a minha tensão aumentar.
Lu ficou no meio do caminho para o Credicard. Ela iria a um show do Skank a noite também e foi muito atenciosa ao dizer que se precisasse de algo era pra chamá-la - mesmo estando do outro lado de SP!
Gus e eu seguimos. A viagem de ônibus demorou uns 45 minutos! Chegamos no terminal e fomos dar uma volta por perto para ver se achávamos algum lugar para eu passar a noite.
Andando um pouco encontramos um hotel/motel que cobrava R$40 a pernoite, mas tinha que pagar adiantado. Como eu ia encontrar um amigo, talvez ele soubesse de algo mais rentável e seguro, então resolvi não reservar e ir direto para a casa de espetáculos. Qualquer coisa haviam outros hotéis por perto, segundo o Gus. No caminho para o Credicard conversamos, enquanto ele nos guiava.
Eram 17h quando chegamos! Antes de ir para SP pensava em chegar às 9h. Quando soube que iríamos ao Ibirapuera, quis chegar lá por volta das 14h. Aham!
A fila já estava longa, devia ter pelo menos umas 200 pessoas na minha frente. Outro problema: estava com minha mochila nas costas (não sabia onde ia dormir e para aonde iria no dia seguinte), e descobrimos que lá não tinha lockers, ou algo do tipo. Como ver um show com uma mochila daquela! Iam acabar me roubando, tirando que ia ser super desconfortável.
Mais uma vez o salvador Gus agiu e se ofereceu para levar minha mochila. Obrigado! Peguei o necessário e ele partiu para sua casa.
Assim que cheguei na fila, outro Bruno, com sua mãe, também se enfileiraram e já começamos a conversar. Os dois foram muito prestativos e simpáticos - pena que perdi contato, tenho que ligar para ele depois. Boa companhia na espera até às 20h - quando o portão abriria. Logo, formamos um grupão de umas 8 pessoas.
Meu amigo Matheus, que havia conhecido a poucos dias na comunidade da Kylie, estava a caminho do Credicard, com a Sandy. Outras pessoas adoráveis, que alegraram minha espera das 20h às 22h20 - quando o show começou.

Não comentei até agora, mas o show era da cantora Kylie Minogue!
A conheci no seu último álbum "X". Tinha umas músicas, mas não ouvia muito. Mas, coincidentemente, estava me viciando em suas músicas quando soube que ela faria um show no Brasil. Havia até apresentado uma música dela em um trabalho de inglês.
Não poderia ter sido em melhor momento! Era a primeira vez que ela vinha à América Latina.

Conhecer meus amigos + ver show de KYLIE MINOGUE! = Não tem como não ir para SP!

Depois de muita espera, meu pé estar doendo já, e estar lotado o Credicard - pelo menos a pista, as outras partes encheram na hora do show -, um DJ aparece para começar a aquecer a galera. Nada demais. As músicas que mais animavam eram justamente as da Kylie.

Quase 22h30, finalmente:


Lights flashing
Sound clashing
Mind blowing
Body rocking
Eyes locking
Lips touching
Hearts pumping
Pressure rising
Breath taking
Rump shaking
Music makes you lose control
Playing on your SPEAKERPHONE
Track repet go on and on!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SP - Sábado (08/11) [1/2]

Um dia de muitas emoções!

Ibira para os íntimos. A programação do dia começava lá. Acordamos, nos arrumamos e partimos. Tati teve que ir para faculdade de novo. Rafa programou seu GPS (que não tem uma boa fama, Joici que o diga) e fomos buscar o Eber. Até o aparelho funcionou, a “casa do Boss” ficava a apenas uma rua de distância do que o GPS dizia. De lá fomos procurar o Parque do Ibirapuera.
Acho que quando o Rafa decidiu desligar o GPS achamos mais facilmente (haha). A Lu – a única que podia ir – nos encontraria mais tarde, já que ela mora perto do parque, e só não foi mais cedo porque tinha tarefas domésticas a cumprir. Andamos, conversamos, nos divertimos. Como o Rafa estava com sua máquina potente, eu nem tirei fotos direito com a minha. Foi uma manhã muito agradável!
Mais para o final da manhã, depois de ter rodado boa parte do parque e ter estado nos últimos minutos à beira de um dos lagos conversando, vendo o Eber alimentar os patos com Amendupã de pimenta mexicana (rsrs) e comendo também, a Lu resolveu aparecer. Fomos buscá-la na entrada 6 (se não me engano) e a reconheci de longe. A japa querida! (chamada de falsificada por uns - se é ou não, não importa, amo-a! hehe). Um amor de pessoa!
Resolvemos ir a um Centro Cultural (passamos por ele na ida), porque o Eber queria ver se encontrava uns livros. O Gus nos esperaria por lá. Quando pensamos que não - mais chuva em SP! Tentamos nos abrigar, mas mesmo assim ainda deu para molhar. E a chuva só foi para isso mesmo, porque logo parou.
Rodamos um pouco e conseguimos achar o bendito lugar de novo. Já eram aproximadamente 14h, ninguém tinha almoçado. Esse era o horário que eu tinha planejado para chegar (no máximo!) no Credicard Hall, para o show de mais a noite. Começava a me dar um leve nervosismo. Para piorar, não sabia onde iria passar a noite. Na casa do Rafa, antes de dormir, pesquisamos uns hostels, mas todos longes do Credicard.
Eber pesquisava os livros com o Rafa, enquanto eu, Gus e Lu tentávamos pensar numa solução. A hora passava. O pessoal resolveu ir embora - o Eber não achou o que queria. Havíamos tentado usar a internet, mas tinha que fazer um cadastro e esperar a hora livre (às 16h!).
Fomos para o carro, mais uma vez, agora com a presença do Gus. Tentei ligar para uns hostels. Consegui um - R$30. Mas só o táxi para chegar lá era mais R$30. Não daria mesmo! O anjo Gustavo disse que me levaria ao Credicard e, como ele já morou lá por perto, me mostraria uns hotelzinhos fuleiros, mas que dá para dormir - se eu não me importasse. Claro que não! Nessa altura do campeonato toparia qualquer coisa. Eu só precisava ter um ponto de segurança.
Eu, Gus e Lu ficamos na Av. Brigadeiro (acho eu) para pegarmos o ônibus (Lu desceria no meio do caminho), os outros se foram. Detalhe: isso depois de rodar um tempão procurando o caminho para casa! GPS não servia para nada. Outra chuva tinha recomeçado. Uma coisa só. E a hora passando!
Pegamos o ônibus. Próxima parada: Terminal Santo Amaro (se não me engano mais uma vez!).

Questão pessoal: Assumo que fiquei um pouco assustado essa tarde com a possibilidade de ficar sem ter aonde dormir. Tentava me convencer que não seria nada demais ver o dia amanhecer em alguma parada por aí. E conforme a hora ia passando, eu ia ficando mais tenso. Essa possibilidade me fez mais tolerante a contratempos - um pouco ao menos! E percebi outras coisas pessoais que precisaria adequar na minha vida.

Não temos o controle de tudo! E nem tudo sai como queríamos!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

SP - Sexta-Feira (07/11)

Finalmente conhecia São Paulo. O que sentia, nas primeiras horas da manhã, era ansia de descobrir aquela cidade. Ao adentrar os limites da metrópole, uma passageira anunciava: "passamos pelo Tietê". Já? Nem senti o odor fétido de suas águas. A lenda é maior do que a realidade. Parece que realmente estão tentando despoluir. Se for, está fazendo efeito. O cheiro é totalmente suportável. O rio da Marginal Pinheiros me pareceu mais fedido. Contudo, não sei como fica em dias de calor insuportável.
No caminho à rodoviária, vi muito lixo nas encostas das rodovias. Fiquei um pouco enojado da cidade, mas não me deixei levar pela primeira impressão. Tudo era muito diferente. À minha esquerda, o Tietê passava um pouco mais ao longe. Rodamos um pouco e paramos finalmente. Não eram nem 10h - horário combinado com Joici e Eber.
Desembarquei e não vi ninguém, resolvi sentar no Bobs para esperá-los. Liguei para ela, mas não atendeu. Logo retornou a ligação e disse que estava na rodoviária já. Reconheci a Joici de longe e fui a seu encontro. Quão querida ela é! Fiquei sabendo que Gustavo também estava a caminho. Sentamos a espera deles.
Eber não tardou a aparecer, com o guia Quatro Rodas Brasil debaixo do braço. Ficamos conversando sobre os últimos acontecimentos mochileiros, e eis que Gus também aparecia, tranquilo como sempre. Iríamos à Decatlon - uma super loja de esportes, que morria de vontade de conhecer (não tem em BSB). Conversamos, vimos várias coisas, aprendi outras. Terminamos a manhã no Center Norte, tomando sorvete do Mc.
O almoço seria na Avenida Paulista, com o Rafael. O boss (Eber) tinha que sair para resolver questões literárias com Verônica. Nós três voltamos à rodoviária, conferimos alguns preços de passagens para o mochilão de dezembro, e fomos pegar o metrô. O Metrô!
Meu Deus! Quando descemos do primeiro, para fazer uma conexão, tivemos até que pedir informações, porque são muitos metrôs, muitos destinos, muitas pessoas. Os metrôs são de andares! Em Brasília só tem um metrô que vai (da rodoviária à um destino) e um que volta, com apenas um ponto de conexão. Na minha cidade ainda nem chegou. Porém, chegamos sãos e salvos.
O almoço, no Bobs - mais barato -, foi muito agradável. Conversamos mais, nos conhecemos mais. Rafael é muito animado, no começo não foi uma empatia (ao menos da minha parte) 100% imediata, mas isso não duraria até o final da tarde. Demos uma volta na Av., e ele teve de voltar ao trabalho - alguém precisa!
A Avenida Paulista é gigante, bonita, moderna, cheia, aberta, diversa, receptiva... Não há nada parecido em BSB! Os enormes prédios realmente impressionam. Fnac, MASP (por fora), Parque do Trianon, feirinha, e conversa no café do McDonalds. Gus não demorou ir embora. Restamos Joici e eu.
Rafael sairia às 18h, mas acabou saindo meia hora depois. A coitada da Joici não queria arredar o pé. A chuva começava a se mostrar para mim. Encontramos o Rafa e ela pôde ir para casa. Ele estava de moto, precisaríamos esperar a chuva passar, o que só aconteceu (diminuiu bastante) às 22h. Enquanto isso, fui apresentado a uns shoppings, uma academia que custa R$300 (pago R$40, achando caro!) e ficamos no notebook dele, conversando com outros mochileiros.
Quando deu, subimos na moto e partimos. São Paulo. Noite. Trânsito lotado. Moto. Carros. Chuvisco. Estava conhecendo a cidade mesmo. No trajeto até a casa do Rafa, vi alguns lugares - cemitério, estádio, PlayCenter - e senti a emoção de ser um "motoboy". Graças a Deus não aconteceu nada! Foi uma sensação muito boa realmente!
Trocamos a moto pelo carro e fomos buscar a Tati, namorada dele, ao som de grupos espanhóis, para já ir treinando, como o El Arrebato (acho que é isso) e outros - muito legal! Ainda mais eu, que adoro música em espanhol. Voltamos para casa, comecei a procurar uns albergues para o dia seguinte, tomei um banho renovador e fui dormir.
O dia seguinte seria de muitas emoções!

Foto: Gus, minha mochila e Joici

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

SP - Quinta-Feira (06/11)

O começo do dia foi como qualquer outro. Fui para a universidade, mas a aula acabou mais cedo, pois não houve uma apresentação de um grupo. Almocei e fui para o estágio. Saí às 17h, depois de uma tarde cheia, com o propósito de ter tempo suficiente para me arrumar e ir para a rodoferroviária.
Assim que cheguei em casa, arrumei o que faltava na minha mochila – lanches e outras coisas que minha mãe havia comprado no almoço –, que acabou ficando um pouquinho pesada para o tanto de coisa que levava (deve ter ficado perto dos 5 kg, mas só levava dois pares de roupas e outras “cositas más”).
Enquanto fazia a barba e tomava banho, meu pai voltava de Brasília para me pegar e voltarmos para lá. Ele passou a tarde toda tentando conseguir uma passagem de avião para eu voltar de São Paulo. Eu só queria se ele conseguisse promoção de uns R$150. Ele comprou, quando vi o papel estava R$300, mas ele disse que tinha conseguido desconto. Hoje sei que custou mais de R$200. Se eu soubesse não tinha deixado, mas a passagem já estava comprada. Era só aproveitar agora.
Quando ele chegou (atrasado), ainda fomos onde minha mãe trabalha, para eu pegar uns documentos e me despedir dela – no almoço tinha me despedido da minha avó, e no sábado do resto da família. Tudo muito rápido, às 18h05 estávamos saindo do Gama. O ônibus partia às 18h30, e são uns 35 km de distância.
Chegamos correndo, às 18h25(!), comprei mais uma água e um salgadinho para trocar o dinheiro e embarquei. A despedida foi rápida. Melhor assim, não gosto delas, são muito tristes, prefiro um abraço rápido, um “vai com Deus. E até logo!”. Virar as costas e não olhar para trás. Foi mais ou menos assim.
O ônibus da Real Expresso (R$136 – 15h30 de viagem) partiu às 18h38.
A noite foi longa. Às 19h já estava escuro, então não dava mais para ler. Era olhar para a janela, cochilar ou ouvir música. Comecei olhando o tempo passar. Depois comi um pouco. Ouvi música. O ônibus parou em Valparaíso – Goiás, mas ninguém embarcou. E fomos indo. Como não tinha nada para fazer, tentei dormir. Até o sol amanhecer, foram só tentativas.
Rodamos, rodamos, rodamos. Paramos em Catalão, devia ser umas 23h, e começou a cair uma forte chuva. Minutos depois partimos. Em alguma cidade trocamos de motorista (era Uta... alguma coisa, acho eu). Devemos ter feito umas quatro paradas durante a noite toda. Mal dormi. Cochilava. Tentava dormir de lado, mas como era um ônibus convencional, não abaixava de todo, e os pés ficavam para baixo, o que para mim foi o pior.
Por volta das 9h50, eu chegava na Rodoviária do Tietê, em São Paulo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Ai ai.. ai ai ai ai ai... Está chegando a hora...

Amanhã, por volta das 10h, estarei chegando em São Paulo!

Não vejo a hora...
Não sei nem o que escrever...

Vou tentar postar algo de lá mesmo, mas caso não dê, na volta saberão de tudo!!